segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Semana de Treino

Não há muitas novidades nos treinos em relação a semana passada.

Estou com um incomodo do joelho e evito pedalar. Com isso, nado na segunda, dou uma corridinha na terça, quarta-feira eu corro de forma um pouco mais intensa (esta semana, 30 minutos fácil/30 moderado/15 forte), quinta fiz uma bike de teimoso (mas um treino gostoso, curto e de força moderada, como semana passada) e sexta-feira natação (7 x100 fácil, 1 x 700 moderado e 14 x 50 forte).

No sábado, não fui pedalar na USP. Descansei novamente para encarar o longo de 4 horas no domingo - e ontem esse treino foi particularmente difícil.

Em primeiro lugar, o joelho me deixa um pouco inseguro. O incomodo não corresponde a nada que eu tenha pesquisado na Internet - não incha, não estalá, não tenho dor quando subo ou desço escadas. Estou quase, mas quase convencido que se trata de um problema de alongamento. Mas, como disse, ainda estou monitorando isso....

Em segundo, a chuva desse domingo. Uma coisa é você estar na rua e vem aquela água que te pega no meio do caminho. Tudo bem...

Outra, bem diferente, é acordar as 5:00 da manhã, tomar café, ouvir os pingos batendo na tua janela embaixo do cobertor, sentir-se sonado e não ter o direito de dizer: hoje, não. Hoje eu não vou.

Como é duro ter que sair de um ambiente seco e quente para ir para a rua, onde venta frio e caem pingos do tamanho de bolas de gude.

Mas somos o que somos e é imprescindível treinar, pois faltam pouco mais de 20 dias para a prova e há treinos que são estruturantes. Não posso me dar ao luxo de ficar em casa.

Fui para o Campo de Marte para o meu longo de 4 horas, sendo 15 minutos correndo leve/moderado e 5 andando.

Pensei: pelo menos vou correr com o tênis molhado, testar essas meias que comprei na North Face, experimentar as superfícies de grama e um pouco de barro para ver como o Newton, meu tênis, se comporta.

(O que a gente faz para ver algo positivo nas coisas...?????)

Nesse sentido, tudo foi aprovado. Meti o pé em poças, me equilibrei na lama (sempre lembrando o toque do Alberto - não tem tênis que salva você da lama, por isso trata-se de uma questão de técnica) e testei as recomendações do meu novo nutricionista.

Ai, dei uma bobeada. Tomando gel a cada 50 minutos, lá pelas tantas senti "fome" e tracei dois saches de Hammers de uma vez. Isso não se faz. Meu estômago não processa essa quantidade de calorias e manda uma parte dela direta para o intestino - ai, senti ameaça de diarréia.

Correndo no vento frio, com chuva e suando embaixo da roupa de plástico. E com aquela sensação terrível.

Bom, mas a fome passou e essa sensação, também.

Outra coisa foi que senti a musculatura da perna pesada. Depois de andar cinco minutos, quando retomava a corrida minhas pernas pareciam ter o dobro do peso. Isso não aconteceu semana passada e não sei se pode estar relacionado ao fato de que, desta vez, deixei as polainas de compressão em casa.

Mas, aqui entre nós, achei isso bom! No triathlon, eu ainda não experimentei essa sensação. Nem mesmo no Iron. Mas sei que vou passar por isso nas Ultra.

As pernas pesadas mudam sua percepção da corrida. Você tem a sensação de que está "comendo" a cada metro do percurso". Valoriza cada centímetro que avança. Não importa que seja um pace de 15 minutos para cada quilômetro. O que importa na sua mente é que seu corpo está em movimento.

Uma parte disso, pelo que senti, é um questão psicológica - você continua correndo em um bom pace, mas a dureza de arrastar as pernas te leva a crer que a corrida está muito lenta. Lembrei-me do Edú perguntando ao Caio se eles já tinham alcançado 50 km na prova de Bertioga-Maresias do ano passado, quando na verdade os dois já estavam no quilômetro 65!

Fiquei durante todo o tempo dentro do Campo de Marte, um circuito de 1,5 km. É difícil mentalmente? Olha, para quem já ficou o mesmo tempo em cima de um rolo na sala do apartamento pedalando...sabe que não é muito complicado, não!!

Por conta do joelho e da rua com poças e motoristas correndo a toda ao lado do Anhembi, não arrisquei sair de lá e fazer as subidas do Jardim São Bento.

Quando finalizei o treino, encontrei o Sandro e batemos um papo rápido. Já vamos começar a pensar na logística para a prova.

Na entrada do prédio, encontrei os mesmos porteiros que tinham ficado incrédulos quando disse que iria correr, só se convencendo quando sai pelo portão afora.

Pois é, quando retornei bateram palmas....Sacanagem, mas tudo bem, vai!

Um deles me falou que estavam fazendo mudança e com barro no tênis e pingando, não ia dar para subir no elevador social, não!

A síndica tinha até liberado para cachorros, o que não me espanta, já que as moradoras aqui chamam os bichanos "meu filhinho" - até a gata do 19 faz isso! Não entendo, porque o cachorro dela é uma das coisas mais feias que já vi na vida....

Well, como a síndica sabe que eu voto na Dilma, os caras começaram a argumentar que ela iria criar problemas para eles se liberassem o elevador para mim e coisa e tal...

Bem, eu moro no vigésimo segundo andar...;-))))

domingo, 19 de setembro de 2010

Semana de Treino

Essa semana foi relativamente tranqüila e os treinos para a Bertioga-Maresias seguem com relativa da mesma forma. Tirando o longo de domingo, a rotina de treinos não chega ao nível de intensidade que experimentei durante na preparação para os Iron de 2009 e 2010 - mas principalmente em relação a 2009.

Mas, claro, estou em uma fase diferente. Apesar de ser uma experiência inédita, esses dois anos de treinamento no triathlon me dão certo condicionamento para que as coisas não tenham que ser iniciadas "do zero". Sinto que o condicionamento cardiovascular adquirido ajuda bastante e a técnica de corrida que assimilei desde de que inicei no Ironguides, idem.

Entretanto, correr uma prova desse tipo não é apenas uma questão de "condicionamento" - experiência e maturidade são dois aspectos que suplantam o aspecto puramente físico de uma Ultramaratona. Nesse sentido, essa semana foi fundamental em função da ajuda que recebi do Alberto Peixoto Jr., por meio de um triangulação de mensagens por iniciativa pelo Xampa. A coisa tão legal que discutimos a possibilidade de entrevistarmos maratonistas e ultramaratonistas, repetindo uma fórmula que ele já utilizou no Blog dele com muito sucesso.

Outra que não posso não posso deixar de citar é o George Volpão, que além de toda colaboração que dá aqui no Blog, ainda tem a boa vontade de responder meus emails com a maior prontidão possível.

Em outro post, colocarei os ensinamentos que eles estão me passando sobre essa arte...

Mas o que fiz essa semana?

Na segunda-feira, logo cedo uma hora de pedal leve no rolo. Leve mesmo - nada de BIG Gear. A noite, cerca de 1.500 metros de natação, sendo 6 x 50 metros (25 forte/25fraco), 100 metros forte com palmar e flutuador e 100 metros fácil com flutuador - isso tudo 3 vezes.

Terça-feira, uma corridinha de 50 minutos no Campo de Marte. Apenas me concentrei em aumentar o ritmo de passadas. Treino fácil.

Quarta-feira, 75 minutos de corrida, sendo 40 fácil e 35 moderado. Não senti o cansaço, mas correr moderado quando há um pouco de cansaço acumulado diminui um pouco a eficiência da corrida e não me senti muito confortável. Mas, obviamente, nada demais executar esse treino até por se muito curto.

Quinta-feira, um ótimo treino de rolo. Aquecimento de 20 minutos e mais 20, sendo a segunda parte 1 minuto moderado Big Gear e outro minuto fraco. Não é intenso, não é longo - mas é estimulante.

Sexta, natação: 5 x 100 metros fácil, 1 x 500 metros moderado e 10 x 50 metros forte. Também ótimo para deixar a musculatura ativa.

