segunda-feira, 30 de agosto de 2010

70.3 de Penha
















Bem, para quem leu o post anterior - nada aconteceu de errado na prova.

Mas, não se enganem, pois meu pressentimento estava certíssimo. Não deu nada errado porque não deixei.

Tirado o caco de vidro do pneu, levei para a revisão, colocaram um pequeno manchão e lá aprendi a usar os cilindros de CO2. Ou seja, tudo que estava me causando ansiedade, eu tentei resolver.

Mas, não que, ao colocar a bike no
carro para a viagem, o mesmo pneu estava mucho!!!!

Éééééééé.

O jeito foi procurar o pessoal da Kona Bikes que estava em Penha. Deixei lá e, no outro dia, o mecânico que fez a troca me explicou que a câmara estava mordida.

Bom, sai na quinta ainda de madrugada. Sei lá o porquê, comprei um GPS que, teóricamente, estava com os mapas atualizados.

Putz, ainda bem que eu sabia mais ou menos onde onde fica Penha, porque se fosse seguir o tal GPS provavelmente estaria na Patagônia pedindo informações de como chegar em Santa Catarina.

Cheguei quebrado. Antes de ir para o hotel, passei pelo parque, peguei o Kit, comprei as coisas que me interessavam na Expo. O hotel ficava ao lado do Parque Beto Carreiro. Dava para ir a pé! Uma beleza.

Dormi um pouco. Acordei. Assisti um tantinho de novela porque não tinha canais pagos no quarto (só por isso, bem entendido). Enjoei. Tirei da mala as leituras programadas. Primeiro, finalizei um livro dos anos 80 que nunca tive saco de pegar, que é o conhecido "Cem dias entre o céu e o mar", do Amyr Klink. Não me arrependi, mas certamente esperava mais.

Depois comecei a leitura da biografia do Agassi, como comentei anteriormente. Numa tacada, foram 50 páginas - a narrativa é ótima, tiradas sarcásticas e inteligentes de um cara que sabe da vida mais que jogar tênis.

Bom, dormi. Levantei na sexta-feira, tomei café de hotel e me internei no quarto, esperando a chegada do Edú e do Felipe. Chegaram pelas 11:00 e fomos almoçar no "Tio Patinhas", porque
"lá disseram que a comida era boa" e que era "pertinho". Bom, boa não era mesmo, muito menos "pertinho".

Quando comentamos com o pessoal do Hotel, eles deram risada (mas ainda eram risadas). "Quem indicou?". Dissemos que tinha sido "o cara da portaria do Beto Carreiro".

"O cara da portaria?????"

Ai a gargalhada foi geral!!!!

Me senti um pato! Um pato em pessoa!!!!

Mas, enfim, fomos a feira e lá encontrei o Kiko (foto abaixo), que eu conhecia apenas virtualmente por meio do Blog dele e batemos um papo! Gente finíssima e terminou a prova com muita cãimbras e muita raça também!


Depois, fomos todos entregar o bike e as sacolas. No grupo já se somavam o Leopoldo,
o Caio e todas as respectivas amigas, noivas, namoradas e esposas. Tudo certo, tudo tranquilo. Todos já tinham experiência do Iron e não havia necessidade de acompanhar o Congresso Técnico porque a dinâmica é basicamente a mesma.

Fomos fazer um reconhecimento do percurso de bike e, depois, direto para o hotel.

No outro dia, já na área de transição, o Artur do Blog Triathlon um estilo de vida me chamou e na hora eu o reconheci, apesar da nossa comunicação ser apenas virtual também. Foi o único que dos que eu conhecia lá que fez a prova em menos de 5 horas, mesmo tendo participado do revezamento do Long Distance Rio duas semanas antes.

Bom, já na praia, fiquei junto com o Felipe e o Edú. A água estava muita fria e a gente (pelo menos eu e o Felipe, porque o Edú é insondável), nervosos.

Esse estado psicológico é involuntário. Não é pelo resultado, não é pelo desempenho, não é pelo medo de não ter treinado. Simplesmente acontece. O Agassi comenta que cada um lida com isso de um jeito. Correndo para o banheiro é uma delas. Mas esse momento já tinha passado.

O problema é que a largada é quase um susto. De repente. Não dá tempo para nada. Você ouve uma buzina e se joga para frente. Não dá tempo de raciocinar e muito menos começar a prova "numa boa", "tranquilo".

Abre Parênteses.

Engraçado é que os que sempre falam assim são são os primeiros que partem deseperadamente para água quando a largada acontece. Podem ver, saem lá de trás com tudo e vão pra cima mesmo! Parece até abertura de loja de departamentos em liquidação depois do final do ano.

Fecha Parênteses
Comecei a natação forte, seguindo a linha de nadadores na minha frente. Apanhei pouco. Só um pouco. Mas sair forte tem um custo e meus braços já estavam cansados logo na
primeira bóia. em compensação, não tive problemas para me localizar e fiz um natação forte.

Só que, no meu caso, não importa se é forte ou fraca, eu sempre faço em torno de 37 minutos.

A T1 demorou. Quase 5 minutos.

Fui para a bike e sai para o pedal mais puxado que já fiz na vida. Conversando com as pessoas que fizeram a prova, todos reconheceram que o pedal estava mais para um Triathlon Olimpico do que para um Meio Iron.

O piso da estrada era excelente e os aclives não eram tão fortes, favorecendo a percepção geral de que o pedal seria "fácil".



Bom, se você pedala 90 km em ritmo de TT, você deve reconsiderar seu conceito de "fácil".

Doeu!

Obviamente, muitos pelotões. Chateia. Como diz o Chico Ironman, usar o vácuo é o mesmo que cortar caminho. Achei a fiscalização pífia. Você pesca um, pesca outro, mas as penalidades deveriam ser em massa.

Eu fiquei praticamente todo pedal em um disputa com três ciclistas. Chamou a atenção um rapaz, muito acima do peso, mas que socava o pedal de forma alucinante. Eu passava abria nas subidas, mas no plano ele e outros dois me alcançavam e abriam. O vento era fraco, pouco atrapalhava (ou ajudava).

Tudo dentro da mais pura lealdade. Em algum momento, pensei que aquela disputa poderia me prejudicar, mas estava me alimentando corretamente - desta vez, deixei de lado os sólidos e tomei quatro (ou cinco) sachês de GU. A água tinha um pouco de Glicodry. Mas muito pouco.

E bastou isso. Como eu não tenho problemas com gel, ainda tomei outros na corrida.

Mas não gostei do resultado da pedal. Fiz para 2:45 (média de 32,5 km/hora), tendo a firme expectativa de realizar um tempo abaixo de 2:37, tal como consegui em Pirassununga (onde o percursos é menos favorável).

Minha sensação era de que nunca tinha pedalado com tanta intensidade, mas não deu.

Desci da bike com as "pernas bambas". Tirei a sapatilha e "corri" para barraca. Fiz a T2 em 2:45.
Como comentei com o coach, para mim a corrida no triathlon é "de graça". Eu saio para correr sempre com as pernas muito soltas, como se não tivesse pedalado antes. Não faço força, pois apenas executo passadas rápidas e curtas (mais de 90 por minuto). É como se eu não estivesse correndo, mas andando muito rápido.

No quarto quilômetro dos 21, estava tão fácil que, tirando o sol, achei que estava "agradável". Mas diminui. Medo mesmo. Tomava Gu, Gatorade e Coca-Cola nos postos de abastecimento. Retomei o ritmo mais puxado apenas na parte final, faltando 2 km para completar a meia.

Fiquei feliz por ter feito a Meia em 1:52, com pace de 5:17. Para quem "não correu", é uma ótima marca.

O Resultado final foi de 5:22. Não gostei frente a minhas outras provas com o mesma distância. Fiquei longe dos 5:15 de Pirassununga em 2008 e mais ainda dos 2:08 de Caiobá esse ano.

