quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ironman 2010


Depois de fazer uma prova com o Iron, você precisa de alguns dias para entender o que realmente aconteceu. As coisas vão ficando mais claras quando você conversa com os amigos, confere outros resultados, ouve comentários de quem estava lá participando ou vê suas parciais quando essas são divulgadas.



O Iron uma prova dura. Duríssima! Mas não compartilho com aqueles que vêem a vida como se ela fosse dividida em Antes do Iron (AI) e Depois do Iron (DI). Não consigo imaginar que algúem sofra uma transformação pessoal porque passa pelo pórtico de um Ironman.

É verdade que a determinação é um diferencial. Mas será mesmo?

Nós reclamamos da dura rotina dos treinos de madrugada, do frio e do calor, da fome, da ausência junto a familia, junto aos amigos. Mas acho que a gente se esquece que muitos fazem isso todo dia com necessidades mais importantes - levantam as cinco da manhã para trabalhar, não tem carro e cuidam da familia. Há ainda aqueles que fazem tudo isso e estudam, lidando todo dia com o sono e o cansaço.

E não tem dinheiro para comprar óculos oakley nem bike de carbono. Também não tomam suplementos.

Claro que sempre alguém dirá: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

É verdade.

Mas fazer comparações radicais é útil para lembrar que esse esporte não deve dar status a ninguém - aliás, com a explosão do número de inscritos, fácil fácil um Iron pode virar mais um item de consumo de classe média ávida por novos modismos.

Então, o que nos leva a fazer um Iron? Pode ser tudo, menos a vaidade.

Sem a pretensão de generalizar, quando escrevi que "nada para fazer" é um bom motivo, isso é verdade.

Mas no meio do caminho tem uma coisa que se chama "estilo de vida". Provas de Endurance exigem uma determinação que vai além do seu período específico de treino - você gosta do esforço físico e tem suporte para aguentar a pesada carga psicológica necessária para suportar esse esforço.

Ao longo do tempo, passa a conhecer novas pessoas e apreciar a companhia delas. Muda seu corpo, muda seu modo de se vestir. Algumas coisas perdem sentido, outras ganham.

Quando a vi Teresa Marcel ao meu lado por algumas centenas de metros, pensei que ao correr um Iron eu passo a fazer parte de um mundo que aprecio. Não importa que em outro nível competitivo, aquela grande campeã estava correndo ao meu lado, quebrada e sofrendo como eu.

Em que esportes amadores e profissionais podem compartilhar a mesma arena?

Nesse sentido, a partir dessas impressões um pouco confusas e desconexas, e que podem parecer um pouco duras, o que quero dizer é o seguinte: um Ironman não é a "prova da sua vida", nem o espaço para o exercício da vaidade.

Ela deve ser apenas o ápice de um modo de se viver, na qual em um dia do ano você tem um encontro com as pessoas que apreciam o mesmo estilo de vida que você e, juntos, vão compartilhar a celebração de um data especial.


A Prova

"A maior diferença entre o Ironman e as provas curtas (short/olímpico) é que o resultado é extremamente justo para aqueles que entendem a essência da execução da prova somada com uma boa preparação física"

Vinicius Santana, Head Coach do Ironguides

Para mim, o resultado global do Ironman 2010 foi bom, pois consegui reduzir meu tempo de prova de 12:46 em 2009 para 11:48 em 2008.

Fiz a natação em 1:03 contra 1:25 ano passado. Para se medir se realmente essa evolução brutal foi real, são necessárias outras provas para se chegar a alguma conclusão. Mas não há dúvidas de que um resultado assim não é fruto de bóias no lugar errado ou correnteza favorável - eu vinha melhorando e estava bastante feliz pela evolução que conseguia a cada treino. Quando sai da água, me senti forte e consegui correr para a transição com os batimentos baixos.


Apesar de mostrar uma certa evolução, finalizando em 6:09 (contra 6:30 ano passado), não gostei do resultado da bike. Eu tinha como meta finalizar a prova em 6:00, mas um dor lombar insuportável prejudicou meu desempenho, sobretudo na segunda parte do pedal, quando peguei mais vento e sofri demais - a dor era tanta que eu chegava a gemer a cada respiração.

Eu sentia que tinha pernas, mas a falta de fortalecimento do core é um problema com a qual eu não tive paciência para lidar durante os treinos - achei que as coisas se resolveriam por sí só.

Wrooonngggggg!!!!!

Na transição da bike para a corrida, mudei minha atitude a partir do que aprendi com o Edú Carvalho, que já fez ultramaratonas. Por quê a gente tende a fazer as transições como se estivesse fazendo triathlon olímpico? Em provas de endurance como o Iron, a transição é uma parada, um break, e não apenas um momento para você trocar a roupa e acessórios.


Eu me troquei muito calmamente e me alimentei muito, até porque estava com muita fome - coisa que nunca me ocorreu. E, por incrível que pareça, não perdi mais tempo que ano passado, quando a pressa me levou a fazer as coisas de forma estabanada e, consequentemente, de forma pouco eficiente.

Na corrida, fiz exatamente o que foi treinado, com bastante moderação no início e muita força no final.

Os primeiros 21 km tem as subidas inacreditáveis de Canasvieiras, então fiz em ritmo moderado ou moderado fraco. Ali o pace cai naturalmente. Não há o que fazer.

Entre os quilômetros 21 km e 31, embora no plano, foi a parte mais difícil da prova. Além de uma forte dor no braço, decorrente de uma burcite mal curada e que me acompanha a anos, eu senti o esforço. Além disso, psicológicamente é um momento complicado, porque você já conhece o vai-e-vem dessa parte do percurso e bate um desânimo.

Entretanto, é justamente nessa parte que você tem que deixar um pouco a cabeça livre para pensar outras coisas - diferentemente do que se recomenda por ai, ou seja, "mantenha a concentração", no meu caso isso atrapalha (rs).

Quando entrei na últimos 10 kms, tomei pepsi no posto de hidratação e comecei a correr como se estivesse começando uma rústica naquele momento. Tudo mudou! Relaxei e aumentei fortemente a freqüência de passadas. Mesmo nos falsos planos, me sentia forte e corria fácil, a cabeça e as pernas na mais perfeita sintonia. Já sabia que chegaria inteiro (mais que ano passado) e outra vez sem ter caminhado em momento algum.

Mas ao me encaminhar para o Pórtico encontrei o Marcelo, grande amigo e o puxei para correr comigo - encontrei a Deise e a Yeda pela caminho e fiz o mesmo. Quando fui ver, estava sendo escoltado por três amigos maratonistas, disparando dentro do corredor humano que se afunilava até a chegada. Sem dúvida, o momento mais emocionante e bacana de toda jornada que fiz até aqui. Inesquecível.

Aquele momento só não foi perfeito porque o Edú já tinha ido embora. Ele, mais que ninguém, merecia passar pelo pórtico. Afinal, quando ele se virou para mim em uma sábado de manhã na USP e me disse "Escuta, preciso te avisar que você vai fazer o Troféu Brasil de Triathlon em agosto, tá?" eu jamais pensei que as coisas chegassem a esse ponto.

Esse ano, o Edú pegou um avião e veio ao Florianópolis para me dar uma força e tirar as fotos. Não me canso de dizer que ele é o tipo herói que a gente vê nos filmes, que primeiro coloca todo mundo em segurança em um navio que afunda no mar (incluindo o capitão) e só depois pensa nele.

Detalhes

Li na Triathlete Magazine que o Triathlon consists of little things in epic proportions.

Nada mais correto, nada mais justo.

A matéria versa sobre os detalhes ligados a acessórios, alimentação e outras coisas que causam pouca preocupação em provas curtas, mas que podem ser desastrosas em competições longas com logística complexa e estresse alto. Tive três momentos chatos na prova, em que pelo menos dois deles poderiam ter sido evitados se eu tivesse feito o que todo mundo sabe que tem que fazer: simular o máximo as condições da prova em treinamento.

O primeiro deles foi quase sorte. Eu estava decidido a fazer o aquecimento da natação para me preparar melhor para a largada. Pois bem, ao entrar na água, senti que o wetsuit compriu demais o tornozelo, local onde estava fixado o chip. Doía demais! Logo me lembrei que em 2009 também senti muita dor, quase uma cãimbra, mas só percebi isso quando a natação já tinha se iniciado, e desde de então eu nunca tinha conseguido identificar o motivo dessa dor.

Sai da água e ajustei o porta-chip, girando-o para a esquerda. A partir dai, problema resolvido.

A segunda foi uma bolsa para levar comida na bike. A minha era pequena e, na Expo, encontrei uma perfeita: grande, vários compartimentos e uma pequena capa embutida para protegê-la da chuva. Perfeito!