No sábado, um pedal leve de 2 a 3 horas ou rolo. No fim, nenhum dos dois - não dormi bem de sexta para sábado e acordei muito tarde - e se eu não pedalo no horário que tenho que pedalar, não adianta. Aproveitei para descansar (ainda que para os mais disciplinados, fica um som lá no fundo, batendo na freqüência de um sino "você não pedalou", "você não pedalou", "você não....").

Domingo, acordei as 5:00 da manhã para tomar café, ler um pouco e me preparar para começar a correr as 6:30. Estava muito, muito frio. Mas nem pensar em ficar deitado e sai para um longo programado para três horas, mas que se transformaram em quatro.

O Boss não vai ficar muito satisfeito, mas acho que meu inconsciente opera assim: correr 15 minutos e andar 5 minutos em três horas...bem, não seria melhor fazer quatro para compensar essa "moleza"????

No início, comecei o treino não me sentindo muito bem. Não sei, tem dia que você não tá bem.

Mas continuei. Esse sistema de correr/andar faz o tempo passar muito mais rapidamente - você acaba dividindo a corrida em partes menores e mira um objetivo de cada vez. Ao invés de pensar "Puxa, ainda faltam duas horas para terminar...", você pensa "Faltam 6 minutos para andar".

Com isso, pelo menos no meu caso, o esforço mental é igualmente menor.

No última hora, ainda fui correr no Jardim São Bento, em Santana. Esse lugar é tão morrado que faz a subida da Rua do Matão na USP parecer pista de skate.

E, olha, não é que tive pernas para subir aquilo lá correndo forte?

Em termos de equipamento, utilizei uma bermuda de compressão Nike e um calção (discuti isso com o George no dia anterior) e deu certo, já que as de triathlon estão gerando assaduras. Também vesti as calf guards da 2XU - bom, aqui em Santana, apesar de ter muitos corredores na Brás Leme todo final de semana, quase ninguém usa meia de compressão ou esse tipo de polaina. Tem gente que fica olhadando, como algo excêntrico....sei lá!

Mas, engraçado: coloco uma polaina de compressão para descanso e vou no shopping, na padaria, no posto de gasolina...Mas, ai, ninguém dá bola!!!!

Êita!!!!

Será que o povo acha que aquilo é meia de Futsal!

Gostei do resultado. Confesso que me hidratei pouco e tomei um GU para cada hora. Não me senti cansado e não tive dores musculares (nem posteriormente). Tive apenas uma leve dor no tendão patelar do joelho esquerdo em certos momentos, mas acordei no outro dia sem sentir mais nada, nem cansaço.

Aliás, pelo contrário! Se não tivesse dormido tão mal, teria feito um pedal hoje para soltar.

Isso se eu "estivesse ouvindo o corpo", que tá a mil. Mas a minha consciência é que segura um pouco...







domingo, 12 de setembro de 2010

Semana de Treino


















A primeira semana com o novo planejamento para a Bertioga-Maresias foi bem mais leve do que a principio se imaginaria. Sobretudo, considerando que a prova "já está ai", dia 23 de outubro.

Um dos motivos desse começo mais cuidadoso seja o fato de que apenas recentemente terminei o 70.3 do Brasil. O outro, é que a filosofia do Boss é assim mesmo, ele vai construindo as coisas as poucos e se considera que já existe um alicerce, ela trabalha em cima disso.

Outra coisa interessante é que ele não focou o treinamento exclusivamente na corrida - nos dias de "descanso", estou nadando ou pedalando. Ele apenas tirou um pouco o peso do pedal no final de semana. Assim, mantenho meu condicionamento em cada esporte enquanto vou trabalhando para a Ultra.

Olhem só.

Segunda-feira, pedalei leve durante uma hora no rolo pela manhã e nadei 2.500 metros a noite, com palmar e pulbóia e apenas um pouco de intensidade.

Terça, corrida, apenas 40 minutos de trote solto. Nesse quase que eu não fui, apesar de estar consciente que treinos curtos tem a sua utilidade. Só que isso não me ajuda. O que me faz ir para a rua é pensar o seguinte "é só ir lá no muro do Campo de Marte, dar três tapinhas na parede e voltar!!!!!". Lúdico, hein! ;-))

É como matar uma parte do treino sem ter matado, sem culpa, sem nada!!!

Quarta-feira, baita frio, levantei para correr pela manhã e bem cedo. Claro que não tão cedo quanto levanta a Yeda e o Sandro (eu estou no início e eles já acabaram!). Fora o aquecimento e a parte final, foram 9 km divididos em uma 3 corridas moderadas de 3 km. A noite, uma hora de natação com palmar e pulbóia. Tudo tranquilo.

Quinta-feira, uma hora de pedal progressivo, sendo 30 minutos fáceis e outros 30 moderados - o problema é esse "moderado", que eu sempre transformo em moderado-forte. Eu sei que exagero, mas acho o treino tão curto que tento aplicar um pouco mais de esforço. Mas não devia. Sinto a musculatura um tanto cansada depois.

Sexta-feira, apenas 50 minutos de corrida pela manhã: 20 de aquecimento, depois 30, sendo 30 segundos forte, 30 fraco. A noite, natação: progressivo a cada 300 metros, isto é, fácil/moderado/ forte. Isso três vezes. Sai da água cansado. Treinos curtos durante a semana vão se acumulando e sexta-feira eu senti.

Sábado, fiquei com preguiça de ir para a USP pedalar entre de 2 a 3 horas. Eu queria dormir até mais tarde. O problema é que quando vou pedalar na rua, gosto de começar ainda de madrugada para terminar cedo - se for na USP, mais ainda, pois odeio aquela muvuca de bikes, carros e corredores, todos no mesmo lugar. Levantei as 8:00 e fiz 20 minutos de aquecimento e 3 x 20 minutos moderado (Big Gear). Ainda assim, fiz força.

Domingo estava programada o longo de 2 horas leve. Corre-se 10 minutos, anda-se 1. Corre-se 10, anda-se 1. E por aí vai.

Bom, conforme coloquei no post anterior, esse negócio de estratégia walking/run não me apetecia. Gostei muito de todos os comentários, mas as palavras do George Volpão foram preciosas para eu começar a vencer essa barreira.

"Nós corredores somos, pensamos e agimos exatamente como o nome já diz: como corredores. E sempre associamos caminhar a sentimentos negativos, como quebra, heavy legs, bonk, hipoglicemia, fadiga, despreparo...Interessantíssima a visão do seu treinador ao explicar que, de fato, nas ultras, é aceitável e até mesmo necessário caminhar"

Ou seja, andar tem forte conotação negativa porque é, até inconscientemente, sinônimo de quebra. Esse era o meu "ponto cego", o motivo pela qual eu estava resistente a essa idéia de caminhar.

Tal como o Vinicius explicita, entretanto, andar com um periodização em Ultras tem outra conotação, pois tem como objetivo evitar que o corredor "ande quebrado".

E, conclui o Boss, "são atitudes diferentes".

Outra dica excepcional foi do Sigueo, ao sugerir a leitura do Jeff Galloway. O Vinicius já tinha indicado que andar seria útil para uma melhor recuperação nos treinos, bem como para evitar lesões. Mas esse texto deixa as coisas ainda mais claras.

Corredores que se poupam por meio de caminhadas programadas (principalmente no início) tendem a ter melhor resultado do aqueles que caminham por outros motivos a partir da metade da prova até o seu final. Há uma melhor distribuição do esforço e o processo de recuperação é mais acelerado.

Bom, mas ai fui correr. Ao invés de duas, corri três horas. Não, não porque esse método foi tão eficaz logo de cara - é que não consigo correr apenas duas horas sabendo que vou caminhar! Um longo, mas loooongoooooo mesmo, com essa distância não enche o bucho e me deixa frustado.

Mas reconheço que é uma teimosia estúpida. Vou escrever para o Vinicius e vou dizer que "me sinto bem".

Ele vai responder na lata: tem coisa que a gente "não sente". Seu sistema imunológico é uma delas.


Foi um pouco mais difícil do que o longo que fiz com o Joel na USP. Mas domingo estava sol e a umidade baixissima, como depois vim a descobrir.

O resultado, entretanto, me agradou bastante. Ao caminhar 1 minuto, você recomeça a correr com a musculatura mais relaxada.

Mas em apenas um minuto? Um minuto?

Sim, em apenas 1 minuto. A diferença em relação a uma parada forçada é que você retoma sem prejuízo do ritmo anterior.