Mas, aqui entre nós - acho que as distâncias do Long Distance não são precisas. Todos comentam que em Caiobá o percurso da pedal é quatro quilômetros mais curto. Não tenho certeza, mas desconfio que isso realmente acontece.



O resultado segue abaixo:

EventoIRONMAN 70.3 - PENHA/SC
Número de peito269
SexoM
CategoriaM4044
Equipe
Tempo Final05:22:51.80
Swim00:37:24.30
T100:04:56.35
Bike C100:03:40.85
Bike C200:21:04.45
Bike C300:47:23.50
Bike C401:13:20.05
Bike C501:39:45.00
Bike C602:05:56.35
Bike C702:33:29.45
Bike02:45:50.55
T200:03:03.75
Run C100:30:48.05
Run C201:23:05.30
Run01:51:36.85
Velocidade Média Natação3.04
Velocidade Média Bike32.5
Pace Corrida00:05:17
Velocidade Média Corrida11.3
2 Rank Cat Bike46
Rank Run258
Rank Cat Run37



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Semana de Treino e uma Intuição.


Justo eu, que sempre falo da "preguiça covarde", não tive coragem de fazer o pedal de domingo. Até levantei, mas fiz o que a gente nunca deve fazer nessa situação: pensar.

Você senta no sofá, pega a planilha e lê: "no máximo três horas BEM LEVE, descansando para Penha." Ai você pensa: nem o coach quer que eu vá treinar hoje

Claro que é mentira...mas pensei que, se eu podia pecar, aquele era o dia.

E voltei para cama.

Obviamente, dormi bastante e, quando levantei, pensei "putz, se eu tivesse ido pedalar, nessa hora já teria acabado"...

Essas coisas são típicas de pessoas disciplinadas. As vezes gostaria de não ser uma delas.

Bom, outra coisa muita estranha - tenho péssimo pressentimento para Penha. Estou cismado que meu pneu, que não furou ainda, vai me deixar na mão.

Ai fico pensando que ainda não testei esses pequenos cilindros de ar comprimido, que não tentei tirar o pneu da roda de carbono, que o Mr. Tuffy do pneu dianteiro pode estar podre e, será troquei (o traseiro furou minha câmara no Iron)?

Bom, eu troco pneu toda hora por conta do rolo. Nem acho coisa do outro mundo, mas essas malditos cilindros, nessas rodas de carbono....Sei lá, mil coisas!

Pois bem, não é que levantei hoje para dar uma olhada nas rodas de carbono e, pimba, tem um caco de vidro cravado no pneu?

E não é gente? Yo no creo en las brujas; pero que las hay, las hay

Bom, semana bacana. Voltei a treinar de manhã e a noite alguns dias na semana.

Mas treinos curtos, rápidos. A estratégia do Vinícius - está mantendo o condicionamento do Iron e investindo em velocidade/força.

Ganhei peso, mas estou mais forte - os treinos na água são intensos e me deixam com o tronco maior, assim como os braços. Agora entendo um pouco porque os caras que fazem Iron tem uma estrutura muscular e os caras de triathlon olimpico, outra.

Na segunda-feira, uma corrida pela manhã. Aquecimento, e 40 minutos, sendo 3 forte e 1 fraco. Mas não consegui levantar e encarar o frio! A solução foi encadear os dois treinos a noite na Runner. Encaixei uma boa natação, com um treino de 25 metros forte/25 fraco, 100 metros com palmar forte e 100 metros com pulbóia fraco. Depois, corri na esteira.

Na terça, rolo. O principal do treino: 45 minutos, sendo 2 minutos Big Gear de moderado a forte e um de descanso. Acho esse treino técnicamente muito importante, pois te dá consistência, um padrão de pedalada - não importa se você está em uma subida ou em reta, seu estilo de pedal é o mesmo.

Quarta-feira, estava frio - mas fui correr pela manhã no Campo de Marte. No caminho, menos covardes que eu, encontrei a Yeda (que encarou correr na rua segunda-feira) e, depois, o Sandro. Trocamos algumas palavras e toquei um treino de uma hora, intervalado. A noite, 50 minutos com palmar e pulbóia.


Quinta-feira, uma hora de bike, progressivo. Mas doeu - 20/20/20. Os últimos 20 você coloca no Big Gear e pedala forte. Coloquei um show da Tina Tuner na Holanda que gravei na Sky. Além de um excelente show rock, as meninas que dançam com aquela mulher...vou te contar! As vezes, a coreografia, com coisas típicas que ela fazia nos anos 60 e 80, é meio estranha, desengonçada, mas...não é que dá certo? Até ajuda você a ficar clipado com o pescoço erguido, tal como nos treinos outdoor. Mas as pernas ficaram dolorida...(vocês entenderam, certo! As minhas pernas gente!)

















Sexta-feira, natação novamente: 300 metros fraco/moderado/forte x 3. Bico.

Sábado, longo de 1:40. Levantei cedo e encontrei o Sandro fazendo o treino dele no Campo de Marte. Fiz um pouco o treino dele, um pouco o meu e terminei beleza.

A tarde, fui na cultura buscar a Triathlete Magazine. Aproveitei para comprar a biografia do Agassi (indicação da Cláudia e pela animação do Joel com o livro) e também "+ Corrida", do Rodolfo Lucena - que, apesar de poucas páginas lidas, estou achando excelente.





domingo, 15 de agosto de 2010

Semana de Treino



Essa semana começou com um day-off logo na segunda. Por questões de trabalho, fizemos uma reunião em um bar da Vila Madalena.

Eu não costumo ir a bares e muito menos gosto de circular na Vila Madalena a noite. Pra mim, fica sempre aquela imagem de lugares saturados, com filas de espera enormes e amontoadas com homens esperando em pé sei lá o quê acontecer.

Você entra no bar, senta e um cara coloca um copo na sua frente com um chopp. Você pediu? Não. Diz que não quer "choppinho" e o sujeito te olha como um E.T. Começa a conversa e está todo mundo gritando, porque as mesas ficam muito pertinhas umas da outras e, conseqüentemente, você ouve quem não quer e não ouve quem fala com você.

E ainda falam que eu sou "doido" levanto de madrugada para ir treinar nos finais de semana...

Bom, essa semana começou mesmo na terça-feira, com um treino no rolo daqueles que gosto bastante: aquecimento, depois 1 minuto forte/1 minuto fraco por 20 minutos e, para terminar, 2 minutos Big Gear moderado e 1 fraco por mais 30.

Na quarta-feira, um treino mais curto ainda: aquecimento, depois mais 30 minutos de corrida, sendo 30 segundos forte e 30 solto. Fiz no Campo de Marte e, mesmo com muito frio, um treino como esse você não tem problema para fazer.

Quinta-feira, piscina - nadei 2.900 metros no total, mas foram 3 x 800 metros progressivo com palmar e pulbóia. Fiz sem problemas e com bom ritmo.

Sexta-feira, 40 minutos de rolo, sendo 5 x 6 minutos Big Gear e 2 solto. Como já comentei, gosto de treinos em que tenho que fazer força, mas detesto aqueles de intensidade que estrangulam o sistema cardiovascular - aliás, por isso que prefiro esporte de endurance.

No sábado, a planilha do Ironguides programava 2 horas de corrida. Fui para USP bem cedo e logo no estacionamento encontrei o Joel (http://corredordisciplinado.blogspot.com/). Ele guardou o mp3 e fomos correndo e conversando, correndo e conversando, correndo e conversando...resumo: 3 horas de longão!

Depois, paramos e ficamos batendo papo com o pessoal da Find e o Fernando bateu uma foto com a Guga, dado que o Edú estava pagando uma para a Cicareli e esqueceu a namorada. Olha a cara de preocupada dela....

No domingo, eu já tinha decidido que iria fazer rolo porque não iria encarar o frio de 12 graus que estava previsto para SP no começo da manhã - bom, imagina então que temperatura seria a do Riacho Grande no mesmo horário. Fiz um treino de força, com baixíssima cadência.