Quer dizer, médio! Ao colocar muitas bisnaguinhas e gel, a bolsa começou a pender para o lado de fora do quadro. Consequentemente, meu joelho resvalava naquele tecido e parecia que ele ia cair - não ia, mas a cisma era grande e aquilo tirava minha atenção continuamente.

O problema foi que apertei as fivelas da pochete sem nenhum conteúdo. Ficou firme, mas porque estava vazia.

O terceiro foi meu cinto de hidratação, com qual sempre treinei e acho uma peça perfeita. Só que agora não deu certo - na prova, além de glicodry nos reservatórios, também coloquei muitos pacotes de gel. Provavelmente, com o tempo o velcro foi ficando gasto e sai para correr com o cinto despencando a todo momento! Rapidamente, tirei os pacotes de gel para colocá-los nos bolsos da bermuda, porque eu iria jogar o cinto fora - mas ao diminuir o peso, ele ajustou e não precisei fazer isso.

Por fim, o resultado:

EventoIRONMAN BRASIL 2010
Número de peito632
SexoM
CategoriaM4044
Equipe
Tempo Final11:48:27.75
Swim C100:34:41.15
Swim01:03:08.45
T100:06:31.55
Bike C101:33:08.45
Bike C202:39:25.20
Bike C304:34:55.35
Bike C405:43:43.30
Bike06:09:09.10
T200:09:10.00
Run C100:28:50.65
Run C200:34:58.95
Run C302:35:50.95
Run C402:43:28.05
Run C503:47:02.35
Run C603:54:01.50
Run04:20:28.65
Velocidade Média Natação3.61
Velocidade Média Bike29.2
Pace Corrida00:06:10
Velocidade Média Corrida9.71
Rank Total777
Rank Cat128
Rank Swim605
Rank Cat Swim98
Rank Bike1023
Rank Cat Bike175
Rank Run636
Rank Cat Run109

domingo, 23 de maio de 2010

Últimos Treinos antes do Iron

Bem, como o Vinicius diz que na semana do Iron a gente não "treina" e sim faz apenas algumas "atividades", então acabou.

Semana passada, os treinos ainda foram consideráveis e no domingo fiz meu último longo de pedal. Foram 160 km no Riacho Grande em seis horas, um pouco tirando o pé.

Mas é assim: na metodologia do Ironguides, você vai até as duas últimas semanas treinando duro. Polimento tardio? Na verdade, antecipar o polimento quatro semanas antes da prova deriva de uma concepção observada entre treinadores de maratonas, na qual seus atletas eram fustigados por treinos intensos e comumente entravam em overtraining. Conseqüentemente, precisavam de períodos mais longos de descanso.

A semana foi super agradável e finalizei com 2 horas de rolo em casa no domingo. Apesar de ter que levantar cedo alguns dias, a redução do volume e da intensidade fizeram que me sentisse um ser humano com uma carga normal de treinos.

Não é exagero. Sinceramente, quem me conhece sabe que não consigo ver o Iron como algo foram do comum ou extraordinário, na qual você é reportado a outra dimensão quando cruza a linha de chegada. E digo o mesmo para quem se joga a vida acadêmica e acha que, ao defender o Doutorado, no dia seguinte acordará longe da mesma vida miserável de sempre.

Aliás, bem sei eu quantas teses que não merecem aprovação, tanto quanto sei que muitas das pessoas que passam por aquela linha de chegada o fazem sem merecimento. Muitas das histórias de "superação" são apenas relatos sem brilho de pessoas que revolveram encarar o desafio sem ter um estilo de vida para tanto. Terminar a prova andando os últimos 21 km, comendo em cada posto de hidratação e dando apenas uma corridinha nos metros finais antes do portal não tem valor algum - ganha-se apenas uma medalha, toalha e uma camisa de finisher.

A questão do Iron é mudança no estilo de vida que leva anos e a disciplina insana para se chegar praia de Jurerê no dia 30 de maio.

Porque isso não aparece. Ninguém está presente quando as coisas mais difíceis são feitas, no dia-a-dia dos treinos longos e pesados. Ainda que você faça alguns deles com o pessoal da assessoria ou com amigos, em 99% do tempo você estará sozinho.

Minhas lembranças mais difíceis são aquelas em que acordo no domingo as 4:00 da manhã com muito frio, levanto para fazer o café com a mente pedindo insistentemente para que eu volte pra cama e, mesmo assim, saio de casa para pedalar no Riacho Grande ainda na noite escura.

Se você quer fazer um Iron, a questão não é seu condicionamento físico. Isso é um terrível engano.

O que realmente importa é a disciplina para suportar a sobrecarga psicológica. Ou, para ser mais direto, se "você é durão".

Finalmente, acho que a pergunta que todo mundo tem para quem se submete a isso é: por quê (os mais utilitaristas dirão " para quê?")

A resposta mais brilhante, honesta e simples que já ouvi foi:

"Porque não há outra coisa para fazer" ;-)

domingo, 9 de maio de 2010

Semana de Treino

Faltando duas semanas para o Iron...huuuummmm....ou são três?

Bom, essa confusão retrata um pouco como me sinto: eu realmente não tô nem ai...(rs)

Diferentemente da maioria das pessoas que fica pra lá de ansiosa, contando os dias, as horas...eu sou totalmente desencanado com isso. Gosto muito da prova, mas ela não me deixa mais ansioso que as largadas do Troféu Brasil ou do Long Distance.

Seja por caracteristicas pessoais, seja porque ainda tenho que me ocupar dos treinos duros do dia-a-dia até lá, eu realmente estou até meio relapso em relação a preparação logistica que envolve o IMB. Ainda não reservei o hotel (estou vendo, mas ainda não resolvi em qual ficar) e só estou, mesmo, preocupado com o wetsuit que já está no Brasil, mas não foi entregue na minha casa.

Bem, essa semana foi dificil. Logo na segunda-feira, fiz por volta de 20 km de corrida, mas a parte central do treino foram 15 tiros moderados de 1 km. Depois de um pedal de 172 Km de domingo, achei que não iria dar. Mas, tirando os fato que de quê não consigo imprimir velocidade nesses tiros, minhas pernas estão sempre soltas. Cansa, mas consegui correr fazendo sempre a mesma média.

Logo na terça-feira pela manhã, já estava no rolo, fazendo um treino de uma hora - basicamente, 3 minutos moderado a forte, com 90 segundos de intervalo. Gosto muito desse tipo de treino - é relativamente puxado, mas longe de ser exaustivo, e me deixa "ligado" o dia todo. A noite, nadei 3 km, com esforço moderado a cada 300 metros - também sem problemas.

Quarta-feira, voltei para correr 2:40 no Campo de Marte (10 minutos a mais que na semana anterior), progressivo. Usei o cinto de hidratação e consegui correr com as pernas soltas - depois de um esforço forte no final, meu corpo respondeu bem e até poderia ficar correndo mais tempo.

Quinta-feira, dia que eu considero de "treino de descanso", não foi tanto assim. Pela manhã, foram 1:20 de rolo, com esforço moderado e forte. Mandei bem, fazendo um giro um pouco maior, em torno de 70 rpms no Big Gear. A noite, 2.000 de natação, com tiros de 25 e 100 metros - mas treino curto e tranquilo.

Sexta-feria, de novo na piscina. O Vinicius mudou, acrescentando palmar e bóia e aumentou a distância para 4.500 metros. É um exercício cuja dificuldade mental é tão grande quanto a física, porque fazer isso em piscinas de 25 metros é um saco. No final, fiquei um pouco cansado....

Sai cansado, mas no sábado as 5:00 já comecei um pedal de 2:45 na USP seguida de um corrida de 80 minutos. É o "longuinho", conforme o diz o coach. Gosto desse treino, porque dá para começar cedo, terminar cedo e aproveitar um pouco o sábado pela manhã para bater papo com o pessoal sempre simpático da Find. Dei sorte ainda de correr com o @klebercorrea, da 5ways, e fomos conversando sobre as experiências acumuladas e as expectativas do IMB.

Domingo, foi o cáspita!!! Tudo apontava para chuva e resolvi ficar me casa, fazendo rolo. Decidi que seriam 6 horas, mas a roda da minha bike deve estar com a fita vazada e os aros estão furando a câmera. Infelizmente, fiquei apenas 3:30 no Big Gear com cadência entre 50 e 60 rpms.

Mas me senti mal para burro, porque a alimentação foi exagerada. No sábado, comi massa para um esforço de 6 horas, que não fiz.

Além disso, comi lazanha no domingo e (um) bolo a tarde...dias das mães, enfim...

Nessa época, alimentação é um ponto critico para uma boa prova em Florianópolis. Eu não consigo reduzir meu peso, sempre na casa dos 85 kgs, mas subir é facinho facinho...