Isso é mais evidente da metade para o final do longo, quando você sente mais a musculatura da perna. O efeito da parada é sensível.

Outra coisa interessante os intervalos servem para que você se alimente e hidrate de forma bem mais sistemática. Como sou muito desligado (já corri 3 horas sem beber água e sem sentir falta dela, o que claro não nada indicado), isso é importante para que eu me cuidar melhor.

Bem, mas nessa caminhada ainda estou com muitas dúvidas. Agradeço todos os comentários e as dicas! Podem ter certeza de que nada passa em branco! Também recebi emails (obrigado Xampa!) e vou tentar fazer uso desse espaço para compensar minha falta de experiência com o conhecimento de vocês.

Obrigado mesmo!








segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Semana Pós- Penha e a Ultra que vem ai....


Nada muito concreto para narrar. O treinador deixou a semana para atividades variadas ou, como ele diz, sem nada estruturado.

Gosto desse tipo de treino. Faço o que me dá na telha, treinos curtos. entre 50 e 60 minutos durante a semana e sem nenhuma intensidade. Na segunda nadei, na terça dei uma corridinha no Campo de Marte, quarta-feira estava cansado e fiquei em casa, quinta voltei a correr, sexta-feira voltei a nadar com palmar e flutuador.

Sábado, estava marcado um longo com o Joel. Mas não rolou e resolvi correr aqui em Santana - deu, sei lá....quase duas horas de corrida, mas prefiro dizer que levo as pernas para passear.

No domingo, esperando a virada do tempo, acordei de madrugada, abri a janela e estava chovendo fraco - voltei para a cama porque o pedal de domingo não era obrigatório. Mas que eu estava com vontade de pedalar no Rodoanel, eu estava. Principalmente considerando que, pelo menos até sexta, os dias estavam pra lá de propícios para um pedal....

Agora, começam os treinamentos para o Ultra Maresias-Bertioga. A primeira planilha foi um choque....bem, "choque" talvez seja dramático demais. Mas explico.

O Vinicius programou treinos em que em corro e..."ando"! Ando?

A explicação do Boss é a seguinte: impossível não andar em uma prova de 75 km. Entretanto, é melhor você andar dentro de um planejamento previamente feito do que em função de uma quebra.

Nem dizendo em inglês, essa tal de estratégia Running/Walking me agradou.

Escrevi meio que chiando. Pombas, eu que não andei nos Irons e em prova alguma vou "arregar" assim, de graça?????

Ai ele me responde. Algo como uma flexa.

Então vão ser dois desafios - um, a distância. Outro, o seu "ego"....

Resolvi que é melhor ficar quetinho....






segunda-feira, 30 de agosto de 2010

70.3 de Penha
















Bem, para quem leu o post anterior - nada aconteceu de errado na prova.

Mas, não se enganem, pois meu pressentimento estava certíssimo. Não deu nada errado porque não deixei.

Tirado o caco de vidro do pneu, levei para a revisão, colocaram um pequeno manchão e lá aprendi a usar os cilindros de CO2. Ou seja, tudo que estava me causando ansiedade, eu tentei resolver.

Mas, não que, ao colocar a bike no
carro para a viagem, o mesmo pneu estava mucho!!!!

Éééééééé.

O jeito foi procurar o pessoal da Kona Bikes que estava em Penha. Deixei lá e, no outro dia, o mecânico que fez a troca me explicou que a câmara estava mordida.

Bom, sai na quinta ainda de madrugada. Sei lá o porquê, comprei um GPS que, teóricamente, estava com os mapas atualizados.

Putz, ainda bem que eu sabia mais ou menos onde onde fica Penha, porque se fosse seguir o tal GPS provavelmente estaria na Patagônia pedindo informações de como chegar em Santa Catarina.

Cheguei quebrado. Antes de ir para o hotel, passei pelo parque, peguei o Kit, comprei as coisas que me interessavam na Expo. O hotel ficava ao lado do Parque Beto Carreiro. Dava para ir a pé! Uma beleza.

Dormi um pouco. Acordei. Assisti um tantinho de novela porque não tinha canais pagos no quarto (só por isso, bem entendido). Enjoei. Tirei da mala as leituras programadas. Primeiro, finalizei um livro dos anos 80 que nunca tive saco de pegar, que é o conhecido "Cem dias entre o céu e o mar", do Amyr Klink. Não me arrependi, mas certamente esperava mais.

Depois comecei a leitura da biografia do Agassi, como comentei anteriormente. Numa tacada, foram 50 páginas - a narrativa é ótima, tiradas sarcásticas e inteligentes de um cara que sabe da vida mais que jogar tênis.

Bom, dormi. Levantei na sexta-feira, tomei café de hotel e me internei no quarto, esperando a chegada do Edú e do Felipe. Chegaram pelas 11:00 e fomos almoçar no "Tio Patinhas", porque
"lá disseram que a comida era boa" e que era "pertinho". Bom, boa não era mesmo, muito menos "pertinho".

Quando comentamos com o pessoal do Hotel, eles deram risada (mas ainda eram risadas). "Quem indicou?". Dissemos que tinha sido "o cara da portaria do Beto Carreiro".

"O cara da portaria?????"

Ai a gargalhada foi geral!!!!

Me senti um pato! Um pato em pessoa!!!!

Mas, enfim, fomos a feira e lá encontrei o Kiko (foto abaixo), que eu conhecia apenas virtualmente por meio do Blog dele e batemos um papo! Gente finíssima e terminou a prova com muita cãimbras e muita raça também!


Depois, fomos todos entregar o bike e as sacolas. No grupo já se somavam o Leopoldo,
o Caio e todas as respectivas amigas, noivas, namoradas e esposas. Tudo certo, tudo tranquilo. Todos já tinham experiência do Iron e não havia necessidade de acompanhar o Congresso Técnico porque a dinâmica é basicamente a mesma.

Fomos fazer um reconhecimento do percurso de bike e, depois, direto para o hotel.

No outro dia, já na área de transição, o Artur do Blog Triathlon um estilo de vida me chamou e na hora eu o reconheci, apesar da nossa comunicação ser apenas virtual também. Foi o único que dos que eu conhecia lá que fez a prova em menos de 5 horas, mesmo tendo participado do revezamento do Long Distance Rio duas semanas antes.

Bom, já na praia, fiquei junto com o Felipe e o Edú. A água estava muita fria e a gente (pelo menos eu e o Felipe, porque o Edú é insondável), nervosos.

Esse estado psicológico é involuntário. Não é pelo resultado, não é pelo desempenho, não é pelo medo de não ter treinado. Simplesmente acontece. O Agassi comenta que cada um lida com isso de um jeito. Correndo para o banheiro é uma delas. Mas esse momento já tinha passado.

O problema é que a largada é quase um susto. De repente. Não dá tempo para nada. Você ouve uma buzina e se joga para frente. Não dá tempo de raciocinar e muito menos começar a prova "numa boa", "tranquilo".

Abre Parênteses.

Engraçado é que os que sempre falam assim são são os primeiros que partem deseperadamente para água quando a largada acontece. Podem ver, saem lá de trás com tudo e vão pra cima mesmo! Parece até abertura de loja de departamentos em liquidação depois do final do ano.

Fecha Parênteses
Comecei a natação forte, seguindo a linha de nadadores na minha frente. Apanhei pouco. Só um pouco. Mas sair forte tem um custo e meus braços já estavam cansados logo na
primeira bóia. em compensação, não tive problemas para me localizar e fiz um natação forte.

Só que, no meu caso, não importa se é forte ou fraca, eu sempre faço em torno de 37 minutos.

A T1 demorou. Quase 5 minutos.

Fui para a bike e sai para o pedal mais puxado que já fiz na vida. Conversando com as pessoas que fizeram a prova, todos reconheceram que o pedal estava mais para um Triathlon Olimpico do que para um Meio Iron.

O piso da estrada era excelente e os aclives não eram tão fortes, favorecendo a percepção geral de que o pedal seria "fácil".



Bom, se você pedala 90 km em ritmo de TT, você deve reconsiderar seu conceito de "fácil".

Doeu!

Obviamente, muitos pelotões. Chateia. Como diz o Chico Ironman, usar o vácuo é o mesmo que cortar caminho. Achei a fiscalização pífia. Você pesca um, pesca outro, mas as penalidades deveriam ser em massa.