Bom, outra coisa bacana são as entrevistas que o Xampa vem fazendo com os Blogueiros sobre lesões. Tive a satisfação de participar e agradeço ao generoso convite que ele me fez para responder algumas perguntas.

Estão lá também o Ciro Violin, Alberto Peixoto, Jorge Cerqueira, o Joka e o Rafael Pina - isso, por enquanto....

O endereço do Blog do Xampa é http://blogdoxampa.wordpress.com/







domingo, 8 de agosto de 2010

Semana de Treino

Uma semana sem grande novidades. Apenas me chamou a atenção a continuação dos treinos curtos - bike, natação ou corrida.

Quando acostuma-se com exercícios longos voltados para as provas de endurance, há uma certa má vontade com treinos curtos - você olha a planilha, vê que terça-feira tem treino de 50 minutos de natação ou um pedal de 45 na quarta, sendo que apenas e tão somente os últimos 15 minutos serão de intensidade mais forte.

A primeira coisa que tem vem na cabeça é: para fazer isso, não vale a pena sair de casa.

Mas, sim, vale. Vááááleeeee mesmo!

Segunda-feria, foi um treino mais ou menos assim. Ainda no trabalho, conferi a planilha e estava lá: 10 x 25 forte com palmar, 45 segundos de intervalo, mais 200 solto e finalmente 2 minutos solto. Isso quatro vezes. Pensei que com esse tempo de intervalo eu iria esfriar na água e passar frio de tanto esperar. Fora que fazer 25 metros forte com palmar é tão fácil que eu nem tiro a cabeça da água.

Ao sair da piscina, entretanto, uma ótima sensação de bem-estar. E você pensa depois: por quê treinos que não te fazem "sofrer" não devem ser feitos com dedicação? Sempre há um ganho nessas atividades e se está programado, seu técnico teve um bom motivo para fazer isso.

De outro lado, ao sair de casa, se você é solteiro evita a rotina covarde de ficar a noite no sofá sem absolutamente nada para fazer a não ser assistir reprises das séries que você gosta ou ficar na internet.

Na terça-feira estava sem bike que foi para a revisão e não pude treinar (mas podia, fazendo o treino em uma bike de spinning da academia, como foi na sexta - então trata-se daquelas desculpas esfarrapadas).

Quarta-feira, mesmo em uma noite gelada, fui correr no Campo de Marte. Outro treino de mais ou menos uma hora, com tiros curtos e bom intervalos de descanso. Nada complicado.

Quinta-feira, voltei para piscina - 25 minutos com palmar e pulbóia fácil e mais 25 moderado com os mesmos acessórios. Ótimo treino de manutenção que pode ser usado para melhorar a técnica de braçada e rotação do tronco na água. Fora isso, como não há obrigação de contar o número de chegadas e o esforço é contínuo, é possível nadar com muita descontração.

Sexta-feira, peguei a bike - mas não queria trocar o pneu para colocá-la no rolo porque, pensava eu, sábado teria que desfazer tudo de novo já que estaria na estrada domingo. Fui para a Runner e fiz um treino excelente em uma bike de spinning - 3 minutos forte e 2 fraco (total de 50 minutos). É duro, mas há um limite para o esforço - quando começa a ficar insuportável, dois minutos de descanso.

Sábado, 2 horas de corrida. Resolvi ir para a USP. Queria variar um pouco e pegar uma altimetria mais difícil, apesar do treino exigir um esforço fraco na primeira hora e moderado na segunda. Além disso, iria testar o novo Newton que comprei - morrendo de raiva do preço no Brasil, que é uma extorsão! Mas esse assunto fica para outro post...

Fui dar algumas voltas dentro do bosque da USP, a fim de testar o tênis em uma pista de terra batida, aproveitando a dica do Edú Carvalho. E para minha surpresa, o percurso ali é mais extenso do que aquele que eu achava. Seria excelente, não fossem os chachorros que ficam por ali....

Sai de lá e fui correr na rua, subindo e descendo aquela "simpática" subida da biologia. Depois encontrei a Guga e o César da Find e aproveitei para correr com eles. Ambos estão se preparando para os 600k da Nike e estavam fazendo um longo. Peguei o ritmo deles e a conversa foi tão boa que completei o treino com 15 minutos a mais, mas nem me dei conta.

Domingo, eu achei que iria pedalar no Riacho Grande, mesmo sabendo que teria que fazer um treino de 3 horas e voltar correndo para ir almoçar com o meu pai. Só que, a acordar as 4:30 da manhã, minhas pernas estavam tão frias que pensei no sofrimento de pedalar com vento no final da madrugada. Não tive dúvidas - armei o rolo na sala e fiz um treino de 3 horas no Coroão, assistindo televisão.

Fui almoçar e aproveitei para dar um pulo na livraria cultura. Comprei alguns livros e a Triathlete Magazine, que considero leitura obrigatória.

domingo, 1 de agosto de 2010

Semana de Treino

Não sei onde li isso, mas alguns treinadores indicam que com certa periodicidade, vale a pena a execução de alguns treinos mais fortes - não "treinos fortes" conforme indicam a sua planilha semanal. Trata-se de um treino na qual testa a si mesmo sem uma programação específica para tanto.

Antes do Iron, fiz alguns treinos de 4k assim, em que conseguia fazer menos de 10 minutos para cada 500 e menos de 20 para cada 1.000 metros. A distância era programada, mas a intensidade foi por minha conta. Depois do meu relato, o Vinicius acabou adotando esse treino por algumas semanas - eu queria saber se eu estava realmente melhor ou se era apenas um bom dia de treino.

Isso me deu confiança, porque eu não estava colecionando bons resultados na água nas últimas provas de 2009 (Pirassununga e TB de dezembro).

Hoje, domingo, fiz um treino assim no Riacho Grande. Estavam programadas de três a quatro horas de treino. Comecei as 6:30, mas com pouca disposição - posteriormente, me agreguei a Deise, Tiago e Edú que estavam por lá - percebi que estava bem. Quando o Edú Carvalho chegou, saimos em duas voltas rápidas de 15 km em ritmo de TT para fechar 80 km.

Pedalando com a cadência pesada, noto que eu estou bem mais forte agora do que em março, abril e maio (o que não significa que esteja com a resistência dessa fase pré-Iron).

Esse treino foi importante porque agora sei que posso chegar em Penha e tentar um pedal, no mínimo, como aquele de Caiobá. Como não tenho grande pretensões para prova, seria uma boa meta repetir me aproximar do meu melhor tempo (total de 5:08)

Sinto que esse incremento de potência vem dos treinos que executo no rolo - curtos e de muita qualidade (entre 45 minutos e uma hora no máximo).

Para quem teve uma agenda pesada no primeiro semestre, além do alivio físico, treinos assim ainda servem como descanso mental, com a vantagem de me agregarem condicionamento e potência extra.

Mas vamos a semana de treino.

A semana começou com um treino longo de 3k na piscina. Foram 5 x 600 metros, esses dividido em 2 x 300, 6 x 100 ou 1 x 600 metros. Embora a planilha pedisse um ritmo fácil, acabei fazendo um treino moderado - aliás, tirando a corrida, eu tendo a executar os treinos "um tom acima" do pedido.

Na terça, um treino de 50 minutos, sendo o principal dois TTs de 15 minutos com 10 minutos de intervalo. Apesar de parecer fácil, eu pedalo com força e dificilmente consigo executar os 15 minutos. No décimo, já estou mal. Enfim, treino curto, mas dou o máximo. Desde de que feito em cadência baixa, é o tipo de treino que ajuda muito. Quando vejo como os triatletas sofre nas subidas, penso como esse tipo de exercício poderia ser útil para fortalecer as pernas.

Na quarta-feira, cumpri um treino de corrida: depois do aquecimento, 50 minutos, sendo 4 moderado e 1 fraco. Estava sentindo a musculatura da perna em função do treino no rolo no dia anterior - mas como o ritmo era moderado, consegui cumprir o treino sem problemas.