Agora fica essa sensação ruim....

domingo, 2 de maio de 2010

Semana de Treino

Uma das coisas que me lembro sempre quando estou treinando para o Iron é aquela frase, mais ou menos assim, "difícil não é ultrapassar a linha de chegada, mas chegar na linha de partida".

Hoje, nas seis horas de pedal no Riacho, com aquelas subidas encardidas, quando dei uma quebrada e ainda faltavam muito tempo para terminar o treino, pensei como a disciplina mental é fundamental - aliás, muito mais importante que o próprio fitness.

A semana começou um treino de velocidade no Campo de Marte, com tiros de 400 metros e esforço mais moderado em percurso de 2 km. Eu poderia até dizer que o pedal pesado de domingo atrapalhou o treino e que isso seria o esperado. Mas isso não aconteceu. Continua a me surpreender como o corpo humano, quando estimulado, é capaz de responder a esse tipo de desafio.

Afinal, como um sujeito que pedala quase 180 km forte no dia anterior é capaz de fazer um treino de velocidade de 12 km no dia seguinte? E o descanso? E o risco de contusão, de se machucar?E isso? E aquilo?

Não sei...só sei que, como diz a Chrissie, eu só obedeço ordens.

Mal termina o treino de velocidade segunda-feira, na manhã seguinte já estou no rolo. Cansado, é verdade, mas consegui fazer um bom treino de uma hora e dez minutos no Big Gear. Mas tem lógica: domingo endurance, segunda velocidade e terça força...

No mesmo dia, fui nadar a noite na Runner. Treino de 3.200 metros moderado/forte dividido em percursos de 50 metros. É difícil mas é fácil ;-))

Na quarta-feira, longão de 2:30, com os últimos 50 metros em ritmo moderado. Desde do Iron não usava o cinto de hidratação, mas correr no Campo de Marte essa distância não dá. Apesar do cansaço que senti depois em função dos treinos que foram se acumulando durante a semana, devo confessar que apesar de não fazer isso sempre, a hidratação com glicodry dá outra qualidade ao treino.

Quinta-feira, voltei ao rolo pela manhã. 1 hora de treino em ritmos fácil, moderado e forte, mas cadência de prova. Tentei controlar a força nos últimos 20 minutos fortes e consegui um treino eficiente. A noite, nadei apenas 1.500 metros, com tiros de 25 metros e estimulo forte com palmar. Já reparei que na quinta-feira o coach peda leve, na linha "treino também é descanso".

Sexta-feira, 4 km divididos em 1km moderado/forte. Consegui fazer todos na casa dos 19 ou 20 minutos, mantendo o padrão da semana anterior. Esse treino dói, mas dói muito....

Sábado, como era feriado, fui pedalar no Riacho Grande porque a USP estava fechada. Como terminei com as aulas na PUC, o coach passou um longuinho mais caprichado. Eram 2:30 de pedal e 70 minutos de corrida. A idéia era, na última parte do pedal, pegar pesado no Coroão para simular as pernas cansadas e correr depois.

Como estou acostumado com cadência baixa, é difícil pra mim deixar as pernas cansadas, mesmo no Riacho. Então, fiz o treino todo bem puxado e no final foi um TT. Mas sai para correr sem problemas e consegui correr com velocidade moderada mesmo naquelas subidas todas...

Domingo, foi o longo de seis horas. No meu velocimetro, que desconfio estar errado, deu 172 km - um pouco menos que semana passada (174 km). Desta vez me preveni com mais glicodry, mas agora até sobrou! Levei também três bisnagas com bananinha, mas só consumi duas. Além de não ter sentido muita falta, meu estômago reclamou um pouco de tanto Glicodry.

Ah, e levei também BCAA como tomar em cima da bike.

Como terei ainda pelo menos dois longos de bike, preciso testar outros alimentos também. Se tudo der errado, fico com o mesmo do ano passado (Glicodry e as tais bisnagas).

Bem, semana que vem os treinos ficam um pouco mais difíceis...acabou de chegar a planilha e segunda-feira são 15 km....

domingo, 25 de abril de 2010

Semana de Treino

Essa semana foi bem positiva - os treinos foram desafiadores e não choveu sábado e domingo.

Os treinos específicos para o Iron, mais pesados, começaram de fato agora.

Algumas pessoas poderiam estranhar, pois muitos já estão na expectativa de aliviar o volume nas próximas semanas.

Segunda-feira, treinos de velocidade - 12 x 800 metros, procurando a melhor média. Ao invés de tiros, preferi seguir exatamente o que o Vinicius pediu. Corri solto, procurando uma velocidade alta, mas relativamente confortável para manter o ritmo do começo ao fim. Além de terminar mais inteiro, consegui ótimas médias (lembrando que não ligo muito para bater record de pace) e o treino foi muito mais prazeiroso.

Terça começa sempre com com o rolo pela manhã, com um treino que consistiu em 15 minutos de aquecimento e 45 Big Gear pesado (cadência em torno de 40 rpms), mas moderado. Também é uma dos meus preferidos, pois não me estressa como os contra-relógios. A noite, 20 x 25 metros, sendo 3 forte e um fraco, mais 200 metros para soltar - isso três vezes - esse já dói, porque eu procuro mando bala - mas termino inteiro.

Quarta-feira, feriado, fui para a rua logo de manhã, fazer 90 minutos - 30 fraco, 30 moderado e 30 forte. O tempo passou rápido, me senti bem e tive o dia inteiro para aproveitar o feriado. Ótimo.

Quinta-feira, rolo novamente - 10 x 3 minutos forte e 90 segundos fácil. Contando com o aquecimento, novamente 1 hora de treino. Sai do treino bastante satisfeito, porque o esforço não estrangula o sistema aeróbico e o tempo de recuperação é o suficiente para você manter o nível máximo de esforço que é pedido durante todo o tempo. A noite, o mesmo treino de terça-feira, que realizei também sem problemas.

Na sexta-feira, o Vinicius resolveu me dar algo mais desafiador. Ao invés de 4 km dividido 8 vezes (8 x 500 metros, com descanso de 45 nos intervalos), nessa semana 4 x 1 km. Fiquei muito feliz com o resultado. Fazendo um esforço moderado/forte, consegui fazer sempre um tempo entre 18 alto e 19 minutos baixo - semana passada, foram pouco menos de 10 minutos para cada 500.

Ou seja, apesar de não ter aumentado meu desempenho, consigo mantê-lo no dobro da distância.

Sábado, antes da minha última aula na PUC esse semestre, fui fazer o longo de 2:30 as 5:00 no Campo de Marte. Como choveu na sexta-feira, temi que tivesse que correr embaixo de água. Mas nada disso aconteceu e estava até quente. Corri com as polainas e gostei do resultado, mas confesso que senti o treino - não foi difícil, só que não me senti confortável na última parte.

Domingo, Riacho Grande para fazer 6 horas de bike. Sai ainda de madrugada e um dirigi meio estressado porque o nevoeiro na Anchieta estava pesado demais, piorando mais quanto mais me aproximava do Riacho.

Quando consegui ver os bares de Karaokê, ufá, que alivio - aliás, tenho a maior simpatia por aqueles bares e o pessoal que freqüenta lá - as vezes, vestuário de triatleta é uma coisa muito estranha, pra lá de afetada, só que lá ninguém mexe com você.

Como também a gente não liga para o fato de cantarem mal pra burro até 6 da manhã, fica zero a zero e tudo bem para todo mundo.

O coach pediu só volume - mas, chegando lá, comecei a pedalar moderado/forte. O motivo foi mais imbecil possível - não queria tomar uma volta de um cara que pedalava com um demônio.

Bom, mas para falar a verdade, não era só isso. Também queria me testar. Se já me considero pronto para nadar no IMB, o mesmo ainda não poderia dizer em relação a 180 km de ciclismo.

Consegui uma média de 29 km/hora o treino todo, completando cerca de 170 km em 6 seis horas - resultado bem superior ao meus treinos do ano passado, quando fazia 160 em 6:20.

O ponto crítico, entretanto, foi o desempenho ruim perto do final do treino em função do desgaste - só me recuperei quando parei, tomei BCAA e comprei duas garrafas de garotade, porque as duas caramãnholas já estavam vazias. Vou ter que prestar mais atenção a alimentação e foi um bom teste para ver que esse ajuste é urgente!

Agora, voltando ao ponto inicial, por quê meus treinos com volume alto começaram mais tarde que ano passado e por quê estou treinando menos? O Vinicius diz o seguinte: primeiro, que em seu primeiro Iron você treina com um louco por medo de quebrar e, segundo, eu devo considerar que já tenho um Iron.