Eu fiquei praticamente todo pedal em um disputa com três ciclistas. Chamou a atenção um rapaz, muito acima do peso, mas que socava o pedal de forma alucinante. Eu passava abria nas subidas, mas no plano ele e outros dois me alcançavam e abriam. O vento era fraco, pouco atrapalhava (ou ajudava).

Tudo dentro da mais pura lealdade. Em algum momento, pensei que aquela disputa poderia me prejudicar, mas estava me alimentando corretamente - desta vez, deixei de lado os sólidos e tomei quatro (ou cinco) sachês de GU. A água tinha um pouco de Glicodry. Mas muito pouco.

E bastou isso. Como eu não tenho problemas com gel, ainda tomei outros na corrida.

Mas não gostei do resultado da pedal. Fiz para 2:45 (média de 32,5 km/hora), tendo a firme expectativa de realizar um tempo abaixo de 2:37, tal como consegui em Pirassununga (onde o percursos é menos favorável).

Minha sensação era de que nunca tinha pedalado com tanta intensidade, mas não deu.

Desci da bike com as "pernas bambas". Tirei a sapatilha e "corri" para barraca. Fiz a T2 em 2:45.
Como comentei com o coach, para mim a corrida no triathlon é "de graça". Eu saio para correr sempre com as pernas muito soltas, como se não tivesse pedalado antes. Não faço força, pois apenas executo passadas rápidas e curtas (mais de 90 por minuto). É como se eu não estivesse correndo, mas andando muito rápido.

No quarto quilômetro dos 21, estava tão fácil que, tirando o sol, achei que estava "agradável". Mas diminui. Medo mesmo. Tomava Gu, Gatorade e Coca-Cola nos postos de abastecimento. Retomei o ritmo mais puxado apenas na parte final, faltando 2 km para completar a meia.

Fiquei feliz por ter feito a Meia em 1:52, com pace de 5:17. Para quem "não correu", é uma ótima marca.

O Resultado final foi de 5:22. Não gostei frente a minhas outras provas com o mesma distância. Fiquei longe dos 5:15 de Pirassununga em 2008 e mais ainda dos 2:08 de Caiobá esse ano.

Mas, aqui entre nós - acho que as distâncias do Long Distance não são precisas. Todos comentam que em Caiobá o percurso da pedal é quatro quilômetros mais curto. Não tenho certeza, mas desconfio que isso realmente acontece.



O resultado segue abaixo:

EventoIRONMAN 70.3 - PENHA/SC
Número de peito269
SexoM
CategoriaM4044
Equipe
Tempo Final05:22:51.80
Swim00:37:24.30
T100:04:56.35
Bike C100:03:40.85
Bike C200:21:04.45
Bike C300:47:23.50
Bike C401:13:20.05
Bike C501:39:45.00
Bike C602:05:56.35
Bike C702:33:29.45
Bike02:45:50.55
T200:03:03.75
Run C100:30:48.05
Run C201:23:05.30
Run01:51:36.85
Velocidade Média Natação3.04
Velocidade Média Bike32.5
Pace Corrida00:05:17
Velocidade Média Corrida11.3
2 Rank Cat Bike46
Rank Run258
Rank Cat Run37



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Semana de Treino e uma Intuição.


Justo eu, que sempre falo da "preguiça covarde", não tive coragem de fazer o pedal de domingo. Até levantei, mas fiz o que a gente nunca deve fazer nessa situação: pensar.

Você senta no sofá, pega a planilha e lê: "no máximo três horas BEM LEVE, descansando para Penha." Ai você pensa: nem o coach quer que eu vá treinar hoje

Claro que é mentira...mas pensei que, se eu podia pecar, aquele era o dia.

E voltei para cama.

Obviamente, dormi bastante e, quando levantei, pensei "putz, se eu tivesse ido pedalar, nessa hora já teria acabado"...

Essas coisas são típicas de pessoas disciplinadas. As vezes gostaria de não ser uma delas.

Bom, outra coisa muita estranha - tenho péssimo pressentimento para Penha. Estou cismado que meu pneu, que não furou ainda, vai me deixar na mão.

Ai fico pensando que ainda não testei esses pequenos cilindros de ar comprimido, que não tentei tirar o pneu da roda de carbono, que o Mr. Tuffy do pneu dianteiro pode estar podre e, será troquei (o traseiro furou minha câmara no Iron)?

Bom, eu troco pneu toda hora por conta do rolo. Nem acho coisa do outro mundo, mas essas malditos cilindros, nessas rodas de carbono....Sei lá, mil coisas!

Pois bem, não é que levantei hoje para dar uma olhada nas rodas de carbono e, pimba, tem um caco de vidro cravado no pneu?

E não é gente? Yo no creo en las brujas; pero que las hay, las hay

Bom, semana bacana. Voltei a treinar de manhã e a noite alguns dias na semana.

Mas treinos curtos, rápidos. A estratégia do Vinícius - está mantendo o condicionamento do Iron e investindo em velocidade/força.

Ganhei peso, mas estou mais forte - os treinos na água são intensos e me deixam com o tronco maior, assim como os braços. Agora entendo um pouco porque os caras que fazem Iron tem uma estrutura muscular e os caras de triathlon olimpico, outra.

Na segunda-feira, uma corrida pela manhã. Aquecimento, e 40 minutos, sendo 3 forte e 1 fraco. Mas não consegui levantar e encarar o frio! A solução foi encadear os dois treinos a noite na Runner. Encaixei uma boa natação, com um treino de 25 metros forte/25 fraco, 100 metros com palmar forte e 100 metros com pulbóia fraco. Depois, corri na esteira.

Na terça, rolo. O principal do treino: 45 minutos, sendo 2 minutos Big Gear de moderado a forte e um de descanso. Acho esse treino técnicamente muito importante, pois te dá consistência, um padrão de pedalada - não importa se você está em uma subida ou em reta, seu estilo de pedal é o mesmo.

Quarta-feira, estava frio - mas fui correr pela manhã no Campo de Marte. No caminho, menos covardes que eu, encontrei a Yeda (que encarou correr na rua segunda-feira) e, depois, o Sandro. Trocamos algumas palavras e toquei um treino de uma hora, intervalado. A noite, 50 minutos com palmar e pulbóia.


Quinta-feira, uma hora de bike, progressivo. Mas doeu - 20/20/20. Os últimos 20 você coloca no Big Gear e pedala forte. Coloquei um show da Tina Tuner na Holanda que gravei na Sky. Além de um excelente show rock, as meninas que dançam com aquela mulher...vou te contar! As vezes, a coreografia, com coisas típicas que ela fazia nos anos 60 e 80, é meio estranha, desengonçada, mas...não é que dá certo? Até ajuda você a ficar clipado com o pescoço erguido, tal como nos treinos outdoor. Mas as pernas ficaram dolorida...(vocês entenderam, certo! As minhas pernas gente!)

















Sexta-feira, natação novamente: 300 metros fraco/moderado/forte x 3. Bico.

Sábado, longo de 1:40. Levantei cedo e encontrei o Sandro fazendo o treino dele no Campo de Marte. Fiz um pouco o treino dele, um pouco o meu e terminei beleza.

A tarde, fui na cultura buscar a Triathlete Magazine. Aproveitei para comprar a biografia do Agassi (indicação da Cláudia e pela animação do Joel com o livro) e também "+ Corrida", do Rodolfo Lucena - que, apesar de poucas páginas lidas, estou achando excelente.





domingo, 15 de agosto de 2010

Semana de Treino



Essa semana começou com um day-off logo na segunda. Por questões de trabalho, fizemos uma reunião em um bar da Vila Madalena.

Eu não costumo ir a bares e muito menos gosto de circular na Vila Madalena a noite. Pra mim, fica sempre aquela imagem de lugares saturados, com filas de espera enormes e amontoadas com homens esperando em pé sei lá o quê acontecer.

Você entra no bar, senta e um cara coloca um copo na sua frente com um chopp. Você pediu? Não. Diz que não quer "choppinho" e o sujeito te olha como um E.T. Começa a conversa e está todo mundo gritando, porque as mesas ficam muito pertinhas umas da outras e, conseqüentemente, você ouve quem não quer e não ouve quem fala com você.