Quinta-feira, novamente natação: 2k, sendo 50 forte com palmar e 50 fraco com pulbóia. Novamente, um treino forte mas com períodos de recuperação bem ajustados. Sai da piscina muito bem!

Aliás, noto também o seguinte: treinos com palmar deixaram minhas braçadas lentas, mas muito fortes. Ao longo do tempo, atravesso a piscina de um lado a outro com um número de braçadas cada vez menor.

Na verdade, eu nado da mesmíssima forma que pedalo, isto é, com baixa frequência.

Sexta-feira, novamente o rolo: 3 minutos moderado com Big Gear, 1 minutos solto, 1 minutos forte, 1 minutos solto até completar 42 minutos (descontado o tempo de aquecimento). Novamente, treino curto e de qualidade. O tempo de recuperação é ideal para a execução do esforço tal como é pedido na planilha.

Sábado, longo de 1:45, sendo o principal 45 fraco e 45 moderado. Fiz correndo dentro do Campo de Marte e em volta no Anhembi. Dia lindo, corri bem cedo e ainda batendo papo com o Sandro, que estava no final do treino dele.

Domingo...bem, domingo tá lá em cima!




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Semana de Treino





Você tem treinos que gosta muito de fazer?

Particularmente, apreciou alguns treinos do Ironguides em que você treina com intensidade, mas não estressa seu sistema cardiovascular. É uma abordagem bem interessante - intensidade não significa que você tem que chegar naquele pico de esforço em que se perde o controle da respiração.

Sexta-feira fiz um treino desse tipo no rolo: 1 minuto forte, 1minuto fraco. Vinte minutos um, vinte minutos outro. Quarenta no total. O esforço é evidente, mas não dói....(rs)

Segunda-feira, um treino mais leve de natação. Uma hora, dividido entre 30 minutos fraco com pulbóia e 30 moderado com palmar e pulbóia. Para quem está acostumado com os treinos de Ironman, entrar na piscina para essa moleza equivale a uma massagem.

Terça, a coisa outro treino interessante de bike. Mas esse dói. 20 minutos fraco, 2o moderado e 20 forte. Como gosto de fazer força, deixo a cadência pesada e na última parte do treino eu sofro muito - forte, pra mim, é FORTE! O Vinicius pede cadência de prova...bom, mas eu consigo? O resultado é que fico com a língua de fora aos 15...mas termino!

Quarta-feira, também progressivo: 20, 20 e 20. Consigo fazer muito bem, mas minha velocidade nos 20 minutos fortes provavelmente não é aqueeeelááááá velocidade. Mas o metodologia diz o seguinte: o que importa é o que você sente. Então, se o seu esforço máximo significa um pace de seis minutos para cada km, tá valendo.

Quinta-feira, treinos com intensidade variada, mas sempre com distância de 100 metros e intervalo fixo de 20 segundos. Essa distância, quando você nada forte, é cruel! Mesmo dosando o esforço, quando se entra nos últimos 25 metros seus braços estão fracos demais e os batimentos estão lá em cima. Mas o importante aqui é manter a técnica, mesmo com os movimentos mais lentos em razão do cansaço momentâneo.

Sábado, fui correr pela manhã - 1:40. Eu estava achando que seria moleza. Mas, mesmo correndo fraco/moderado ( o Vinicius queria apenas volume), senti um pouco o esforço em certas partes do treino.

Domingo foi o dia mais interessante. Fomos eu e o Edú para um pedal exploratório de 80 km ou mais ou menos 3 horas de pedal no Rodoanel. Deixamos o carro na entrada do Riacho Grande, pegamos um trechinho da Anchieta voltando para São Paulo e entramos na estrada.

A altimetria e o vento lembram, em muitos trechos, o trajeto da bike do Iron em Florianópolis. O piso é fantástico e o movimento não é tão intenso como na Bandeirantes. Você consegue pedalar clipado e a paisagem é fantástica.

As únicas ressalvas: como é já amplamente conhecido há falta de infraestrutura de apoio. Outra é que, no finalzinho do pedal, é necessário cruzar a pista que dá acesso ao acostamento a uns quinhentos metros da entrada do Riacho - e os carros vem a toda. Além disso, nesse acostamento, cuidado com os olhos de gato no chão - nada demais, mas atenção.

Sexta-feira, foi o treino que comentei acima. Apesar da musculatura da perna estar um pouco cansada, foi ótimo. Em relação a essa dor, terminei o treino melhor.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Treino da Semana

Semana passada, treinei com mais vontade - mas qualquer coisa mais puxada, a musculatura sente.

Segunda-feira, aula de spinning - como sempre, divertida mas puxada. E creio que também a última dessa fase, pois já há treinos para fazer no rolo a partir dessa semana. E, apesar das aulas de spinning serem ótimas, não há dúvidas que o rolo é um trabalho mais dirigido.

Terça-feira, fui nadar: 10 x 300 metros. Apesar do coach ter pedido um treino mais leve, fiz em ritmo moderado. Mas gostei do volume!

Quarta-feira, cheguei do trabalho e sentei no sofá. Batata: não fui treinar.

Quinta, uma hora de esteira, com 5 x 3 minutos forte. Caprichei nas passadas - cerca de 100 a 13,5 km/hora. Mas senti bastante a musculatura, que ficou bem dolorida.

Sexta-feira, piscina - 1.500 metros, sendo 3 x 25 forte e 25 fraco. Como o intervalo era de somente 15 segundos, apesar de curto, senti bastante!

Sábado, não consegui treinar.

No domingo, mesmo com compromisso, acordei muito cedo e mandei 3 horas de bike no rolo, assistindo o Ironman da China e o show que gravei do Steve Winwood e do Eric Clapton.

Como gosto de treinar muito cedo, com esse frio estou pouco disposto a pedalar. Na USP dá para suportar. Mas no Riacho Grande, nem pensar....

Cada vez mais me parece que o rolo foi um belo investimento.




domingo, 11 de julho de 2010

Planos

Fechado com o Vinicius as provas do segundo semestre.

- 70.3 Penha, em agosto.

- 75 km Bertioga-Maresias, em outubro. Categoria Survivor.

- Long Distance Pirassununga, em Novembro.

Apesar de ser a primeira vez que vou para Penha competir em uma prova oficial do circuíto 70.3, a distância não exatamente uma novidade para mim.

Novidade mesmo será terminar a minha primeira Ultra. Confesso a influência de alguns pessoas, como a do Edú Carvalho (Ironman o primeiro a me falar dessa prova quando fomos para Caiobá), do Luiz Fernando (corredor, ultramaratonista e triatleta, cujo blog costumo acompanhar), de um papo com a Cintia em Floripa e também do Joel (maratonista, que tem uma coisa que nós, educados por planilhas, estamos perdendo, que é a espontaneidade de correr).

Claro que a leitura do "Nascido para Correr" é o pano de fundo disso tudo. Quero experimentar um desafio, mas sem neuras em relação ao tempo - tal aquela boa sensação que temos quando vamos para a primeira maratona ou o primeiro triathlon.

O que torna o desafio mais interessante é que vou totalmente no escuro! Nunca corri tal distância e tampouco sei como é correr em trilhas, areia e asfalto.

A única coisa que sei até o momento é que tenho que chegar na praia e alguém me dizer em que direção tenho que ir...

Depois disso, é apenas um passo depois de outro...

Semana de Treino

Essa semana, com o feriado, mudei um pouco a rotina em função do feriado de sexta-feira e um final de semana off em função de uma gripe.

Mas o ritmo dos treinos seguem ainda bem leve, com treinos curtos e que me tomam pouco tempo.

Na segunda, uma aula de spinning na Runner. Considerando que a aula é bem puxada, o esforço dosado compensa o pequeno período de treino. Saio da aula lavado...