É verdade, eu tenho. Mas como isso funciona? Quer dizer que o condicionamento que obtive nos treinos duros de 2009 ainda está valendo? As coisas são tão cumulativas assim, mesmo quando falamos em um prazo tão longo?

A resposta obtive hoje - ao terminar meu primeiro treino de 6 horas visando o IMB de 2010, tive a sensação de que esse era a continuação do último pedal que fiz no mesmo Riacho Grande de para o IMB 2009!

Claro, terminei cansado e as conseqüências disso nos próximos dias podem não ser boas - mas que fiquei mais confiante, fiquei.

Essa semana, a novidade é que um treino de transição no sábado, já que agora tenho o dia livre. Vamos voltar a USP...




domingo, 18 de abril de 2010

Semana de Treino - Regenerativo Pós-Caiobá

Depois de Caiobá, a planilha do coach recomendava entre day-off até quarta ou duas atividades de 20 a 40 minutos até quarta-feira. Quinta e sexta, qualquer atividade entre 50 e 90 minutos. No final de semana, 2 horas de longo e no domingo 4 horas - ambos sem intensidade, apenas volume.

Fiquei com a musculatura da coxa um pouco dolorida na segunda-feira e terça-feira, melhorando na quarta. Entretanto, tirei os três dias de descanso mesmo. Afinal, fazer força durante mais de 5 horas não é bolinho - mas a gente tende a achar que é, porque a nossa recuperação é fantástica entre os treinos.

Só que pensei que eu deveria considerar que um pouco de respeito pela prova que eu tinha acabado de fazer era bom, principalmente em se tratando de um Meio-Iron.

E o Vinicius disse que seria um descanso físico e mental antes da pancadaria do Florianópolis.

Então tá...

Aproveitei para tirar algumas coisas na frente no Seade, ficando até mais tarde no trabalho para finalizar alguns textos que eu tinha deixado pendentes.

Então, retomei mesmo na quinta-feira. Fiz uma hora de rolo pela manhã, com um pedal moderado. No começo, me senti desconfortável, mas depois de 15 minutos, senti que o condicionamento que levei para Caiobá ainda estava presente e que meu corpo estava mais descansado. Como o exercício era com grau de dificuldade muito baixo, foi excelente.

Fiquei tão animado que fui correr a noite por cerca de 70 minutos no Campo de Marte. Apenas volume, sem preocupação com ritmo e outras tantas coisas mais. Outro ótimo exercício.

Sexta-feira fui nadar, cerca de 2.500 metros. Só um tantinho de intensidade. Eu estava me sentido tão bem que nadava fácil e poucas braçadas já estava do outro lado da piscina.Ahhhh se fosse assim no mar....

Aproveitei para testar o hummer head espelhado que comprei em Caiobá - afinal, quase ia me esquecendo que a gente nada contra sol no início da natação e meu óculos atual não dá conta do recado.

Sábado, tinha que dar aula na PUC e fui para a rua fazer meu longo de 2 horas sem intensidade as 5:30 da manhã. Ver o sol nascer no Campo de Marte (ou na USP) me faz um bem indescritível. Corri sem intensidade (mas não trotei), apenas deixei embalei um ritmo de passadas e deixei que o corpo ditasse seu próprio fluxo. Foi uma daqueles treinos que deixam saudades.

Domingo, fui para o Riacho Grande pedalar 4 horas também sem intensidade e correr mais 30 minutos para soltar. Testei as polainas que ganhei no Kit de Caiobá. Não sei se é efeito psicológico, mas sabe que eu gostei?

Fiz um ritmo moderado/forte até metade do treino. Mas o treino não era esse. Só que tem aquele bendita mania de no Riacho marcar alguém e sair atrás ou não querer que alguém te alcance.

Encontrei a Deise que estava pedalando, feliz da vida pelos 30 km que correu ontem na preparação para a Maratona de Porta Alegre. Foi ótimo, porque desacelerei e fiz o treino com ela, batendo papo.

Já chegou a planilha e vamos para o volume máximo de treino visando o Iron. Apesar de não estar treinando tanto como ano passado (e já saber antecipadamente que isso não vai acontecer), tenho a sensação de estar melhor que em 2009 - mais forte física e mentalmente.

Depois de três provas ruins, acho que Caiobá fez um bem danado: o bom resultado me deixou mais confiante e tanto a prova como essa semana regenerativa dispararam um gatilho que ativou meu condicionamento em outro patamar.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Long Distance Caiobá 2010

Como ano passado, a última prova antes do Iron é o Long Distance de Caiobá.

O Vinicius recomenda essa prova como um pré-teste para Florianópolis. É o lugar para se cometer todos os erros caso você esteja pra cometer algum.

Apesar de ser uma viagem cansativa, é minha prova favorita. Você nada em uma praia que, não importa o tempo, está sempre como uma piscina; a bike é em uma estrada sem aclives fortes e a corrida na orla da praia.

O Bloqueio é eficiente e a população contribui. Tudo é perto e as pousadas são baratas. Você vai e volta a pé para a largada.

A organização da Cia de Eventos é excelente - tem chip, as camisas são lindas e, esse ano, o Célio incluiu polainas no kit.

Fomos para Caiobá no sábado, bem cedo. O Edú, que tinha feito o Iron comigo, não conhecia a prova e era seu primeiro triathlon depois do IMB 2009. Ele estava querendo companhia para fazer a prova, pois vários amigos desistiram em função de contusões - aliás, problema muito conhecido nessa época, quando o pessoal que pagou a inscrição para o Iron começa a sofrer as conseqüências de treinamentos mal planejados - mas isso é um outro problema....

A primeira coisa que mudei em relação ao ano passado é que abandonei a estratégia de Carboloading xumbrega que faço antes das provas pra não quebrar. Ao invés de me empanturrar de massa desde de terça-feira, comi macarrão (integral) só na sexta-feira a noite, almocei e jantei purê com macarrão no sábado. Não fiquei inchado e, com a alimentação na própria prova, deu para o gasto.

Outra coisa importante é que deixei a preguiça de lado e fiz um aquecimento antes da natação dentro da água. O coach sempre recomenda, mas eu raramente faço. Ai foi legal o Edú, que insistiu em um trote e em umas braçadas!

Apesar de ter chovido muito, mas muito na noite de sábado para domingo - a ponto de eu imaginar que iria cancela-lá - a água estava ótima.

A largada foi dada embaixo de uma garoa e um pouco de cerração. Praia Mansa não tem onda, mas tem correnteza. Atingir a primeira bóia nas duas voltas não foi fácil e a corrente me fez nadar mais do que eu precisava. Entretanto, senti que nadei bem, com braçadas curtas para enfrentar as marolas na correnteza e braçadas longas fora delas.

Mas sai da água um pouco ofegante, apesar de crente de ter feito um tempo melhor que ano passado. Quando cheguei na transição...hahaha...muitas bikes estacionadas!

Pensei - tô bem!!!!

O começo do ciclismo não encaixou. Sai com uma relação um pouco pesada e logo o Edú me passou. Tentei mantê-lo a uma certa distância, mas ele foi embora. Somente me senti melhor quando a cadência ficou encaixou e comecei a perceber que treinar com 50 rpms quando a idéia é fazer 70 na prova.

Diferentemente do ano passado, não sofri na bike. Achei um ótimo ritmo e, como sempre, fiz questão de não me apoiar em pelotões, apesar do vento. Fiz força o tempo todo e me alimentei com goiabinha (sugestão do Edú) e Glicodry.

Mas a goiabinha não é muito fácil de comer, não! Muito seca. Colocava na boca e molhava com água. Minha boca parecia aqueles caminhões que fazem argamassa para construção...

Não é nada bonito, mas funciona!

Terminei a bike fazendo uma segunda volta melhor que a primeira. Tive a nítida sensação de que fui pelo menos sete minutos mais rápido que ano passado (esse parâmetro, me foi dado pelo Edú, que fez em 2:23).

Só que, engraçado, quando terminei o ciclismo, na hora que olho a transição...putz....e não é que as bikes estavam todas lá de novo?

"Ué, que catzo é esse? O povo todo passou por mim e eu não vi?????"

Pensei - tô mal!

Quando comecei a correr, as pernas estavam leves. Mas são três voltas de sete quilômetros e o tempo estava completamente mudado! Um sol daqueles!

Nos 3. 500 metros iniciais minha corrida tinha encaixado bem. O Edú achou que eu iria tirar a diferença porque estava correndo rápido, com passadas curtas bem ritmadas, quadril encaixado e ereto.

Pouco depois notei que minha força tinha ido embora. Mas não foi quebra como ano passado. Faltou força nas pernas mesmo....

O que fiz? O que faço sempre - ritmo de passada. Só.

Nada dessas bobagens como repetir para si mesmo "a dor é passageira, a derrota é eterna blá, blá, blá...."