E ainda falam que eu sou "doido" levanto de madrugada para ir treinar nos finais de semana...

Bom, essa semana começou mesmo na terça-feira, com um treino no rolo daqueles que gosto bastante: aquecimento, depois 1 minuto forte/1 minuto fraco por 20 minutos e, para terminar, 2 minutos Big Gear moderado e 1 fraco por mais 30.

Na quarta-feira, um treino mais curto ainda: aquecimento, depois mais 30 minutos de corrida, sendo 30 segundos forte e 30 solto. Fiz no Campo de Marte e, mesmo com muito frio, um treino como esse você não tem problema para fazer.

Quinta-feira, piscina - nadei 2.900 metros no total, mas foram 3 x 800 metros progressivo com palmar e pulbóia. Fiz sem problemas e com bom ritmo.

Sexta-feira, 40 minutos de rolo, sendo 5 x 6 minutos Big Gear e 2 solto. Como já comentei, gosto de treinos em que tenho que fazer força, mas detesto aqueles de intensidade que estrangulam o sistema cardiovascular - aliás, por isso que prefiro esporte de endurance.

No sábado, a planilha do Ironguides programava 2 horas de corrida. Fui para USP bem cedo e logo no estacionamento encontrei o Joel (http://corredordisciplinado.blogspot.com/). Ele guardou o mp3 e fomos correndo e conversando, correndo e conversando, correndo e conversando...resumo: 3 horas de longão!

Depois, paramos e ficamos batendo papo com o pessoal da Find e o Fernando bateu uma foto com a Guga, dado que o Edú estava pagando uma para a Cicareli e esqueceu a namorada. Olha a cara de preocupada dela....

No domingo, eu já tinha decidido que iria fazer rolo porque não iria encarar o frio de 12 graus que estava previsto para SP no começo da manhã - bom, imagina então que temperatura seria a do Riacho Grande no mesmo horário. Fiz um treino de força, com baixíssima cadência.

Bom, outra coisa bacana são as entrevistas que o Xampa vem fazendo com os Blogueiros sobre lesões. Tive a satisfação de participar e agradeço ao generoso convite que ele me fez para responder algumas perguntas.

Estão lá também o Ciro Violin, Alberto Peixoto, Jorge Cerqueira, o Joka e o Rafael Pina - isso, por enquanto....

O endereço do Blog do Xampa é http://blogdoxampa.wordpress.com/







domingo, 8 de agosto de 2010

Semana de Treino

Uma semana sem grande novidades. Apenas me chamou a atenção a continuação dos treinos curtos - bike, natação ou corrida.

Quando acostuma-se com exercícios longos voltados para as provas de endurance, há uma certa má vontade com treinos curtos - você olha a planilha, vê que terça-feira tem treino de 50 minutos de natação ou um pedal de 45 na quarta, sendo que apenas e tão somente os últimos 15 minutos serão de intensidade mais forte.

A primeira coisa que tem vem na cabeça é: para fazer isso, não vale a pena sair de casa.

Mas, sim, vale. Vááááleeeee mesmo!

Segunda-feria, foi um treino mais ou menos assim. Ainda no trabalho, conferi a planilha e estava lá: 10 x 25 forte com palmar, 45 segundos de intervalo, mais 200 solto e finalmente 2 minutos solto. Isso quatro vezes. Pensei que com esse tempo de intervalo eu iria esfriar na água e passar frio de tanto esperar. Fora que fazer 25 metros forte com palmar é tão fácil que eu nem tiro a cabeça da água.

Ao sair da piscina, entretanto, uma ótima sensação de bem-estar. E você pensa depois: por quê treinos que não te fazem "sofrer" não devem ser feitos com dedicação? Sempre há um ganho nessas atividades e se está programado, seu técnico teve um bom motivo para fazer isso.

De outro lado, ao sair de casa, se você é solteiro evita a rotina covarde de ficar a noite no sofá sem absolutamente nada para fazer a não ser assistir reprises das séries que você gosta ou ficar na internet.

Na terça-feira estava sem bike que foi para a revisão e não pude treinar (mas podia, fazendo o treino em uma bike de spinning da academia, como foi na sexta - então trata-se daquelas desculpas esfarrapadas).

Quarta-feira, mesmo em uma noite gelada, fui correr no Campo de Marte. Outro treino de mais ou menos uma hora, com tiros curtos e bom intervalos de descanso. Nada complicado.

Quinta-feira, voltei para piscina - 25 minutos com palmar e pulbóia fácil e mais 25 moderado com os mesmos acessórios. Ótimo treino de manutenção que pode ser usado para melhorar a técnica de braçada e rotação do tronco na água. Fora isso, como não há obrigação de contar o número de chegadas e o esforço é contínuo, é possível nadar com muita descontração.

Sexta-feira, peguei a bike - mas não queria trocar o pneu para colocá-la no rolo porque, pensava eu, sábado teria que desfazer tudo de novo já que estaria na estrada domingo. Fui para a Runner e fiz um treino excelente em uma bike de spinning - 3 minutos forte e 2 fraco (total de 50 minutos). É duro, mas há um limite para o esforço - quando começa a ficar insuportável, dois minutos de descanso.

Sábado, 2 horas de corrida. Resolvi ir para a USP. Queria variar um pouco e pegar uma altimetria mais difícil, apesar do treino exigir um esforço fraco na primeira hora e moderado na segunda. Além disso, iria testar o novo Newton que comprei - morrendo de raiva do preço no Brasil, que é uma extorsão! Mas esse assunto fica para outro post...

Fui dar algumas voltas dentro do bosque da USP, a fim de testar o tênis em uma pista de terra batida, aproveitando a dica do Edú Carvalho. E para minha surpresa, o percurso ali é mais extenso do que aquele que eu achava. Seria excelente, não fossem os chachorros que ficam por ali....

Sai de lá e fui correr na rua, subindo e descendo aquela "simpática" subida da biologia. Depois encontrei a Guga e o César da Find e aproveitei para correr com eles. Ambos estão se preparando para os 600k da Nike e estavam fazendo um longo. Peguei o ritmo deles e a conversa foi tão boa que completei o treino com 15 minutos a mais, mas nem me dei conta.

Domingo, eu achei que iria pedalar no Riacho Grande, mesmo sabendo que teria que fazer um treino de 3 horas e voltar correndo para ir almoçar com o meu pai. Só que, a acordar as 4:30 da manhã, minhas pernas estavam tão frias que pensei no sofrimento de pedalar com vento no final da madrugada. Não tive dúvidas - armei o rolo na sala e fiz um treino de 3 horas no Coroão, assistindo televisão.

Fui almoçar e aproveitei para dar um pulo na livraria cultura. Comprei alguns livros e a Triathlete Magazine, que considero leitura obrigatória.

domingo, 1 de agosto de 2010

Semana de Treino

Não sei onde li isso, mas alguns treinadores indicam que com certa periodicidade, vale a pena a execução de alguns treinos mais fortes - não "treinos fortes" conforme indicam a sua planilha semanal. Trata-se de um treino na qual testa a si mesmo sem uma programação específica para tanto.

Antes do Iron, fiz alguns treinos de 4k assim, em que conseguia fazer menos de 10 minutos para cada 500 e menos de 20 para cada 1.000 metros. A distância era programada, mas a intensidade foi por minha conta. Depois do meu relato, o Vinicius acabou adotando esse treino por algumas semanas - eu queria saber se eu estava realmente melhor ou se era apenas um bom dia de treino.

Isso me deu confiança, porque eu não estava colecionando bons resultados na água nas últimas provas de 2009 (Pirassununga e TB de dezembro).

Hoje, domingo, fiz um treino assim no Riacho Grande. Estavam programadas de três a quatro horas de treino. Comecei as 6:30, mas com pouca disposição - posteriormente, me agreguei a Deise, Tiago e Edú que estavam por lá - percebi que estava bem. Quando o Edú Carvalho chegou, saimos em duas voltas rápidas de 15 km em ritmo de TT para fechar 80 km.

Pedalando com a cadência pesada, noto que eu estou bem mais forte agora do que em março, abril e maio (o que não significa que esteja com a resistência dessa fase pré-Iron).