Terça-feira, tive um dia de trabalho puxado e cheguei em casa as 19:00. Como nesta hora eu deveria estar na piscina, olhei na planilha e como eram "apenas" 2. 500 metros, resolvi que não valia a pena ir lá só para isso. Bom, claro que isso é desculpa. O pior é que lá pelas 22:00 eu já estou com aquele arrependimento.

Então, na quarta-feira, fiz o treino de natação de terça (ao invés de fazer uma aula de spinning). Foi ótimo, apesar de me sentir nadando em uma "piscina de gelatina" (como bem comentou o Edú um dia desses). Sei lá, mas recuperar o ritmo depois do Iron é uma coisa complicada.

Na quinta, também nadei, pois a na sexta-feira a piscina estaria fechada. Foram cerca de dois mil metros, sendo 1. 500 com tiros de 25 metros com palmar e descanso com mais 200. Isso tudo três vezes.

Sexta-feira, corrida. Apenas uma hora, sendo 15 minutos de aquecimento e 1 minuto forte e 1 minuto fraco. Sai para correr as 7:30 da manhã, mas não me senti bem depois do treino. Uma gripe estava a caminho e me deixou de molho o final de semana.

Aproveitei para dormir muito e dormir muito e dormir muito. Se você tem uma boa alimentação, não tem resfriado ou gripe que resista a um bom descanso. É batata....

Hoje já estou melhor e, amanhã, volto aos treinos.

domingo, 4 de julho de 2010

Volta aos Treinos

Na verdade, o título mais correto deste post seria "Volta ao Blog", dado que desde de meados de junho eu já tinha voltado aos treinos com uma planilha.

Ainda sentido os efeitos do processo de recuperação do Iron 2010, comecei com treinos pouco estruturados e relativamente leves. Entretanto, quando forço um pouco, em termos de volume ou intensidade, sinto dores musculares decorrentes do esforço.

Nada demais, entretanto.

O problema dessa época do ano que é você está cheio de planos, mas seu corpo é uma balde de água fria nas suas pretensões.

Mas não posso reclamar. Na época do treinamento mais intenso antes de Floripa, quando fazia treinos de transição de 4 horas na USP no sábado, pedalava 170 km no domingo, fazia uma corrida 16 km dividida em tiros de 1 km na segunda, nadava na terça....bom, nesse período o condicionamento físico suportou a pesada carga de treinamento sem sequer uma cãimbra.

Aliás, depois de ler alguns blogs, outra coisa que me deixou um pouco surpreso foi o relato de várias pessoas falando como se adaptavam as necessidades fisiológicas que aparecem ao longo do dia. O Rodrigo mesmo me relatou que parou três vezes durante o pedal para um xixizinho, enquanto outras pessoas faziam isso sem parar mesmo....

Embora eu tivesse problemas assim nos dias de treino no Riacho Grande, na prova isso não ocorreu. Fui ao banheiro apenas nas transições e sem nenhum aperto. Não sei explicar. Parece que o corpo "entende" que toda sua concentração naquele dia deve se voltar para a prova e seu cérebro programa tudo apenas para isso.

Mas, sei lá...

Enfim, voltando aos treinos, pulei segunda-feira em função de trabalho e comecei a semana com natação na terça-feira. Um treino de palmar de 1.500 metros, moderado...

Na quarta-feira, sai para correr uma hora no Campo de Marte, também em ritmo moderado. Foi ótimo, porque o aeroporto fica na porta de casa e eu apenas vou lá, bato três vezes na parede perto da pista e volto. Pronto, deu uma hora! ;-))))

Quinta-feira, a aula de spinning na runner não me animou. Cheguei do trabalho e sentei no sofá. Foi fatal! Fiquei sentado lá o resto da noite...

Sexta-feira, outro treino de natação, mas desta vez de 2 km. Mas sem problemas. Apenas moderado.

Sábado, eu tinha que fazer um pedal com duração entre duas e três horas. Acordei as 4 horas e pouco, me preparei e fui para a USP para começar bem cedo. Além de adorar pedalar de madrugada, queria evitar o tráfego da cidade universitária que começa lá pelas 8 da manhã.

Mas eu não estava legal. No sábado comi algo que não fez bem ao meu estômago. Tentei continuar, mas parei com 1:30 de pedal e vim embora.

Além disso, não estava só frio. Estava, gelado!

No domingo, pretendia levar as pernas para passear e correr 21 km. Mas eu PRECISO dormir até tarde aos domingos enquanto eu posso.

Não se trata do esforço físico, mas sim mental. Sair da cama de madrugada, no inverno e no final de semana é um ato de vontade que não é para qualquer um.

Mais cedo ou mais tarde, vou ter que voltar a essa rotina. Então por quê não aproveitar agora?

Foi o que fiz no domingo. Descansei, já que planilha dizia "faça o que quiser".





quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ironman 2010


Depois de fazer uma prova com o Iron, você precisa de alguns dias para entender o que realmente aconteceu. As coisas vão ficando mais claras quando você conversa com os amigos, confere outros resultados, ouve comentários de quem estava lá participando ou vê suas parciais quando essas são divulgadas.



O Iron uma prova dura. Duríssima! Mas não compartilho com aqueles que vêem a vida como se ela fosse dividida em Antes do Iron (AI) e Depois do Iron (DI). Não consigo imaginar que algúem sofra uma transformação pessoal porque passa pelo pórtico de um Ironman.

É verdade que a determinação é um diferencial. Mas será mesmo?

Nós reclamamos da dura rotina dos treinos de madrugada, do frio e do calor, da fome, da ausência junto a familia, junto aos amigos. Mas acho que a gente se esquece que muitos fazem isso todo dia com necessidades mais importantes - levantam as cinco da manhã para trabalhar, não tem carro e cuidam da familia. Há ainda aqueles que fazem tudo isso e estudam, lidando todo dia com o sono e o cansaço.

E não tem dinheiro para comprar óculos oakley nem bike de carbono. Também não tomam suplementos.

Claro que sempre alguém dirá: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

É verdade.

Mas fazer comparações radicais é útil para lembrar que esse esporte não deve dar status a ninguém - aliás, com a explosão do número de inscritos, fácil fácil um Iron pode virar mais um item de consumo de classe média ávida por novos modismos.

Então, o que nos leva a fazer um Iron? Pode ser tudo, menos a vaidade.

Sem a pretensão de generalizar, quando escrevi que "nada para fazer" é um bom motivo, isso é verdade.

Mas no meio do caminho tem uma coisa que se chama "estilo de vida". Provas de Endurance exigem uma determinação que vai além do seu período específico de treino - você gosta do esforço físico e tem suporte para aguentar a pesada carga psicológica necessária para suportar esse esforço.

Ao longo do tempo, passa a conhecer novas pessoas e apreciar a companhia delas. Muda seu corpo, muda seu modo de se vestir. Algumas coisas perdem sentido, outras ganham.

Quando a vi Teresa Marcel ao meu lado por algumas centenas de metros, pensei que ao correr um Iron eu passo a fazer parte de um mundo que aprecio. Não importa que em outro nível competitivo, aquela grande campeã estava correndo ao meu lado, quebrada e sofrendo como eu.

Em que esportes amadores e profissionais podem compartilhar a mesma arena?

Nesse sentido, a partir dessas impressões um pouco confusas e desconexas, e que podem parecer um pouco duras, o que quero dizer é o seguinte: um Ironman não é a "prova da sua vida", nem o espaço para o exercício da vaidade.

Ela deve ser apenas o ápice de um modo de se viver, na qual em um dia do ano você tem um encontro com as pessoas que apreciam o mesmo estilo de vida que você e, juntos, vão compartilhar a celebração de um data especial.


A Prova

"A maior diferença entre o Ironman e as provas curtas (short/olímpico) é que o resultado é extremamente justo para aqueles que entendem a essência da execução da prova somada com uma boa preparação física"

Vinicius Santana, Head Coach do Ironguides

Para mim, o resultado global do Ironman 2010 foi bom, pois consegui reduzir meu tempo de prova de 12:46 em 2009 para 11:48 em 2008.

