quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Conta a história que uma vez perguntaram para Napoleão Bonaparte por que ele dormia apenas 4 horas por noite e ele respondeu: "Enquanto estou dormindo não posso desfrutar das glórias de ser o Imperador da França."


Enquanto não somos imperadores de alguma coisa, desfrutemos das glórias do esporte, bem cedo pela manhã.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Semana de Treino

Apesar de menos intensos, os treinos dessa semana exigiram mais do lado mental, sobretudo os de sexta-feira e domingo.

Na segunda-feira, o treino de esteira com períodos de 8 minutos moderado com 2 de trote x 4 foi tranquilo, o que não signfica necessariamente "fácil", pois ao final se sente o esforço acumulado. Coloquei 11 km/hora como moderado, que é basicamente a velocidade de cruzeiro que estou fazendo nas provas mais longas.

Na terça, a natação foi bem dosado, com períodos mais moderados com mais intensos, totalizando cerca de 2.000 metros.  Treinos intervalados são mais intensos, mas compensa o fato de não serem monótonos. Na aula de spinning, aula de resistência de força.

Na quarta-feira, eu e a chuva temos um compromisso - ela fica me esperando no portão do prédio e saímos para correr juntos...Já nem ligo mais: olho para o céu  e saio para treinar. Gostei bastante do treino, sobretudo na parte mais "moderada" dos últimos 30 minutos - sinto que meu corpo responde bem mesmo depois de uma hora de atividade. O único ponto negativo é que correndo mais rápido tendo a me soltar e não fazer 90 passadas, ainda que não fiquei longe disso (entre 87/88). Preciso melhorar isso.

Na quinta-feira a aula fiz um Time Trial de 30 minutos em bike estacionária. Me concentrei ao máximo e me imaginei no Coroão. Para variar um pouco o ritmo, simulando subidas, segui a música da aula de spinning, mas o ritmo foi bastante regular, com poucas variações. Como o treino era relativamente curto, foi fácil vencer a monotonia - mas ela estava lá! Fosse no Riacho Grande, esse treino seria fantástico. Na Trisport, o Vinícius sugeriu fazer isso disputando com os amigos. O pessoal adorou, mas a noite não temos como pedalar juntos ou fora da Runner. Bem, mas ao final terminei o treino um pouco ofegante, mas não tenho certeza se poderia ter dado mais. É um ótimo exercício para melhorar a própria percepção do corpo e do esforço que ele é capaz de fazer.

Na sexta-feira, 30 vezes 100 metros. Fazia tempo que não nadava 3.000 metros, mas foi ótimo. Nos primeiros 1.000 metros fiz uma puxada forte, o que deixou meus braços cansados - certamente, um erro de dosagem. Mesmo assim, consegui terminar o treino tranquilo, mesmo com os braços mais pesados.

No sábado, um ótimo treino de bike e corrida, mas com esforços diferentes. O Vinícius pediu moderado, no coroão. Como estávamos em três, (eu, Tiago e Daniel) o ritmo foi excelente e me senti muito forte - dado o número de vezes que o Tiago me chamou de cavalo e pediu para ficar no ritmo,  fiquei feliz (rs). Entretanto, na primeira hora sentí um pouco o esforço e, na segunda, fiquei apenas girando pesado - o que garantiu uma boa velocidade de cruzeiro. Depois, enquanto o Tiago foi remar na raia, o Daniel seguiu comigo na corrida e fiz um ritmo um tanto mais leve que sábado passado. O Daniel, por outro lado, ficou um bagaço e nem ligou para pedalar domingo, como ele pretendia.

No domingo, sem companhia, teria que fazer 4 horas de bike. Quando tentei fazer 3 no Riacho foi um parto, mas o treino da semana passada na Bandeirantes também não foi bom. Entre os dois, optei pelo Riacho, porque na Trisport o Vinícius falava na importância de pedalar no clip e, na Bandeirantes, isso é complicado. Mesmo sabendo que seria dificílimo pedalar 4 horas em um circuíto de 16 kilometros em função da monotonia, acordei (assustado pelo despertador e ainda com sono) e fui para lá.  