Esse treino foi importante porque agora sei que posso chegar em Penha e tentar um pedal, no mínimo, como aquele de Caiobá. Como não tenho grande pretensões para prova, seria uma boa meta repetir me aproximar do meu melhor tempo (total de 5:08)

Sinto que esse incremento de potência vem dos treinos que executo no rolo - curtos e de muita qualidade (entre 45 minutos e uma hora no máximo).

Para quem teve uma agenda pesada no primeiro semestre, além do alivio físico, treinos assim ainda servem como descanso mental, com a vantagem de me agregarem condicionamento e potência extra.

Mas vamos a semana de treino.

A semana começou com um treino longo de 3k na piscina. Foram 5 x 600 metros, esses dividido em 2 x 300, 6 x 100 ou 1 x 600 metros. Embora a planilha pedisse um ritmo fácil, acabei fazendo um treino moderado - aliás, tirando a corrida, eu tendo a executar os treinos "um tom acima" do pedido.

Na terça, um treino de 50 minutos, sendo o principal dois TTs de 15 minutos com 10 minutos de intervalo. Apesar de parecer fácil, eu pedalo com força e dificilmente consigo executar os 15 minutos. No décimo, já estou mal. Enfim, treino curto, mas dou o máximo. Desde de que feito em cadência baixa, é o tipo de treino que ajuda muito. Quando vejo como os triatletas sofre nas subidas, penso como esse tipo de exercício poderia ser útil para fortalecer as pernas.

Na quarta-feira, cumpri um treino de corrida: depois do aquecimento, 50 minutos, sendo 4 moderado e 1 fraco. Estava sentindo a musculatura da perna em função do treino no rolo no dia anterior - mas como o ritmo era moderado, consegui cumprir o treino sem problemas.

Quinta-feira, novamente natação: 2k, sendo 50 forte com palmar e 50 fraco com pulbóia. Novamente, um treino forte mas com períodos de recuperação bem ajustados. Sai da piscina muito bem!

Aliás, noto também o seguinte: treinos com palmar deixaram minhas braçadas lentas, mas muito fortes. Ao longo do tempo, atravesso a piscina de um lado a outro com um número de braçadas cada vez menor.

Na verdade, eu nado da mesmíssima forma que pedalo, isto é, com baixa frequência.

Sexta-feira, novamente o rolo: 3 minutos moderado com Big Gear, 1 minutos solto, 1 minutos forte, 1 minutos solto até completar 42 minutos (descontado o tempo de aquecimento). Novamente, treino curto e de qualidade. O tempo de recuperação é ideal para a execução do esforço tal como é pedido na planilha.

Sábado, longo de 1:45, sendo o principal 45 fraco e 45 moderado. Fiz correndo dentro do Campo de Marte e em volta no Anhembi. Dia lindo, corri bem cedo e ainda batendo papo com o Sandro, que estava no final do treino dele.

Domingo...bem, domingo tá lá em cima!




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Semana de Treino





Você tem treinos que gosta muito de fazer?

Particularmente, apreciou alguns treinos do Ironguides em que você treina com intensidade, mas não estressa seu sistema cardiovascular. É uma abordagem bem interessante - intensidade não significa que você tem que chegar naquele pico de esforço em que se perde o controle da respiração.

Sexta-feira fiz um treino desse tipo no rolo: 1 minuto forte, 1minuto fraco. Vinte minutos um, vinte minutos outro. Quarenta no total. O esforço é evidente, mas não dói....(rs)

Segunda-feira, um treino mais leve de natação. Uma hora, dividido entre 30 minutos fraco com pulbóia e 30 moderado com palmar e pulbóia. Para quem está acostumado com os treinos de Ironman, entrar na piscina para essa moleza equivale a uma massagem.

Terça, a coisa outro treino interessante de bike. Mas esse dói. 20 minutos fraco, 2o moderado e 20 forte. Como gosto de fazer força, deixo a cadência pesada e na última parte do treino eu sofro muito - forte, pra mim, é FORTE! O Vinicius pede cadência de prova...bom, mas eu consigo? O resultado é que fico com a língua de fora aos 15...mas termino!

Quarta-feira, também progressivo: 20, 20 e 20. Consigo fazer muito bem, mas minha velocidade nos 20 minutos fortes provavelmente não é aqueeeelááááá velocidade. Mas o metodologia diz o seguinte: o que importa é o que você sente. Então, se o seu esforço máximo significa um pace de seis minutos para cada km, tá valendo.

Quinta-feira, treinos com intensidade variada, mas sempre com distância de 100 metros e intervalo fixo de 20 segundos. Essa distância, quando você nada forte, é cruel! Mesmo dosando o esforço, quando se entra nos últimos 25 metros seus braços estão fracos demais e os batimentos estão lá em cima. Mas o importante aqui é manter a técnica, mesmo com os movimentos mais lentos em razão do cansaço momentâneo.

Sábado, fui correr pela manhã - 1:40. Eu estava achando que seria moleza. Mas, mesmo correndo fraco/moderado ( o Vinicius queria apenas volume), senti um pouco o esforço em certas partes do treino.

Domingo foi o dia mais interessante. Fomos eu e o Edú para um pedal exploratório de 80 km ou mais ou menos 3 horas de pedal no Rodoanel. Deixamos o carro na entrada do Riacho Grande, pegamos um trechinho da Anchieta voltando para São Paulo e entramos na estrada.

A altimetria e o vento lembram, em muitos trechos, o trajeto da bike do Iron em Florianópolis. O piso é fantástico e o movimento não é tão intenso como na Bandeirantes. Você consegue pedalar clipado e a paisagem é fantástica.

As únicas ressalvas: como é já amplamente conhecido há falta de infraestrutura de apoio. Outra é que, no finalzinho do pedal, é necessário cruzar a pista que dá acesso ao acostamento a uns quinhentos metros da entrada do Riacho - e os carros vem a toda. Além disso, nesse acostamento, cuidado com os olhos de gato no chão - nada demais, mas atenção.

Sexta-feira, foi o treino que comentei acima. Apesar da musculatura da perna estar um pouco cansada, foi ótimo. Em relação a essa dor, terminei o treino melhor.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Treino da Semana

Semana passada, treinei com mais vontade - mas qualquer coisa mais puxada, a musculatura sente.

Segunda-feira, aula de spinning - como sempre, divertida mas puxada. E creio que também a última dessa fase, pois já há treinos para fazer no rolo a partir dessa semana. E, apesar das aulas de spinning serem ótimas, não há dúvidas que o rolo é um trabalho mais dirigido.

Terça-feira, fui nadar: 10 x 300 metros. Apesar do coach ter pedido um treino mais leve, fiz em ritmo moderado. Mas gostei do volume!

Quarta-feira, cheguei do trabalho e sentei no sofá. Batata: não fui treinar.

Quinta, uma hora de esteira, com 5 x 3 minutos forte. Caprichei nas passadas - cerca de 100 a 13,5 km/hora. Mas senti bastante a musculatura, que ficou bem dolorida.

Sexta-feira, piscina - 1.500 metros, sendo 3 x 25 forte e 25 fraco. Como o intervalo era de somente 15 segundos, apesar de curto, senti bastante!

Sábado, não consegui treinar.

No domingo, mesmo com compromisso, acordei muito cedo e mandei 3 horas de bike no rolo, assistindo o Ironman da China e o show que gravei do Steve Winwood e do Eric Clapton.

Como gosto de treinar muito cedo, com esse frio estou pouco disposto a pedalar. Na USP dá para suportar. Mas no Riacho Grande, nem pensar....

Cada vez mais me parece que o rolo foi um belo investimento.




domingo, 11 de julho de 2010

Planos

Fechado com o Vinicius as provas do segundo semestre.

- 70.3 Penha, em agosto.

- 75 km Bertioga-Maresias, em outubro. Categoria Survivor.

- Long Distance Pirassununga, em Novembro.

Apesar de ser a primeira vez que vou para Penha competir em uma prova oficial do circuíto 70.3, a distância não exatamente uma novidade para mim.

Novidade mesmo será terminar a minha primeira Ultra. Confesso a influência de alguns pessoas, como a do Edú Carvalho (Ironman o primeiro a me falar dessa prova quando fomos para Caiobá), do Luiz Fernando (corredor, ultramaratonista e triatleta, cujo blog costumo acompanhar), de um papo com a Cintia em Floripa e também do Joel (maratonista, que tem uma coisa que nós, educados por planilhas, estamos perdendo, que é a espontaneidade de correr).