Fiz a natação em 1:03 contra 1:25 ano passado. Para se medir se realmente essa evolução brutal foi real, são necessárias outras provas para se chegar a alguma conclusão. Mas não há dúvidas de que um resultado assim não é fruto de bóias no lugar errado ou correnteza favorável - eu vinha melhorando e estava bastante feliz pela evolução que conseguia a cada treino. Quando sai da água, me senti forte e consegui correr para a transição com os batimentos baixos.


Apesar de mostrar uma certa evolução, finalizando em 6:09 (contra 6:30 ano passado), não gostei do resultado da bike. Eu tinha como meta finalizar a prova em 6:00, mas um dor lombar insuportável prejudicou meu desempenho, sobretudo na segunda parte do pedal, quando peguei mais vento e sofri demais - a dor era tanta que eu chegava a gemer a cada respiração.

Eu sentia que tinha pernas, mas a falta de fortalecimento do core é um problema com a qual eu não tive paciência para lidar durante os treinos - achei que as coisas se resolveriam por sí só.

Wrooonngggggg!!!!!

Na transição da bike para a corrida, mudei minha atitude a partir do que aprendi com o Edú Carvalho, que já fez ultramaratonas. Por quê a gente tende a fazer as transições como se estivesse fazendo triathlon olímpico? Em provas de endurance como o Iron, a transição é uma parada, um break, e não apenas um momento para você trocar a roupa e acessórios.


Eu me troquei muito calmamente e me alimentei muito, até porque estava com muita fome - coisa que nunca me ocorreu. E, por incrível que pareça, não perdi mais tempo que ano passado, quando a pressa me levou a fazer as coisas de forma estabanada e, consequentemente, de forma pouco eficiente.

Na corrida, fiz exatamente o que foi treinado, com bastante moderação no início e muita força no final.

Os primeiros 21 km tem as subidas inacreditáveis de Canasvieiras, então fiz em ritmo moderado ou moderado fraco. Ali o pace cai naturalmente. Não há o que fazer.

Entre os quilômetros 21 km e 31, embora no plano, foi a parte mais difícil da prova. Além de uma forte dor no braço, decorrente de uma burcite mal curada e que me acompanha a anos, eu senti o esforço. Além disso, psicológicamente é um momento complicado, porque você já conhece o vai-e-vem dessa parte do percurso e bate um desânimo.

Entretanto, é justamente nessa parte que você tem que deixar um pouco a cabeça livre para pensar outras coisas - diferentemente do que se recomenda por ai, ou seja, "mantenha a concentração", no meu caso isso atrapalha (rs).

Quando entrei na últimos 10 kms, tomei pepsi no posto de hidratação e comecei a correr como se estivesse começando uma rústica naquele momento. Tudo mudou! Relaxei e aumentei fortemente a freqüência de passadas. Mesmo nos falsos planos, me sentia forte e corria fácil, a cabeça e as pernas na mais perfeita sintonia. Já sabia que chegaria inteiro (mais que ano passado) e outra vez sem ter caminhado em momento algum.

Mas ao me encaminhar para o Pórtico encontrei o Marcelo, grande amigo e o puxei para correr comigo - encontrei a Deise e a Yeda pela caminho e fiz o mesmo. Quando fui ver, estava sendo escoltado por três amigos maratonistas, disparando dentro do corredor humano que se afunilava até a chegada. Sem dúvida, o momento mais emocionante e bacana de toda jornada que fiz até aqui. Inesquecível.

Aquele momento só não foi perfeito porque o Edú já tinha ido embora. Ele, mais que ninguém, merecia passar pelo pórtico. Afinal, quando ele se virou para mim em uma sábado de manhã na USP e me disse "Escuta, preciso te avisar que você vai fazer o Troféu Brasil de Triathlon em agosto, tá?" eu jamais pensei que as coisas chegassem a esse ponto.

Esse ano, o Edú pegou um avião e veio ao Florianópolis para me dar uma força e tirar as fotos. Não me canso de dizer que ele é o tipo herói que a gente vê nos filmes, que primeiro coloca todo mundo em segurança em um navio que afunda no mar (incluindo o capitão) e só depois pensa nele.

Detalhes

Li na Triathlete Magazine que o Triathlon consists of little things in epic proportions.

Nada mais correto, nada mais justo.

A matéria versa sobre os detalhes ligados a acessórios, alimentação e outras coisas que causam pouca preocupação em provas curtas, mas que podem ser desastrosas em competições longas com logística complexa e estresse alto. Tive três momentos chatos na prova, em que pelo menos dois deles poderiam ter sido evitados se eu tivesse feito o que todo mundo sabe que tem que fazer: simular o máximo as condições da prova em treinamento.

O primeiro deles foi quase sorte. Eu estava decidido a fazer o aquecimento da natação para me preparar melhor para a largada. Pois bem, ao entrar na água, senti que o wetsuit compriu demais o tornozelo, local onde estava fixado o chip. Doía demais! Logo me lembrei que em 2009 também senti muita dor, quase uma cãimbra, mas só percebi isso quando a natação já tinha se iniciado, e desde de então eu nunca tinha conseguido identificar o motivo dessa dor.

Sai da água e ajustei o porta-chip, girando-o para a esquerda. A partir dai, problema resolvido.

A segunda foi uma bolsa para levar comida na bike. A minha era pequena e, na Expo, encontrei uma perfeita: grande, vários compartimentos e uma pequena capa embutida para protegê-la da chuva. Perfeito!

Quer dizer, médio! Ao colocar muitas bisnaguinhas e gel, a bolsa começou a pender para o lado de fora do quadro. Consequentemente, meu joelho resvalava naquele tecido e parecia que ele ia cair - não ia, mas a cisma era grande e aquilo tirava minha atenção continuamente.

O problema foi que apertei as fivelas da pochete sem nenhum conteúdo. Ficou firme, mas porque estava vazia.

O terceiro foi meu cinto de hidratação, com qual sempre treinei e acho uma peça perfeita. Só que agora não deu certo - na prova, além de glicodry nos reservatórios, também coloquei muitos pacotes de gel. Provavelmente, com o tempo o velcro foi ficando gasto e sai para correr com o cinto despencando a todo momento! Rapidamente, tirei os pacotes de gel para colocá-los nos bolsos da bermuda, porque eu iria jogar o cinto fora - mas ao diminuir o peso, ele ajustou e não precisei fazer isso.

Por fim, o resultado:

EventoIRONMAN BRASIL 2010
Número de peito632
SexoM
CategoriaM4044
Equipe
Tempo Final11:48:27.75
Swim C100:34:41.15
Swim01:03:08.45
T100:06:31.55
Bike C101:33:08.45
Bike C202:39:25.20
Bike C304:34:55.35
Bike C405:43:43.30
Bike06:09:09.10
T200:09:10.00
Run C100:28:50.65
Run C200:34:58.95
Run C302:35:50.95
Run C402:43:28.05
Run C503:47:02.35
Run C603:54:01.50
Run04:20:28.65
Velocidade Média Natação3.61
Velocidade Média Bike29.2
Pace Corrida00:06:10
Velocidade Média Corrida9.71
Rank Total777
Rank Cat128
Rank Swim605
Rank Cat Swim98
Rank Bike1023
Rank Cat Bike175
Rank Run636
Rank Cat Run109

domingo, 23 de maio de 2010

Últimos Treinos antes do Iron

Bem, como o Vinicius diz que na semana do Iron a gente não "treina" e sim faz apenas algumas "atividades", então acabou.

Semana passada, os treinos ainda foram consideráveis e no domingo fiz meu último longo de pedal. Foram 160 km no Riacho Grande em seis horas, um pouco tirando o pé.