Eu não sei como tem gente que ainda acredita nessa coisa de "força de vontade", "negociação consigo mesmo".

Na verdade, quando você está mal, sua cabeça manda que você pare. E você quer contar com ela para continuar? Na-nani-nanão.....

Deixe seu corpo fazer o que ele está treinado - correr. Confie na mecânica das passadas que você vai chegar....

Bom, viajei. Voltando...

Somente nos últimos três quilômetros finais resolvi fazer força, forçando as passadas para tentar minimizar o prejuízo de uma corrida que achei pífia.

Quando terminei, o monitor da prova estava quebrado. Achei que ficaria entre 5:10 e 5:15. Nem fui conferir o resultado.

Encontrei várias pessoas e o Edú, feliz da vida, me dizendo que tinha feito para 5:05. Confesso que fiquei chateado por conta da corrida e tinha perdido a esperança de melhorar de forma significativa meu tempo.

Parabenizei os amigos e conhecidos e fui embora meio borocochô.

E a volta para SP é chatinha...serra, serra, serra, serra....

Todavia coisas estranhas acontecem....

Quando saiu o resultado, uma boa surpresa: consegui reduzir meu tempo de 5:23 para 5:08!

Nada mal...

Mas, fiquei atônito com as parciais quando comparadas com o ano passado:

2009 2010

Natação: 0:38 Natação:0:39
Bike: 2:37 Bike: 2:37
Corrida: 2:08 Corrida: 1:52

Ou seja, no que julguei que tinha ido bem, necas de pitibiriba!

E, na corrida, que achei medíocre, foi onde se deu toda a diferença!

Nos emails com o Vinicius, ele ponderou que a análise das parciais isoladamente é um erro no triathlon. É possível, segundo ele, que eu tenha saído menos desgastado da bike e tenha feito uma corrida mais inteiro.

Nesse sentido, embora não tenha aumentado minha velocidade no ciclismo, houve um acréscimo de eficiência, o que me possibilitou uma corrida mais eficaz.

Interessante, não?

Sim, mas confesso que ainda estou atordoado. Pois como pode sido minha impressão tão diferente dos resultados que foram mensurados?

Enfim...

Agora tenho uma semana de relax, com treinos de volume apenas no final de semana.

Na segunda-feira, começa a pancadaria...











domingo, 4 de abril de 2010

Semana de Treino

Sem grande novidades essa semana. Mas por sorte.

O Vinicius tem um ótimo artigo na Trisport em que ele comenta, de forma mais sutil, a enorme estupidez que são as sessões de treino em que você faz mais esforço do que deve. E faz uma ótima analogia nesse texto

Visualize você passando uma faca bem afiada na palma de sua mão, CAR....vai doer..
Provavelmente o corte vai ser fundo, você não poderá usar todo o funcionamento de sua mão por algum dias, talvez semanas e uma vez que a cicatrização ocorra, provavelmente fique uma cicatriz como recordação, seja para sempre, ou demore um bom tempo para desaparecer!

...Agora, visualize você arranhando a palma de sua mão com a unha. O arranhão irá deixar um vermelhidão no local, mas amanhã já terá sumido, sua pele terá crescido mais grossa, e você pode arranha-la novamente, e após alguns dias de arranhões moderados, sem fazer nenhum corte muito profundo, mas o suficiente para estimular o processo de adaptação, sua pele só irá ficar mais grossa e dura, até que possa arranha-la de forma mais intensa...

O primeiro exemplo é o atleta iniciante - amador, treinando mais forte (ou longo) do que deveria, quebrando a consistência do seu treino, sem conseguir dar continuidade ao processo de adaptação ao estimulo...O segundo exemplo é o atleta que treina que aos poucos, dia após dia, semana após semana, vai criando uma adaptação ao estimulo...


Pois bem, na segunda-feira tinha havia treino de corrida, 8 x 1.000 metros. Estava com cara de chuva e não daria para correr no Campo de Marte. Ao mesmo tempo, havia um torneio de esteira de 17 km na Runner. Pensei nas palavras da Yeda, que minhas desculpas para não treinar já estavam um vergonha, que uma hora era chegar tarde, que outra era a chuva etc etc etc...

"Por quê não correr na esteira? Participo do torneio e ainda faço meu treino..."

Gênio....

Pois é, o Ironbobo aqui puxou mais do que devia para competir com os outros, usou uma meia froxa e ainda correu com o Maratoner da Nike, que é um tênis estreito para quem tem pesão. Resultado - o esforço muscular foi excessivo e a combinação meia+tênis gerou uma bolha.

Bem, cuidei da lesão no pé para que a bolha não se transformasse em um problema e perdi o treino de quarta-feira, dado que não queria piorar a dor muscular.

Na terça-feira fiz uma hora de rolo leve pela manhã e a noite 3.200 metros de natação, sendo 300 forte, 300 moderado e 300 fraco x 3. A idéia é simular a largada da prova, em que você sai forte e depois entra em velocidade de cruzeiro. Embora eu nunca tenha consigo colocar isso em prática, cada vez mais acho essa estratégia importante porque nadar de forma mais eficiente em grupo.

Quarta-feira, resolvi não correr. Estava com dores musculares, mas a bolha no pé não vingou.

Quinta-feira pela manhã começou com o rolo. Consegui fazer a planilha, porque percebi que a musculatura dolorida não estava sendo exigida no pedal. Mas não exagerei - foram 10 x 3 minutos de Big Gear e 90 segundos de intervalo. A noite, um treino bem interessante: 6 x 50 metros (25 forte e 25 fraco), 100 metros forte com palmar e 100 metros fácil. Isso tudo 3 vezes. O objetivo desse treino é fazer você nadar com os braços cansados, sobretudo com o palmar. Os braços ficam uma miséria, mas você aprende a fazer uso da técnica e o treino é pouco monótono.

Sexta-feira, já estava ok para fazer o longo. O Boss tinha me pedido 2 horas leve, já mirando Caiobá, no próximo dia 11 de abril. Mas, ahhhhhh, eu não tinha treinado na quarta-feira e...bom, fiz o treino da semana passada, 2:20 - 70 fácil, 50 moderado e 10 forte. O importante é que não sentia mais dores e a noto que esse treino não é difícil pra mim - embora o meu pace em esforço moderado seja...digamos...huuuummmm...moderado! (rs)

Sábado, fui para a piscina e nadei 4 mil metros. Novamente, consegui fazer 8 x 500 metros para cada 10 minutos (na verdade, um pouco menos), como na semana passada. Na real, é sempre um pouco mais, porque sempre perco a conta nesse tipo de treino.

Domingo, foi o destino. Mesmo descrente sobre a possibilidade de treino no Riacho depois de tanta chuva no sábado, levantei a s 4:00 e me surpreendi ao ver o céu limpo na madrugada de domingo. Tomei café, me troquei, arrumei a tralha, desci, coloquei as coisas no carro e, na hora que fui ligar a chave, pane total!!!

Voltei e fiquei na dúvida se treinava ou não, afinal hoje seria apenas 4 horas de rodagem leve.

Apesar de ter prometido que iria para rua, não teve jeito, peguei o rolo das 5:00 as 9:00 fiz um treino de giro, sem muito esforço a não ser aquele que esse tipo de treino pede. Depois dos comentários da Claudia e do Vinicius, fiquei mais atento ao joelho, monitorando algum desconforto. Mas felizmente não senti nada....

Amanhã, o carro segue para a Oficina e a Bike para o Marcola.

Essa semana é de preparação para Caiobá, ou seja, treino leve.

Mas depois de Caiobá, começa a fase específica para o Iron.

E eu já sei o que me espera..."LASCIATE OGNI SPERANZA VUOI CHI ENTRATE"

domingo, 28 de março de 2010

Semana de Treino

Nessa semana, a boa nova noticia ficou por conta da natação - na sexta-feira, o que seria um treino de 4 km fraco-moderado virou um exercício moderado-forte e consegui fazer os treino em 1:25, tendo intervalos de 45 segundos a cada 500 metros.

Para se ter uma base, ano passado fazia esses treinos para 1:50.

O que notei é o seguinte: na natação, tô pronto! Estou nadando três vezes por semana com muito palmar e me sentindo bem preparado faltando ainda 2 meses para a largada do Iron.

Significa que vou fazer a natação em 1:15? Não!!! Tirando o caso daqueles que são realmente muito preparados para nadar, no mar você não controla todas as variáveis. O que eu penso é que vou entrar e sair de lá em boas condições. Se repetir o tempo do ano passado, que foi exatamente 1:25, está ótimo!

Mas a semana começou com um day-off na segunda-feira. Por quê?

É engraçado, eu tenho uma mania de sair para correr as 19:00 ou mais cedo. Se chegar as 19:30 em casa, não vou mais....