Claro que a leitura do "Nascido para Correr" é o pano de fundo disso tudo. Quero experimentar um desafio, mas sem neuras em relação ao tempo - tal aquela boa sensação que temos quando vamos para a primeira maratona ou o primeiro triathlon.

O que torna o desafio mais interessante é que vou totalmente no escuro! Nunca corri tal distância e tampouco sei como é correr em trilhas, areia e asfalto.

A única coisa que sei até o momento é que tenho que chegar na praia e alguém me dizer em que direção tenho que ir...

Depois disso, é apenas um passo depois de outro...

Semana de Treino

Essa semana, com o feriado, mudei um pouco a rotina em função do feriado de sexta-feira e um final de semana off em função de uma gripe.

Mas o ritmo dos treinos seguem ainda bem leve, com treinos curtos e que me tomam pouco tempo.

Na segunda, uma aula de spinning na Runner. Considerando que a aula é bem puxada, o esforço dosado compensa o pequeno período de treino. Saio da aula lavado...

Terça-feira, tive um dia de trabalho puxado e cheguei em casa as 19:00. Como nesta hora eu deveria estar na piscina, olhei na planilha e como eram "apenas" 2. 500 metros, resolvi que não valia a pena ir lá só para isso. Bom, claro que isso é desculpa. O pior é que lá pelas 22:00 eu já estou com aquele arrependimento.

Então, na quarta-feira, fiz o treino de natação de terça (ao invés de fazer uma aula de spinning). Foi ótimo, apesar de me sentir nadando em uma "piscina de gelatina" (como bem comentou o Edú um dia desses). Sei lá, mas recuperar o ritmo depois do Iron é uma coisa complicada.

Na quinta, também nadei, pois a na sexta-feira a piscina estaria fechada. Foram cerca de dois mil metros, sendo 1. 500 com tiros de 25 metros com palmar e descanso com mais 200. Isso tudo três vezes.

Sexta-feira, corrida. Apenas uma hora, sendo 15 minutos de aquecimento e 1 minuto forte e 1 minuto fraco. Sai para correr as 7:30 da manhã, mas não me senti bem depois do treino. Uma gripe estava a caminho e me deixou de molho o final de semana.

Aproveitei para dormir muito e dormir muito e dormir muito. Se você tem uma boa alimentação, não tem resfriado ou gripe que resista a um bom descanso. É batata....

Hoje já estou melhor e, amanhã, volto aos treinos.

domingo, 4 de julho de 2010

Volta aos Treinos

Na verdade, o título mais correto deste post seria "Volta ao Blog", dado que desde de meados de junho eu já tinha voltado aos treinos com uma planilha.

Ainda sentido os efeitos do processo de recuperação do Iron 2010, comecei com treinos pouco estruturados e relativamente leves. Entretanto, quando forço um pouco, em termos de volume ou intensidade, sinto dores musculares decorrentes do esforço.

Nada demais, entretanto.

O problema dessa época do ano que é você está cheio de planos, mas seu corpo é uma balde de água fria nas suas pretensões.

Mas não posso reclamar. Na época do treinamento mais intenso antes de Floripa, quando fazia treinos de transição de 4 horas na USP no sábado, pedalava 170 km no domingo, fazia uma corrida 16 km dividida em tiros de 1 km na segunda, nadava na terça....bom, nesse período o condicionamento físico suportou a pesada carga de treinamento sem sequer uma cãimbra.

Aliás, depois de ler alguns blogs, outra coisa que me deixou um pouco surpreso foi o relato de várias pessoas falando como se adaptavam as necessidades fisiológicas que aparecem ao longo do dia. O Rodrigo mesmo me relatou que parou três vezes durante o pedal para um xixizinho, enquanto outras pessoas faziam isso sem parar mesmo....

Embora eu tivesse problemas assim nos dias de treino no Riacho Grande, na prova isso não ocorreu. Fui ao banheiro apenas nas transições e sem nenhum aperto. Não sei explicar. Parece que o corpo "entende" que toda sua concentração naquele dia deve se voltar para a prova e seu cérebro programa tudo apenas para isso.

Mas, sei lá...

Enfim, voltando aos treinos, pulei segunda-feira em função de trabalho e comecei a semana com natação na terça-feira. Um treino de palmar de 1.500 metros, moderado...

Na quarta-feira, sai para correr uma hora no Campo de Marte, também em ritmo moderado. Foi ótimo, porque o aeroporto fica na porta de casa e eu apenas vou lá, bato três vezes na parede perto da pista e volto. Pronto, deu uma hora! ;-))))

Quinta-feira, a aula de spinning na runner não me animou. Cheguei do trabalho e sentei no sofá. Foi fatal! Fiquei sentado lá o resto da noite...

Sexta-feira, outro treino de natação, mas desta vez de 2 km. Mas sem problemas. Apenas moderado.

Sábado, eu tinha que fazer um pedal com duração entre duas e três horas. Acordei as 4 horas e pouco, me preparei e fui para a USP para começar bem cedo. Além de adorar pedalar de madrugada, queria evitar o tráfego da cidade universitária que começa lá pelas 8 da manhã.

Mas eu não estava legal. No sábado comi algo que não fez bem ao meu estômago. Tentei continuar, mas parei com 1:30 de pedal e vim embora.

Além disso, não estava só frio. Estava, gelado!

No domingo, pretendia levar as pernas para passear e correr 21 km. Mas eu PRECISO dormir até tarde aos domingos enquanto eu posso.

Não se trata do esforço físico, mas sim mental. Sair da cama de madrugada, no inverno e no final de semana é um ato de vontade que não é para qualquer um.

Mais cedo ou mais tarde, vou ter que voltar a essa rotina. Então por quê não aproveitar agora?

Foi o que fiz no domingo. Descansei, já que planilha dizia "faça o que quiser".





quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ironman 2010


Depois de fazer uma prova com o Iron, você precisa de alguns dias para entender o que realmente aconteceu. As coisas vão ficando mais claras quando você conversa com os amigos, confere outros resultados, ouve comentários de quem estava lá participando ou vê suas parciais quando essas são divulgadas.



O Iron uma prova dura. Duríssima! Mas não compartilho com aqueles que vêem a vida como se ela fosse dividida em Antes do Iron (AI) e Depois do Iron (DI). Não consigo imaginar que algúem sofra uma transformação pessoal porque passa pelo pórtico de um Ironman.

É verdade que a determinação é um diferencial. Mas será mesmo?

Nós reclamamos da dura rotina dos treinos de madrugada, do frio e do calor, da fome, da ausência junto a familia, junto aos amigos. Mas acho que a gente se esquece que muitos fazem isso todo dia com necessidades mais importantes - levantam as cinco da manhã para trabalhar, não tem carro e cuidam da familia. Há ainda aqueles que fazem tudo isso e estudam, lidando todo dia com o sono e o cansaço.

E não tem dinheiro para comprar óculos oakley nem bike de carbono. Também não tomam suplementos.

Claro que sempre alguém dirá: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

É verdade.

Mas fazer comparações radicais é útil para lembrar que esse esporte não deve dar status a ninguém - aliás, com a explosão do número de inscritos, fácil fácil um Iron pode virar mais um item de consumo de classe média ávida por novos modismos.

Então, o que nos leva a fazer um Iron? Pode ser tudo, menos a vaidade.

Sem a pretensão de generalizar, quando escrevi que "nada para fazer" é um bom motivo, isso é verdade.

Mas no meio do caminho tem uma coisa que se chama "estilo de vida". Provas de Endurance exigem uma determinação que vai além do seu período específico de treino - você gosta do esforço físico e tem suporte para aguentar a pesada carga psicológica necessária para suportar esse esforço.

Ao longo do tempo, passa a conhecer novas pessoas e apreciar a companhia delas. Muda seu corpo, muda seu modo de se vestir. Algumas coisas perdem sentido, outras ganham.

Quando a vi Teresa Marcel ao meu lado por algumas centenas de metros, pensei que ao correr um Iron eu passo a fazer parte de um mundo que aprecio. Não importa que em outro nível competitivo, aquela grande campeã estava correndo ao meu lado, quebrada e sofrendo como eu.