Mas é assim: na metodologia do Ironguides, você vai até as duas últimas semanas treinando duro. Polimento tardio? Na verdade, antecipar o polimento quatro semanas antes da prova deriva de uma concepção observada entre treinadores de maratonas, na qual seus atletas eram fustigados por treinos intensos e comumente entravam em overtraining. Conseqüentemente, precisavam de períodos mais longos de descanso.

A semana foi super agradável e finalizei com 2 horas de rolo em casa no domingo. Apesar de ter que levantar cedo alguns dias, a redução do volume e da intensidade fizeram que me sentisse um ser humano com uma carga normal de treinos.

Não é exagero. Sinceramente, quem me conhece sabe que não consigo ver o Iron como algo foram do comum ou extraordinário, na qual você é reportado a outra dimensão quando cruza a linha de chegada. E digo o mesmo para quem se joga a vida acadêmica e acha que, ao defender o Doutorado, no dia seguinte acordará longe da mesma vida miserável de sempre.

Aliás, bem sei eu quantas teses que não merecem aprovação, tanto quanto sei que muitas das pessoas que passam por aquela linha de chegada o fazem sem merecimento. Muitas das histórias de "superação" são apenas relatos sem brilho de pessoas que revolveram encarar o desafio sem ter um estilo de vida para tanto. Terminar a prova andando os últimos 21 km, comendo em cada posto de hidratação e dando apenas uma corridinha nos metros finais antes do portal não tem valor algum - ganha-se apenas uma medalha, toalha e uma camisa de finisher.

A questão do Iron é mudança no estilo de vida que leva anos e a disciplina insana para se chegar praia de Jurerê no dia 30 de maio.

Porque isso não aparece. Ninguém está presente quando as coisas mais difíceis são feitas, no dia-a-dia dos treinos longos e pesados. Ainda que você faça alguns deles com o pessoal da assessoria ou com amigos, em 99% do tempo você estará sozinho.

Minhas lembranças mais difíceis são aquelas em que acordo no domingo as 4:00 da manhã com muito frio, levanto para fazer o café com a mente pedindo insistentemente para que eu volte pra cama e, mesmo assim, saio de casa para pedalar no Riacho Grande ainda na noite escura.

Se você quer fazer um Iron, a questão não é seu condicionamento físico. Isso é um terrível engano.

O que realmente importa é a disciplina para suportar a sobrecarga psicológica. Ou, para ser mais direto, se "você é durão".

Finalmente, acho que a pergunta que todo mundo tem para quem se submete a isso é: por quê (os mais utilitaristas dirão " para quê?")

A resposta mais brilhante, honesta e simples que já ouvi foi:

"Porque não há outra coisa para fazer" ;-)

domingo, 9 de maio de 2010

Semana de Treino

Faltando duas semanas para o Iron...huuuummmm....ou são três?

Bom, essa confusão retrata um pouco como me sinto: eu realmente não tô nem ai...(rs)

Diferentemente da maioria das pessoas que fica pra lá de ansiosa, contando os dias, as horas...eu sou totalmente desencanado com isso. Gosto muito da prova, mas ela não me deixa mais ansioso que as largadas do Troféu Brasil ou do Long Distance.

Seja por caracteristicas pessoais, seja porque ainda tenho que me ocupar dos treinos duros do dia-a-dia até lá, eu realmente estou até meio relapso em relação a preparação logistica que envolve o IMB. Ainda não reservei o hotel (estou vendo, mas ainda não resolvi em qual ficar) e só estou, mesmo, preocupado com o wetsuit que já está no Brasil, mas não foi entregue na minha casa.

Bem, essa semana foi dificil. Logo na segunda-feira, fiz por volta de 20 km de corrida, mas a parte central do treino foram 15 tiros moderados de 1 km. Depois de um pedal de 172 Km de domingo, achei que não iria dar. Mas, tirando os fato que de quê não consigo imprimir velocidade nesses tiros, minhas pernas estão sempre soltas. Cansa, mas consegui correr fazendo sempre a mesma média.

Logo na terça-feira pela manhã, já estava no rolo, fazendo um treino de uma hora - basicamente, 3 minutos moderado a forte, com 90 segundos de intervalo. Gosto muito desse tipo de treino - é relativamente puxado, mas longe de ser exaustivo, e me deixa "ligado" o dia todo. A noite, nadei 3 km, com esforço moderado a cada 300 metros - também sem problemas.

Quarta-feira, voltei para correr 2:40 no Campo de Marte (10 minutos a mais que na semana anterior), progressivo. Usei o cinto de hidratação e consegui correr com as pernas soltas - depois de um esforço forte no final, meu corpo respondeu bem e até poderia ficar correndo mais tempo.

Quinta-feira, dia que eu considero de "treino de descanso", não foi tanto assim. Pela manhã, foram 1:20 de rolo, com esforço moderado e forte. Mandei bem, fazendo um giro um pouco maior, em torno de 70 rpms no Big Gear. A noite, 2.000 de natação, com tiros de 25 e 100 metros - mas treino curto e tranquilo.

Sexta-feria, de novo na piscina. O Vinicius mudou, acrescentando palmar e bóia e aumentou a distância para 4.500 metros. É um exercício cuja dificuldade mental é tão grande quanto a física, porque fazer isso em piscinas de 25 metros é um saco. No final, fiquei um pouco cansado....

Sai cansado, mas no sábado as 5:00 já comecei um pedal de 2:45 na USP seguida de um corrida de 80 minutos. É o "longuinho", conforme o diz o coach. Gosto desse treino, porque dá para começar cedo, terminar cedo e aproveitar um pouco o sábado pela manhã para bater papo com o pessoal sempre simpático da Find. Dei sorte ainda de correr com o @klebercorrea, da 5ways, e fomos conversando sobre as experiências acumuladas e as expectativas do IMB.

Domingo, foi o cáspita!!! Tudo apontava para chuva e resolvi ficar me casa, fazendo rolo. Decidi que seriam 6 horas, mas a roda da minha bike deve estar com a fita vazada e os aros estão furando a câmera. Infelizmente, fiquei apenas 3:30 no Big Gear com cadência entre 50 e 60 rpms.

Mas me senti mal para burro, porque a alimentação foi exagerada. No sábado, comi massa para um esforço de 6 horas, que não fiz.

Além disso, comi lazanha no domingo e (um) bolo a tarde...dias das mães, enfim...

Nessa época, alimentação é um ponto critico para uma boa prova em Florianópolis. Eu não consigo reduzir meu peso, sempre na casa dos 85 kgs, mas subir é facinho facinho...

Agora fica essa sensação ruim....

domingo, 2 de maio de 2010

Semana de Treino

Uma das coisas que me lembro sempre quando estou treinando para o Iron é aquela frase, mais ou menos assim, "difícil não é ultrapassar a linha de chegada, mas chegar na linha de partida".

Hoje, nas seis horas de pedal no Riacho, com aquelas subidas encardidas, quando dei uma quebrada e ainda faltavam muito tempo para terminar o treino, pensei como a disciplina mental é fundamental - aliás, muito mais importante que o próprio fitness.

A semana começou um treino de velocidade no Campo de Marte, com tiros de 400 metros e esforço mais moderado em percurso de 2 km. Eu poderia até dizer que o pedal pesado de domingo atrapalhou o treino e que isso seria o esperado. Mas isso não aconteceu. Continua a me surpreender como o corpo humano, quando estimulado, é capaz de responder a esse tipo de desafio.

Afinal, como um sujeito que pedala quase 180 km forte no dia anterior é capaz de fazer um treino de velocidade de 12 km no dia seguinte? E o descanso? E o risco de contusão, de se machucar?E isso? E aquilo?

Não sei...só sei que, como diz a Chrissie, eu só obedeço ordens.

Mal termina o treino de velocidade segunda-feira, na manhã seguinte já estou no rolo. Cansado, é verdade, mas consegui fazer um bom treino de uma hora e dez minutos no Big Gear. Mas tem lógica: domingo endurance, segunda velocidade e terça força...