Fui o primeiro a chegar, as 6:15 e comecei o pedal 6:30. Estava completamente só, até chegar o pessoal da Find, meia hora depois. Um alô aqui, outro com a Dayse, eles continuaram em ritmo mais rápido, porque iam dar apenas 3 voltas. Eu fiquei para trás. Na primeira hora, passa rapidamente, mas depois a tendência é ficar olhando para o relógio e a partir dai tudo fica mais difícil. 

Outra problema é que estou tão acostumado com o Big Gear que o que seria um treino para fazer facilmente, em certos trechos fica difícil porque eu tendo a não mudar a marcha. E, no Riacho, a volta tem boas sudidas! 

O resultado é que fiquei com a lombar dolorida, bem como uma dor aguda entre o pescoço e o ombro. Fui lidando com isso durante o pedal - a dor da lombar desapareceu, enquanto a da parte de cima melhorou com pequenas massagens.

Apesar de ter pedalado 4 horas, a quilometragem não foi alta - não sei se dei 5 ou 6 voltas. Como a declividade é irregular, não sei se estou bem ou mal em termos de desempenho - mas se eu tivesse que fazer 180 km, como tenho que fazer em Florianópolis em maio, não daria. Talvez eu tenha que aprender a fazer um pedal "fácil" de forma realmente fácil.

Mas terminei esse treino bem. O dia estava bonito, o sol deu as caras logo cedo, mas não fez um dia insolarado o tempo todo. Muitos pelotões e ciclistas, triatletas fazendo treino de transição. Tudo muito colorido. 

Daqueles dias que vale a pena vencer o cansaço e sair para treinar... 


domingo, 18 de janeiro de 2009

Semana de Treino

Mais uma que estou aprendendo - se você acha que começo de temporada é aquela hora de fazer treinos de base, como treinos aeróbios, extensos mas leves, sem muita intensidade.... tenho a impressão que para o Coach não é bem assim...

Bem - pelo menos quero acreditar que essa semana não foi um "treino de base", porque se foi nem quero pensar no que vem por ai....

Começou com um treino forte de esteira na terça, sendo que o período principal eram 3 minutos forte e 1:30 fraco dez vezes. Sai da esteira sentindo o esforço....

Na terça, natação e spinning. A natação, treino de velocidade com 75 metros forte e 25 de descanso. No spinning, coração na boca....

Na quarta-feira, o longo de 1:4o. Sem problemas, não fosse a chuva...digo, tempestade! Vi uma frase bem interessante sobre o assunto - correr na chuva é um evento em que você econtra gente como você - e é verdade...afinal, quem é que sai para correr a noite com um temporar na cabeça?  Encontrei apenas dois corredores na rua. 

Outro detalhe é que correr na chuva é uma transgressão infantil. Toda hora ou achava que minha mãe fosse sair de trás de algum lugar para dizer: "Meniiinooooo sai dessa chuva!!!!!" (rs).

Na quinta, um treino com períodos de cinco minutos fortes de bike indoor e dois minutos. Fiz o treino, mas confesso que não acertei o ponto. Não conseguia terminar com a carga que começava...

Sexta-feira, natação. 2.400 metros divididos em 3 etapas de 800, sendo o último forte - que fiz de forma bem sofrida.

Sábado na USP, um treino mais agradável - 1:45 de bike moderada e 60 minutos de corrida. Apesar de ter dormido muito mal, foi perfeito, sobretudo a corrida, que parece ter me" descansado". 

No domingo, rodagem na Bandeirantes - senti muito o desgaste da semana e não consegui fazer 3:30, mas 3:12, com uma quilometragem baixa - chegui apenas no retorno de Itupeva e voltei.

 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

De volta as treinos

Semana passada, a retomada dos treinos visando o Iron em Maio.

Uma coisa eu já notei: não vai ser fácil. Não tem mais day-off e, apesar da intensidade menor essa semana, os treinos são retomados exatamente de onde paramos, sobretudo no final de semana.