Na terça, rolo pela manhã, com um "treino de qualidade" que está entre meus preferidos: 15 minutos de aquecimento e 30 minutos, sendo 1 forte e 1 fraco. Você consegue fortalecer as pernas, sem estressar o sistema cardio-respiratório. A noite, 3.200 metros progressivo, com intervalos de 800 metros com palmar ou palmar com pulbóia.

Quarta-feira, achei o treino de rua ótimo também: 8 km de corrida progressiva - primeiro, 1 x 4 km, depois 2 x 2 km e, por fim 4 x 1km forte. A variação de distância e intensidade tira a monotonia dos treinos.

Quinta-feira, um treino de 30 minutos pela manhã, sendo 15 moderado e 15 Time Trial. Fácil, não? 15 minutinhos forte. Pois é....Esses errei na intensidade e esses 15 minutos em ritmo forte me deixaram mal!!! A noite, já recuperado, fui para a piscina, fazendo um treino de 2.200 de natação intervalado com palmar. Estou nadando tanto de palmar que quando acordo sinto falta deles...(rs)

Na sexta-feira, ocorreu o treino de natação que comentei logo no início do post.

Sábado, sai para correr 2:20, também progressivo. E sai bem cedo, porque não vou de carro e não posso me enfiar no carro depois e ligar o ar condicionado para me recuperar, né Yeda??? :-))
Foi tranqüilo e fico bastante feliz por não estar mais sentido aquela sensação horrível de começo de treino, quando o corpo não quer correr...

Domingo, acordei as 4 da matina decidido a ir para o Riacho Grande. Olhei o Céu e cometi dois erros crassos: primeiro, sentei no sofá e, segundo, comecei a pensar.

E a gente não pode pensar. O relógio toca, você se veste e vai embora!

Só que fiquei especulando que chegaria no Riacho para começar a pedalar as 6:00 e terminaria as 11:00. Correria 30 minutos e voltaria pra casa. Com sorte, estaria almoçando as 13:30.

Com o rolo, começaria a pedalar as 5:00 e as 9:00 estaria tudo resolvido. Tomaria uma ducha e teria o domingo de manhã para ver minha sobrinha, ler os jornais e almoçar com meus pais!

E, isso, sem ter que tirar o carro da garagem!!!!

Não tem lógica?

Ai, não deu outra. Montei o rolo e fiz lá minhas 4 horas em Big Gear assistindo televisão e transpirando bicas.

Mas depois de Caiobá, isso muda...

Tem que mudar!!

domingo, 21 de março de 2010

Semana de Treino

Essa semana, tal como a anterior, treinei todos os dias. Portanto, mais de duas semanas descansando por meio dos próprios treinos.

Na segunda-feira, corrida - 40 x 200 metros no Campo de Marte. As corridas mais curtas e mais intensas são uma forma de recuperação depois dos longos de endurance no final da semana. É o tal de "descanso" que mencionei acima. Você pensa que não dá, porque você vai estar cansado e com as pernas fracas. Mas sempre é impressionante como o corpo responde bem.

Na terça, como sempre, fiz rolo na bike, quatro minutos forte e um fraco durante 45 minutos. Outro treino intenso. As pernas respondem bem, mas esse treino dói. A noite, 2.800 metros de natação, sendo 2 x 600 metros solto com pulbóia, 2 x 200 com pulbóia e palmar e 4 x 100 forte sem nada. Tranquilo.

Quarta-feira, voltei a correr no Campo de Marte. Foram 12 km divididos ou 6 x 2 km. Moderado. Também tranquilo e menos desgastante que semana passada.

Quinta-feira, já começa com o tradicional 20 moderados e 20 TT no rolo pela manhã e em Big Gear. Esse treino é bastante desgastante, mas estou dosando um pouco para não capotar no chão da sala no final dos Time Trial. A noite, natação - quatro séries de 6 x 50 forte e 200 solto com pulbóia.

Sexta-feira, natação de novo - um longo de 3.2 km ou 8 x 400 metros, de fácil a moderado. Ninguém na piscina da Runner. Esse é o tipo de treino que você esquece do mundo...

Sábado, como tinha que dar aula na PUC, pulei da cama muito cedo para um longo de 2:15 minutos, progressivo. Sai para correr as 5:30 e, pela primeira vez em semanas, não senti aquele desconforto habitual nos primeiros 20 minutos de treino. Pelo contrário! Estava fácil correr e senti minhas pernas muito soltas.

Domingo, levantei as 4:00, arrumei tudo, coloquei as coisas no carro. Olhe a rua, molhada. Mas achei que fosse uma pancada de madrugada. Sai para o Riacho Grande, dei meia volta no quarteirão e retornei. Estava chovendo ainda!

Antes, teria voltado para a cama. Mas se você tem um rolo...bom, a idéia é usá-lo. Antes que pensamentos tipo "vou tirar só um cochilo" me convencesse a adiar o treino, armei o rolo na sala, liguei a televisão e lá se foram 4 horas de treino em Big Gear.

É um treino duro fisicamente, mas muito pior mentalmente. Mesmo com televisão, tem uma hora que você quer parar de qualquer jeito - mas ai pesa o fato de que, se você para, a dor do arrependimento vai durar o dia inteiro. Então melhor pedalar o que falta para não estragar o domingo.

Simples assim....

domingo, 14 de março de 2010

Semana de Treino

Essa semana consegui treinar todos os dias. O dado interessante foi que o de quarta, basicamente uma corrida moderada de 12 km, acabou comigo. Faço o mesmo volume com ritmo intenso nas segundas e, não é que não dói, mas não mata. Esse que era para ser mais tranquilo...

Comecei a semana com um treino de tiros de 800 e 400 metros no Campo de Marte, em um total de 8 km. Já me convenci que não adianta tentar atingir uma grande velocidade, então nem sofro mais quando olho o pace desse treino. Eu vou lá e faço, tentando dar passadas curtas e rápidas.

Na terça, começa o dia com um treino no rolo, também intenso: 3 x 15 minutos com 5 de descanso. Estou conseguindo fazer sem me matar tanto, porque a tendência é você errar na dosagem, começando bem e terminando mal. Serve bastante para melhorar a percepção do esforço (entre outras coisas). A noite, fui nadar 2 km, mas o treino mesmo consiste em 1.500 metros, divididos em 60 x 25 metros, sendo 3 x 25 forte e 1 fraco.

Bem, quarta-feira era dia de 12 x 1 km, moderado. Depois de 2 dias de treinos intensos, uma pegada mais leve certamente iria me fazer bem. Mas não foi nada disso.

Quando acordei na quinta, depois do treino dito moderado, estava bem cansado e tinha que subir na bike para fazer 20 minutos moderado e 20 forte (Big Gear). Pensei que não fosse aguentar, mas deu para cumprir a planilha. A noite fiz uma natação bem curta, só 1.500 metros, sendo apenas 300 metros forte.

Sexta-feira, voltei para a piscina a noite e um volume maior - 3 mil metros, moderado.

Sábado, como gosto, 5 horas estava pedalando na USP para fazer 4:30 de bike, sendo a última hora na cadência mais pesada. Coloquei um pequeno computador na bike para observar minha cadência e fiquei bastante satisfeito por alcançar a 70 rpm como média. Mas uma bermuda mal colocada me assou e gerou uma espinha na perna. Terminei o treino em um desconforto daqueles - quando você roda duas horas, esse tipo de coisa não incomoda, mas estamos falando de 12o km...chiiiii.

Aliás eu sempre comento isso para quem vai fazer o Iron - um detalhe, como o óculos sem ajuste, uma bermuda mal colocada, uma caramãnhola chata, etc etc etc...quando você vai pedalar 180 km deixa de ser um detalhe e vira motivo de stress que pode prejudicar sua prova de um jeito que você não imagina.

Terminei a semana correndo 2:15. Fui no Campo de Marte, mas estava fechado por conta da Fórmula Indy. O jeito foi correr nas ruas de Santana - o que, certamente, prejudicou muito a qualidade do treino, que foi dividido em fraco, moderado e forte.


domingo, 7 de março de 2010

Semana de Treino Pós-Internacional de Santos


Naturalmente, essa semana seria de treinos regenerativos em função da prova de domingo.

Mas as seqüelas decorrentes do tombo mudaram os planos. Foi uma semana com poucas atividades e de forma um pouco irregular.

Foi espantosa a velocidade de recuperação das escoriações da pele. Em apenas cinco dias as marcas sumiram e na sexta-feira fiz um treino de natação: 8 x 50 metros forte e 2 km forte/moderado com palmar e pulbóia.

Antes disso, treinei apenas na quarta-feira, fazendo 50 minutos de rolo leve. Por quê não corri ou pedalei mais?