No mesmo dia, fui nadar a noite na Runner. Treino de 3.200 metros moderado/forte dividido em percursos de 50 metros. É difícil mas é fácil ;-))

Na quarta-feira, longão de 2:30, com os últimos 50 metros em ritmo moderado. Desde do Iron não usava o cinto de hidratação, mas correr no Campo de Marte essa distância não dá. Apesar do cansaço que senti depois em função dos treinos que foram se acumulando durante a semana, devo confessar que apesar de não fazer isso sempre, a hidratação com glicodry dá outra qualidade ao treino.

Quinta-feira, voltei ao rolo pela manhã. 1 hora de treino em ritmos fácil, moderado e forte, mas cadência de prova. Tentei controlar a força nos últimos 20 minutos fortes e consegui um treino eficiente. A noite, nadei apenas 1.500 metros, com tiros de 25 metros e estimulo forte com palmar. Já reparei que na quinta-feira o coach peda leve, na linha "treino também é descanso".

Sexta-feira, 4 km divididos em 1km moderado/forte. Consegui fazer todos na casa dos 19 ou 20 minutos, mantendo o padrão da semana anterior. Esse treino dói, mas dói muito....

Sábado, como era feriado, fui pedalar no Riacho Grande porque a USP estava fechada. Como terminei com as aulas na PUC, o coach passou um longuinho mais caprichado. Eram 2:30 de pedal e 70 minutos de corrida. A idéia era, na última parte do pedal, pegar pesado no Coroão para simular as pernas cansadas e correr depois.

Como estou acostumado com cadência baixa, é difícil pra mim deixar as pernas cansadas, mesmo no Riacho. Então, fiz o treino todo bem puxado e no final foi um TT. Mas sai para correr sem problemas e consegui correr com velocidade moderada mesmo naquelas subidas todas...

Domingo, foi o longo de seis horas. No meu velocimetro, que desconfio estar errado, deu 172 km - um pouco menos que semana passada (174 km). Desta vez me preveni com mais glicodry, mas agora até sobrou! Levei também três bisnagas com bananinha, mas só consumi duas. Além de não ter sentido muita falta, meu estômago reclamou um pouco de tanto Glicodry.

Ah, e levei também BCAA como tomar em cima da bike.

Como terei ainda pelo menos dois longos de bike, preciso testar outros alimentos também. Se tudo der errado, fico com o mesmo do ano passado (Glicodry e as tais bisnagas).

Bem, semana que vem os treinos ficam um pouco mais difíceis...acabou de chegar a planilha e segunda-feira são 15 km....

domingo, 25 de abril de 2010

Semana de Treino

Essa semana foi bem positiva - os treinos foram desafiadores e não choveu sábado e domingo.

Os treinos específicos para o Iron, mais pesados, começaram de fato agora.

Algumas pessoas poderiam estranhar, pois muitos já estão na expectativa de aliviar o volume nas próximas semanas.

Segunda-feira, treinos de velocidade - 12 x 800 metros, procurando a melhor média. Ao invés de tiros, preferi seguir exatamente o que o Vinicius pediu. Corri solto, procurando uma velocidade alta, mas relativamente confortável para manter o ritmo do começo ao fim. Além de terminar mais inteiro, consegui ótimas médias (lembrando que não ligo muito para bater record de pace) e o treino foi muito mais prazeiroso.

Terça começa sempre com com o rolo pela manhã, com um treino que consistiu em 15 minutos de aquecimento e 45 Big Gear pesado (cadência em torno de 40 rpms), mas moderado. Também é uma dos meus preferidos, pois não me estressa como os contra-relógios. A noite, 20 x 25 metros, sendo 3 forte e um fraco, mais 200 metros para soltar - isso três vezes - esse já dói, porque eu procuro mando bala - mas termino inteiro.

Quarta-feira, feriado, fui para a rua logo de manhã, fazer 90 minutos - 30 fraco, 30 moderado e 30 forte. O tempo passou rápido, me senti bem e tive o dia inteiro para aproveitar o feriado. Ótimo.

Quinta-feira, rolo novamente - 10 x 3 minutos forte e 90 segundos fácil. Contando com o aquecimento, novamente 1 hora de treino. Sai do treino bastante satisfeito, porque o esforço não estrangula o sistema aeróbico e o tempo de recuperação é o suficiente para você manter o nível máximo de esforço que é pedido durante todo o tempo. A noite, o mesmo treino de terça-feira, que realizei também sem problemas.

Na sexta-feira, o Vinicius resolveu me dar algo mais desafiador. Ao invés de 4 km dividido 8 vezes (8 x 500 metros, com descanso de 45 nos intervalos), nessa semana 4 x 1 km. Fiquei muito feliz com o resultado. Fazendo um esforço moderado/forte, consegui fazer sempre um tempo entre 18 alto e 19 minutos baixo - semana passada, foram pouco menos de 10 minutos para cada 500.

Ou seja, apesar de não ter aumentado meu desempenho, consigo mantê-lo no dobro da distância.

Sábado, antes da minha última aula na PUC esse semestre, fui fazer o longo de 2:30 as 5:00 no Campo de Marte. Como choveu na sexta-feira, temi que tivesse que correr embaixo de água. Mas nada disso aconteceu e estava até quente. Corri com as polainas e gostei do resultado, mas confesso que senti o treino - não foi difícil, só que não me senti confortável na última parte.

Domingo, Riacho Grande para fazer 6 horas de bike. Sai ainda de madrugada e um dirigi meio estressado porque o nevoeiro na Anchieta estava pesado demais, piorando mais quanto mais me aproximava do Riacho.

Quando consegui ver os bares de Karaokê, ufá, que alivio - aliás, tenho a maior simpatia por aqueles bares e o pessoal que freqüenta lá - as vezes, vestuário de triatleta é uma coisa muito estranha, pra lá de afetada, só que lá ninguém mexe com você.

Como também a gente não liga para o fato de cantarem mal pra burro até 6 da manhã, fica zero a zero e tudo bem para todo mundo.

O coach pediu só volume - mas, chegando lá, comecei a pedalar moderado/forte. O motivo foi mais imbecil possível - não queria tomar uma volta de um cara que pedalava com um demônio.

Bom, mas para falar a verdade, não era só isso. Também queria me testar. Se já me considero pronto para nadar no IMB, o mesmo ainda não poderia dizer em relação a 180 km de ciclismo.

Consegui uma média de 29 km/hora o treino todo, completando cerca de 170 km em 6 seis horas - resultado bem superior ao meus treinos do ano passado, quando fazia 160 em 6:20.

O ponto crítico, entretanto, foi o desempenho ruim perto do final do treino em função do desgaste - só me recuperei quando parei, tomei BCAA e comprei duas garrafas de garotade, porque as duas caramãnholas já estavam vazias. Vou ter que prestar mais atenção a alimentação e foi um bom teste para ver que esse ajuste é urgente!

Agora, voltando ao ponto inicial, por quê meus treinos com volume alto começaram mais tarde que ano passado e por quê estou treinando menos? O Vinicius diz o seguinte: primeiro, que em seu primeiro Iron você treina com um louco por medo de quebrar e, segundo, eu devo considerar que já tenho um Iron.

É verdade, eu tenho. Mas como isso funciona? Quer dizer que o condicionamento que obtive nos treinos duros de 2009 ainda está valendo? As coisas são tão cumulativas assim, mesmo quando falamos em um prazo tão longo?

A resposta obtive hoje - ao terminar meu primeiro treino de 6 horas visando o IMB de 2010, tive a sensação de que esse era a continuação do último pedal que fiz no mesmo Riacho Grande de para o IMB 2009!

Claro, terminei cansado e as conseqüências disso nos próximos dias podem não ser boas - mas que fiquei mais confiante, fiquei.

Essa semana, a novidade é que um treino de transição no sábado, já que agora tenho o dia livre. Vamos voltar a USP...