Em que esportes amadores e profissionais podem compartilhar a mesma arena?

Nesse sentido, a partir dessas impressões um pouco confusas e desconexas, e que podem parecer um pouco duras, o que quero dizer é o seguinte: um Ironman não é a "prova da sua vida", nem o espaço para o exercício da vaidade.

Ela deve ser apenas o ápice de um modo de se viver, na qual em um dia do ano você tem um encontro com as pessoas que apreciam o mesmo estilo de vida que você e, juntos, vão compartilhar a celebração de um data especial.


A Prova

"A maior diferença entre o Ironman e as provas curtas (short/olímpico) é que o resultado é extremamente justo para aqueles que entendem a essência da execução da prova somada com uma boa preparação física"

Vinicius Santana, Head Coach do Ironguides

Para mim, o resultado global do Ironman 2010 foi bom, pois consegui reduzir meu tempo de prova de 12:46 em 2009 para 11:48 em 2008.

Fiz a natação em 1:03 contra 1:25 ano passado. Para se medir se realmente essa evolução brutal foi real, são necessárias outras provas para se chegar a alguma conclusão. Mas não há dúvidas de que um resultado assim não é fruto de bóias no lugar errado ou correnteza favorável - eu vinha melhorando e estava bastante feliz pela evolução que conseguia a cada treino. Quando sai da água, me senti forte e consegui correr para a transição com os batimentos baixos.


Apesar de mostrar uma certa evolução, finalizando em 6:09 (contra 6:30 ano passado), não gostei do resultado da bike. Eu tinha como meta finalizar a prova em 6:00, mas um dor lombar insuportável prejudicou meu desempenho, sobretudo na segunda parte do pedal, quando peguei mais vento e sofri demais - a dor era tanta que eu chegava a gemer a cada respiração.

Eu sentia que tinha pernas, mas a falta de fortalecimento do core é um problema com a qual eu não tive paciência para lidar durante os treinos - achei que as coisas se resolveriam por sí só.

Wrooonngggggg!!!!!

Na transição da bike para a corrida, mudei minha atitude a partir do que aprendi com o Edú Carvalho, que já fez ultramaratonas. Por quê a gente tende a fazer as transições como se estivesse fazendo triathlon olímpico? Em provas de endurance como o Iron, a transição é uma parada, um break, e não apenas um momento para você trocar a roupa e acessórios.


Eu me troquei muito calmamente e me alimentei muito, até porque estava com muita fome - coisa que nunca me ocorreu. E, por incrível que pareça, não perdi mais tempo que ano passado, quando a pressa me levou a fazer as coisas de forma estabanada e, consequentemente, de forma pouco eficiente.

Na corrida, fiz exatamente o que foi treinado, com bastante moderação no início e muita força no final.

Os primeiros 21 km tem as subidas inacreditáveis de Canasvieiras, então fiz em ritmo moderado ou moderado fraco. Ali o pace cai naturalmente. Não há o que fazer.

Entre os quilômetros 21 km e 31, embora no plano, foi a parte mais difícil da prova. Além de uma forte dor no braço, decorrente de uma burcite mal curada e que me acompanha a anos, eu senti o esforço. Além disso, psicológicamente é um momento complicado, porque você já conhece o vai-e-vem dessa parte do percurso e bate um desânimo.

Entretanto, é justamente nessa parte que você tem que deixar um pouco a cabeça livre para pensar outras coisas - diferentemente do que se recomenda por ai, ou seja, "mantenha a concentração", no meu caso isso atrapalha (rs).

Quando entrei na últimos 10 kms, tomei pepsi no posto de hidratação e comecei a correr como se estivesse começando uma rústica naquele momento. Tudo mudou! Relaxei e aumentei fortemente a freqüência de passadas. Mesmo nos falsos planos, me sentia forte e corria fácil, a cabeça e as pernas na mais perfeita sintonia. Já sabia que chegaria inteiro (mais que ano passado) e outra vez sem ter caminhado em momento algum.

Mas ao me encaminhar para o Pórtico encontrei o Marcelo, grande amigo e o puxei para correr comigo - encontrei a Deise e a Yeda pela caminho e fiz o mesmo. Quando fui ver, estava sendo escoltado por três amigos maratonistas, disparando dentro do corredor humano que se afunilava até a chegada. Sem dúvida, o momento mais emocionante e bacana de toda jornada que fiz até aqui. Inesquecível.

Aquele momento só não foi perfeito porque o Edú já tinha ido embora. Ele, mais que ninguém, merecia passar pelo pórtico. Afinal, quando ele se virou para mim em uma sábado de manhã na USP e me disse "Escuta, preciso te avisar que você vai fazer o Troféu Brasil de Triathlon em agosto, tá?" eu jamais pensei que as coisas chegassem a esse ponto.

Esse ano, o Edú pegou um avião e veio ao Florianópolis para me dar uma força e tirar as fotos. Não me canso de dizer que ele é o tipo herói que a gente vê nos filmes, que primeiro coloca todo mundo em segurança em um navio que afunda no mar (incluindo o capitão) e só depois pensa nele.

Detalhes

Li na Triathlete Magazine que o Triathlon consists of little things in epic proportions.

Nada mais correto, nada mais justo.

A matéria versa sobre os detalhes ligados a acessórios, alimentação e outras coisas que causam pouca preocupação em provas curtas, mas que podem ser desastrosas em competições longas com logística complexa e estresse alto. Tive três momentos chatos na prova, em que pelo menos dois deles poderiam ter sido evitados se eu tivesse feito o que todo mundo sabe que tem que fazer: simular o máximo as condições da prova em treinamento.

O primeiro deles foi quase sorte. Eu estava decidido a fazer o aquecimento da natação para me preparar melhor para a largada. Pois bem, ao entrar na água, senti que o wetsuit compriu demais o tornozelo, local onde estava fixado o chip. Doía demais! Logo me lembrei que em 2009 também senti muita dor, quase uma cãimbra, mas só percebi isso quando a natação já tinha se iniciado, e desde de então eu nunca tinha conseguido identificar o motivo dessa dor.

Sai da água e ajustei o porta-chip, girando-o para a esquerda. A partir dai, problema resolvido.

A segunda foi uma bolsa para levar comida na bike. A minha era pequena e, na Expo, encontrei uma perfeita: grande, vários compartimentos e uma pequena capa embutida para protegê-la da chuva. Perfeito!

Quer dizer, médio! Ao colocar muitas bisnaguinhas e gel, a bolsa começou a pender para o lado de fora do quadro. Consequentemente, meu joelho resvalava naquele tecido e parecia que ele ia cair - não ia, mas a cisma era grande e aquilo tirava minha atenção continuamente.

O problema foi que apertei as fivelas da pochete sem nenhum conteúdo. Ficou firme, mas porque estava vazia.

O terceiro foi meu cinto de hidratação, com qual sempre treinei e acho uma peça perfeita. Só que agora não deu certo - na prova, além de glicodry nos reservatórios, também coloquei muitos pacotes de gel. Provavelmente, com o tempo o velcro foi ficando gasto e sai para correr com o cinto despencando a todo momento! Rapidamente, tirei os pacotes de gel para colocá-los nos bolsos da bermuda, porque eu iria jogar o cinto fora - mas ao diminuir o peso, ele ajustou e não precisei fazer isso.

Por fim, o resultado:

EventoIRONMAN BRASIL 2010
Número de peito632
SexoM
CategoriaM4044
Equipe
Tempo Final11:48:27.75
Swim C100:34:41.15
Swim01:03:08.45
T100:06:31.55
Bike C101:33:08.45
Bike C202:39:25.20
Bike C304:34:55.35
Bike C405:43:43.30
Bike06:09:09.10
T200:09:10.00
Run C100:28:50.65
Run C200:34:58.95
Run C302:35:50.95
Run C402:43:28.05
Run C503:47:02.35
Run C603:54:01.50
Run04:20:28.65
Velocidade Média Natação3.61
Velocidade Média Bike29.2
Pace Corrida00:06:10
Velocidade Média Corrida9.71
Rank Total777
Rank Cat128
Rank Swim605
Rank Cat Swim98
Rank Bike1023
Rank Cat Bike175
Rank Run636
Rank Cat Run109