Simples: dores musculares. O coach comentou que isso seria natural, pois no momento da queda seu corpo enrigesse a musculatura para proteger os órgãos internos. Esse processo é tão violento que fiquei sentido dores nas pernas a ponto de não conseguir levantar o joelho.

Como levei a bike para o Marcola, não me animei em ir na USP sábado pela manhã sem a Fuji. Resolvi fazer um pedal mais pesado no rolo durante três horas dentro do apartamento. E, por sorte, pois choveu muito em SP e teria sido um treino perdido ter ido até lá.

No domingo, a Yeda me convidou para correr e Meia-Maratona de SP (foto). Como estava disposto a fazer um longo, aproveitei a companhia para treinar. Fizemos uma corrida leve, pois ela já tinha corrido 24 km no dia anterior e eu não tinha experimentado correr depois de domingo.

A partir de amanhã, as coisas voltam ao normal. Ainda restam algumas escoriações mais profundas na canela e no pé, mas nada que vai me impedir de treinar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Internacional de Santos 2010

Na semana do Internacional, gostei do taper que o Vinicius me passou - treinei forte até terça-feira, com corrida na segunda-feira a noite, bike na terça pela manhã (cerca de um hora, com 5 minutos forte e 2 de descanso) e natação (tiros de 25 metros).

A partir de quarta-feira, uma corrida leve de 45 minutos. Corri um pouco na chuva leve do fim da tarde. Nossa, como foi bom, tanto pela não trote leve quanto pelo refresco naquele calor. Foi simplesmente perfeito.

Na quinta,day-off. Na sexta-feira, tinha opção de nadar - mas por compromissos optei por não fazer nada. No sábado, fiz um corrida leve ao invés de bike, porque a magrela estava na revisão.

Foi a primeira vez que não precisei descer para pegar o kit, coisa que, entre sair do apartamento, chegar em Santos e voltar, já me levou 5 horas, como aconteceu em dezembro. O Edú, que desceu um dia antes, me fez a gentileza de fazer isso e pude realmente descansar.

No domingo, levantei as 4 da manhã. As 6 horas estava estacionando o carro sem problemas perto da largada do Internacional. As 7:00 peguei o Kit com o Edú, que estava com a Guga e a Claudinha, da turma dos twittersrun.

Encontrei muita gente por lá: Laurinho e a Margarete, Marcelo, Jorge, Julius e ainda conheci o Eduardo, de Minas - ficamos ali batendo papo sobre a prova.

Na natação, diferentemente do TB de dezembro, estava muito fácil. Eram 1.500 metros (ou mais, segundo alguns) em apenas uma perna. Tive problemas apenas para achar as bóias, mas no geral nadei razoavelmente bem e devo ter feito para 34 minutos ou 35 minutos.

Mas minha prova terminou na bike. Nunca tinha abandonado uma prova, mas desta vez não tive opção.

Como escrevi para o Vinicius:

No começo da bike, naquele trecho do Centro, um sujeito que estava passeando de bicicleta na prova me deu uma fechada.

Ele foi da direita para esquerda no momento em que eu tirei para a esquerda para ultrapassar um triatleta que estava na prova.

Eu vi dois ciclistas na minha frente, mas não tinha idéia que o primeiro era um cara que estava pedalando por lazer!

Nossa, que susto!!!!!

Apertei o freio com força, a bike derrapou e não teve como não tomar um puta capote. Fui parar perto da calçada!

Ralei o braço, tronco e braço direitos feio. Nas canelas, machucou um pouco também, mas nada demais.

Ai, olha só: o cara que me fechou se jogou no chão e fingiu que tinha desmaiado. Quando o povo levantou ele...bom, ele estava bêbado!

Até o pessoal mais humilde que estava vendo a prova foi pra cima do sujeito e do guarda da CET, porque ele não podia ter deixado o fulano pedalar ali.

Fiquei no chão uns 5 minutos só pelo susto. Levantei e estava tudo queimado, muito vermelho.

Tentei voltar, mas a bike tinha alguma problema no câmbio e o manete do freio entortou. Impossível.

Eu sei, acontece. Faz parte. Só que dói ficar de fora...

Mas, putz...bola pra frente, vai...

De repente, vendo o lado positivo das coisas, essa semana eu posso continuar treinando normalmente ao invés de descansar.

Faltando 90 dias para o Iron, uma semana faz diferença.




domingo, 21 de fevereiro de 2010

Semana de Treino

Mais um relato de uma semana que, de carnaval mesmo, não teve nada do se convenciona chamar de "folia"!

Ou seja, tirando o combinado de segunda-feira, nada mudou em relação aos treinos. Foi interessante, entretanto, porque eu apenas treinava e tinha o dia inteiro para não fazer nada, somente descansar.

Parece um Vidão!

Parece....

Bom, na segunda-feira fui para o Riacho Grande fazer 60 km de bike e 10 km de corrida. Apesar de estar programado como um treino moderado, eu mandei bem no ciclismo. Pensei que iria sofrer no trajeto cheio de aclives do Riacho, mas me senti muito bem e pedalei com vontade. Na corrida, a coisa pegou um pouco, menos em função do pedal e mais pelo fato de que correr...não tá confortável, como já acontece a semanas.

Na terça-feira, fiz 25 x 400 metros no Campo de Marte. Melhor média possível. Eu acho esse treino mais fácil que os longos "fáceis". Só que me sinto correndo dentro de uma piscina. Eu faço o treino, alta cadência de passadas, mas velocidade já virou uma coisa secundária. Nem esquento em registrar nada, apenas vou lá e faço o melhor que dá para fazer.

Quarta-feira, pensei em fazer 1:30 progressivo. Pensei em fazer esse treino a noite e aproveitar o último dia de descanso para dormir até mais tarde. Mas, vem cá: com esse calor, quem consegue? Ai fiz de manhã, bem cedinho e antes que o sol entrasse a pico. O começo é sempre duro, mas vai melhorando até o final do treino.

Quinta-feira, comecei com rolo pela manhã: 20 minutos de aquecimento, 20 moderado e 20 forte. Apesar de não gostar muito de pedalar forte, treinar na bike road com clip no rolo permite que eu respire melhor e o treino não fique tão sofrido assim. A noite, fui nadar, 21 x 100 metros (fácil/moderado/forte). Meus braços estavam mais descansados em função da quebra dos treinos na piscina no carnaval - e eu estava precisando de uma pequena pausa mesmo

Sexta-feira, outra vez natação: 8 x 50 metros forte e 2 km TT com palmar e pulbóia. Ainda um pouco mais descansado, esse treino rendeu mais que semana passada. Só que nadar de palmar é uma coisa realmente dura. É pura musculação na água. Se você não coordena direito a braçada, principalmente quando está cansado, pode se machucar.

Sábado, dia lindo, fui para USP fazer as 4 horas de bike e 40 minutos de corrida. Como sempre, cheguei cedo e comecei as 5:00 - mas um pneu furado e um pequeno acidente com o Jorge (o selim dele caiu...) fizeram com que eu parasse e fizesse um treino meio quebrado nas primeiras duas horas. Depois se segui 1:30 de pedal moderado, que eu tenho a mania de fazer moderado-forte. Foi duro. E o fato da usp estar lotada, com muitos corredores, carros na raia etc etc etc...me deu um certo stress. Gente correndo ouvindo música totalmente desatenta e carros fazendo manobras onde se anda de bike são um convite para um acidente. Mas, mesmo assim, me concentrei e fiz o treino. Na corrida, fiz um pace moderado porque me senti bem.

E, domingo, duas horas de corrida no Campo de Marte. Uma hora fraco, 40 minutos moderado, 10 forte e 10 fraco. Aproveitei que o horário de verão acabou e as 6:30 estava lá na rua. Meu Deus, mas como foram complicados os primeiros 20 minutos! Aquela sensação que apenas iniciantes em corrida tem o hábito de sentir. E aquele sol! Quando terminei a corrida, cheguei em casa e realmente a endorfina compensa tudo, mas que depois eu fico pensando como triathlon é duro - tem uma lógica que, realmente, você vê que consegue treinar todo dia. Só que isso não é para quem tem "meia vontade", "meia disponiblidade"....

Você perde até mesmo aquela coisa de "negociar" com você mesmo. O despertador toca, você levanta e vai.

E, olha, pensando que tem (muita) gente com carga semanal maior que a minha, não dá para pensar: eu sou o máximo!!! :-)))))

Mas isso é um outro assunto....

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Semana de Treino

Semana passada, antes de carnaval, encaixei uma boa semana de treinos. Consegui evitar contratempos e a chuva.