Outra coisa o Vinícius introduziu uma nova programação semanal. Vamos a ela:

Segunda-feira, treino na esteira com variação de aclividade. Cerca de 50 minutos. Achei o treino forte, mas suportável, com período de intensidade e recuperação bem dosados. 

Na terça, natação e spinning. A natação, 20 séries de 100 metros, com palmar e pulbóia. Sem problemas. A aula de spinning, como sempre, muito forte, sempre focado no trabalho cardiovascular.  

Na quarta, longo de uma hora e meia de corrida. Um erro bobo na alimentação fez com que não me sentisse bem. Ao chegar em casa, estava desfalecendo de fome e, sempre que isso acontece, a gente faz bobagem - no meu caso, foi uma pizza de atum quase inteira. Depois, o arrependimento...

Na quinta, trabalho de bike indoor, mais ou menos três horas. Novamente, trabalho de força bem dosado. Sem problemas.

Na sexta-feira, natação. 2.400 de fácil a moderado - sexta será sempre o swin day.

No sábado, uma tortura - levantei as 4:30 para andar de bike no Riacho, mas começou a chover as 5:30. Decidi cancelar o treino e ir para a Runner, fazer 1:30 de bike indoor e mais 40 minutos de corrida, mas na esteira. Além do desgaste mental, uma forte desidratação em função do calor. Mas cumpri o treino e fui tomar Açai...muito bom!

Domingo, como ia treinar sozinho, decidi ir para o Riacho Grande. Comecei o pedal as 6:30 da manhã.  Mas fazer 3 horas de bike, sozinho, traz também um desgaste forte - além disso, senti a coxa, mas normal, apenas esforço.

Mas, nessa semana, pretendo mudar treinar no sábado no Riacho e, domingo, ir para a estrada...Vamos ver.... 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Off-Season Segundo o Coach





"Quanto mais para trás você anda, mais espaço terá para correr e mais longe vai pular" 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Uma opinião de peso...

Cara, estou boquiaberto e nunca hei de boquifecharme. Nem parece que o Vagner está escrevendo isso.
E eu nem deveria escrever o que vou escrever a seguir...
...nem parece que eu sou um lojista.
Ter um Polar 725X, completo, é o sonho de um monte de triatletas.
Mas, sinceramente, acho uma baita besteira. Pura vaidade.
Quando a gente começa a treinar: spinning, corrida a pé, esteira, até acho que um frequencímetro é necessário. Depois de algum tempo o tal do frequencímetro passa a servir de relógio mesmo. Atualmente nem a fita transmissora eu coloco mais.
Tênis é outra coisa interessante. Os Mizuno Creation 9 (nem sei se já tem o 10) custam uma nota preta. Aliás, uma nota não, um monte delas. Já me disseram que os Asics são tão bons quanto ou até melhores. Já elogiaram muito os NewBalance. O que interessa é o conforto. Não fez bolhas - valeu!
Bikes então, humpf, sem discussão. Tem muito triatleta correndo com bikes pesadas, somente com 9 velocidades, até sem clipe, e que dão um trabalho danado para os donos das Carbon.
Como lojista passei a observar meus clientes e consegui ter uma visão muito interessante de tudo isso.
Alguns têm muito dinheiro e só querem produtos "top" - mas não chegam a "lugar nenhum" com seus superequipamentos. Alguns não têm dinheiro e vivem "remendando" seus equipamentos - e conseguem posições de dar inveja.
Bom, como o Vagner disse, nada contra. Quem quiser gastar mais, fique à vontade. Quem não puder gastar muito, também existem boas opções a baixo custo.
Acho que o importante é estar lá, competindo, suando, superando. 
Na minha opinião o que faz a diferença mesmo é a dedicação - o treino. 
Levantar TODO DIA às 5 da manhã para correr nadar ou andar de bike, seguir uma alimentação compatível com os treinamentos, dedicar-se de corpo e alma ao esporte...ser "caxias" ao ponto de não "furar" ou não "roubar" nos treinos - isso realmente transforma o sujeito em um bom triatleta e supera tudo.