Segunda-feira, 25 x 400 metros para cada 2:15. Moderado forte. Como calculei um pouquinho mal a distância, mesmo utilizando o Google Earth, esse treino ficou difícil. Foram quase que 10 km ininterruptos, pois os intervalos mal davam para respirar. E esse negócio de moderado forte...bom, eu sempre que vejo a palavra forte, é forte mesmo....(rs)

Já na manhã de terça-feira, rolo. Foram 8 x 5 minutos de moderado a forte com 5 minutos de intervalo. Como minha bike de triathlon estava na oficina, usei a Pinarello com clip. Estranhei um pouco, mas confesso que funcionou bem, pois a respiração ficou mais fácil. Outra coisa importante é que foquei mais na cadência mais rápida, tentando alcançar 70 rpms - o que foi impossível. Percebi que pedalo bem com 65. Faço força, mas não é fico estatelado no chão depois do exercício, como nas outras semanas. A noite, natação 8 x 50 metros e mais 2 km TT com palmar e pulbóia. Parece fácil, mas os braços vão para o espaço logo no começo do Time Trial e você tem que nadar do jeito que dá - e nem foi o pior dia da natação!!!

Na quarta-feira, progressivo de corrida 30 fácil, 30 moderado e 30 forte. Como sempre, o início da corrida é um sacrifício, mas o desconforto é inversamente proporcional a intensidade. Sei lá o que acontece....

Quinta-feira, rolo novamente. Apenas 40 minutos, mas 20 moderado e 20 forte no coroão. É o treino que eu teoricamente detestaria, porque já cheguei a passar mal tentando ao exagerar nos 20 forte - muitas vezes, não consegui terminar. Mas, ao aumentar um pouco a cadência, o sacrificio ficou na medida e nem cheguei a chorar no final....A noite, mais natação - 20 x 50 (25 forte, 25 fácil) e mais 7 x 200 com palmar e pulbóia. Terminei o treino com os braços muito cansados.

E, mesmo cansados, fui nadar na sexta-feira - 15 x 200 fácil a moderado, mas sem material de braço. O Vinicius programou direitinho porque, se tivesse que fazer com palmar, eu não conseguiria nadar, porque já foi difícil nadar sem nada, imagine fazendo força...

Sábado, 4 horas de pedal na USP mais 30 minutos de corrida solto. Como encontrei o Chico no final do treino, foram 4:16. Foi um bom treino, mas senti que se fizesse duas vezes 20 minutos de TT, meu gás acabava. Então, forcei algumas vezes, brinquei de fazer algumas perseguições, mas sem muitas pretensões. O importante, mesmo, é que esse exercício é também importante do ponto de vista psicológico, porque aja saco para ficar dando voltas na raia da USP esse tempo todo!

Outra coisa que vale a pena citar é que, apesar de ter treinado na Pinarello durante a semana, isso não atrapalhou o pedal com a Fuji. Aliás, minha relação com essa bike está cada vez melhor, sem dores ou desconforto...

Domingo, fui fazer duas horas de longo:60 minutos fácil, 50 moderado e 10 forte. Como sempre, o começo é bem complicado, vou bem fraco na primeira hora, porque está realmente desconfortável correr aos domingos. Mas, vá lá, ficou mais tranqüilo correr moderado e ao terminar forte nem acredito que tinha conseguido terminar o treino tão bem - pelo menos se eu considerar o jeito que comecei...

Como disse para o Vinicius, cansou - nem tanto pelos treinos tomados individualmente, mas pelo acúmulo. É importante notar que na metodologia do Ironguides não tem day-0ff, porque os treinos mexem com diferentes sistemas. Se um dia você trabalha o sistema cardiovascular, no outro será força. Se um dia é endurance, no outro é intensidade.

Day-off fica por conta dos imprevistos. Como esses não ocorreram, todo o dia é dia de treino e você tem que se recuperar entre eles...


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Treino da Semana passada

Bom, eu tô postando sempre atrasado, né...

Mas vamos lá!

Semana passada, o diacho da chuva me pegou no caminho para casa justamente na segunda e quarta, dias de corrida.

Então meu treino começou na terça, com um treino curto e intenso de bike no rolo pela manhã. O Vinicius está pedindo cadência de prova, com tiros curtos de 3 minutos e descanso de um e meio. O treino não dura uma hora, mas pega bem! Já a noite, 2 km de natação, sendo 40 x 25 metros (tiros) e, depois, 900 com palmar e pulbóia. Treino sem dramas!

Na quarta-feira, vi que não ia correr de novo e aproveitei para fazer o treino de quinta-feira de bike nesse dia, a noite. Rolo novamente! Depois de 15 minutos de aquecimento leve, 6 x 5 minutos Big Gear moderado. Parece bico comparado aos treinos de intensidade. Até é...mas não significa que é tããããooo tranquilo assim.

Na quinta, fui nadar a noite. 8 x 400 metros moderado, sem palmar. Treino legal.

Ai, sexta-feira ao invés de nadar, fiz corrida na esteira. Oito tiros de 800 metros. Foquei nas passadas mais que na velocidade.

Sábado, 5:00 da matina estava eu no pedal na USP para fazer 3:30 0- o Vinicius está, aos poucos subindo esse volume e estou conseguindo um bom condicionamento mental para aguentar todo esse treino só na raia da usp. Ajuda muito o fato de ser, para mim, um privilégio poder pedalar a noite e ver o dia amanhecer em cima da bike. Não me canso de escrever isso. No começo parece um sacrifício levantar da cama tão cedo, mas a paz de pedalar no final da noite, praticamente sozinho, pra mim é sensacional.

Domingo, fui fazer 1:50 no Campo de Marte. Mas por pouco não fui -0 além do sol, do cansaço do treino da usp, uma gripe parecia que vinha a cavalo. Mas não veio. Como tirei o pé das corridas na semana, o começo foi mais fácil, mas não me senti tão bem...Fora isso, os dedos do pé direito doeram (e estão doendo), provavelmente porque troquei os cadarços do Newton. Preciso pesquisa isso melhor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Semana de Treino - a última de janeiro

Bem, parece praga, mas segunda-feira ou chove, ou chove ou...chove! E não dá nem para ir para a academia!

Comecei o treino na terça-feira, com um bike no rolo pela manhã e natação a noite. A bike foi bem interessante: treino curto, de uma hora com 2 x Big Gear e 1 vez com cadência de prova. Você, cansado, treina forte, mas sem conseguir se exaurir justamente por contado do desgaste inicial de pedalar com cadência pesada - o Marc Becker escreveu sobre isso na Triathlete Magazine. Bem interessante. A natação foi com intensidade variada, com períodos fracos, moderados e fortes e termina com 900 metros com palmar e pulbóia - esse eu tiro de letra!

Na quarta-feira, deu cara correr no Campo de Marte - ai fiz o treino de segunda. Tiros de 800 metros e 200 de trote - dez vezes. Esse treino eu gosto, mas dói!

Quinta-feira,outra vez um treino no rolo pela manhã e bem curto, começando com um TT de 15 minutos e mais 15 Big Gear. Bem, a primeira parte eu detesto, porque treino de intensidade dói e a minha capacidade de sofrer é muito pequena - eu não ligo para treinos longos, mas esse negócio de intensidade...púúúútzzz...A noite, natação 10 x 300 metros com palmar e pulbóia - treino já clássico!

Sexta-feira voltei para a piscina para fazer 30 x 50 metros, 2 forte um fraco com palmar e pulbóia - depois do treino de quinta, seu braço não presta para muita coisa. Com o palmar, então, xiiiiiiii.....

Sábado, eu quase, quase, quase troquei pela rolo em casa. Mas os sites deram que iria fazer sol pela manhã. As 5:25 comecei um pedal de três horas. Bom, previsão, você sabe...previsão é previsão...Eu olhava para o céu e só pedia "ah, não, não vai chover agora...só mais uma voltinha!" Isso foi o treino todo - e choveu, teve garoa, teve sol, choveu de novo...Mas deu para treinar e, foi bem legal fazer um TT com o Edú_Três_Meios, ele manda bem foi bem divertido seguir o cara.

Domingo, meu corpo não queria levantar da cama e muito menos correr. Eu sentia vontade de dormir mais....Mas, fui eu lá treinar no Campo de Marte: 50 minutos fraco, 40 moderado e 10 forte. Foi hiper/super desconfortável nos primeiros 30 minutos...eu achei que iria parar. Eu estava trotando e até aquela dor lateral de iniciante eu tive! Bom, mas sou teimoso e quando começei a correr de forma mais moderada, melhorou e, quando corri forte, foi melhor ainda. Ou seja, todo domingo está assim: o desconforto é inversamente proporcional ao esforço!

Outra coisa é que passei sábado e domingo comendo muito! Eu estava parecendo um Ogro! Mas não estou engordando. É como se meu corpo precisasse de energia e dormir, dormir, dormir....