(bom, claro que uma Specialized Transition ajuda...rsrsrs)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Semana de Treino

Essa semana, treino semelhante a segunda - um pouco de volume, um pouco de intensidade. Na segunda, treino com tiros de 30 segundos, na terça spinning e natação, quarta uma hora de 20 minutos de corrida, na quinta natação e spinning, sexta-feira day-off, no sábado o que eu quisesse e no domingo duas horas e meia de bike.

Bom, tive que fazer alguns ajustes - o treino de segunda foi feito na sexta, a bike de duas horas e meia no sábado e no domingo, o longo (na verdade, um longuinho, mas que fui duro de fazer por pura indisposição).

Sei lá porque, o Polar caducou. Mas, acompanhando um pouco a filosofia do Ironguides, estou quase utilizando o monitor apenas como relógio.

Nunca treinei por faixas de FC e nem mesmo cheguei a utilizar as informações do Polar no software para fazer avaliação de desempenho. Dou download das informações por curiosidade, para saber a queima de calorias, quilometragem da semana e registro dos resultados das provas.

Entretanto, me pergunto para quê tanta tecnologia se não uso as informações que ela produz.

Não sei porque, estou perdendo a curiosidade. Ando um pouco encanado com essa coisa de muita tecnologia em monitores, tênis e bikes, ainda que esteja com inveja do garmin que o Edú comprou, da vontade de ter um newton que eu suspeito que se adaptaria ao meu tipo de pisada, de um Okley que o Edú também comprou :-((((, da camisa de compressão da 2xu (que espero que a Eli me mande da Austrália) ou de uma Cérvelo (rs).

Acho que é um pouco a vontade de ter brinquedos...(aliás, nada contra...)

Mas o meu mal humor vai além: páginas em comunidades do Orkut e matérias em revistas sobre como correr, como escolher o tênis, como isso, como aquilo tem me deixado um pouco espantado. Certamente, é bem interessante a existência de uma cultura do triathlon, de uma filosofia de vida, que fala sobre treinos, alimentação, desafios psicológicos, superação. Guando a tudo isso se agrega tecnologia, como a Internet, acho fantástico! 

Mas há de se tomar cuidado com o consumismo. Depois que li um texto que o Vinícius postou no Ironguides sobre tênis, acho que muita discussão sobre equipamentos tira o foco dos treinos. O conceito é simplicidade - se você se dá bem com o que você tem, isso é o que importa. O meu kayano, por exemplo, me faz bem por um único motivo: ele não me dá bolhas no pé.

No fundo, toda o markting da indústria de material esportivo está baseado em uma cultura de massas que não deveria ser a cultura do triathlon. 

Tenho notado que há várias pessoas que correm com o único intuito de justificar uma compulsão consumista - quando poderiam correr para ficarem menos dependentes desse tipo de compulsão, começam a treinar para terem mais objetos a serem consumidos.

Enfim...




 



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Semana de Treino

Semana passada foi difícil. Inúmeros problemas mudaram a rotina e fiz alguma improvisão nos treinos

Segunda, a parte mais importante do treino eram tiros de 30 segundos com 30 de trote, durante 20 minutos. Minhas pernas simplesmente estavam como dois blocos de concreto.

Terça-feira, tive que trabalhar e não fui treinar.

 Quarta, sai para treinar as 18:30, mas a chuva me pegou na porta do prédio e tive que voltar. Não passava e, depois de uma hora, me entreguei. Fiquei em casa, super impaciente.

Na quinta, o tempo estava com a mesmissima de terça. Pensei, vou sair as 18:00 para a Runner. Sai...putz, a chuva começou mais cedo! As vezes eu acho que São Pedro tem comigo um problema pessoal!! Desencanei e fui com o guarda-chuva chinês de R$ 5,00. Cheguei ensopado - mas treinei! Só que diz natação e bike, quando esse era o treino de terça!

Na sexta-feira, fiz o treino de quinta. E, no sábado, que era day-off, uma corrida na Runner para compensar a quarta.

No domingo, estava programado um treino de bike, mas Deus descansou nesse dia...e eu, idem.

Mas me recuperei um pouco do meu pessimo estado. Comentei com o Vinícius, que estou me sentido mal, inchado, a musculatura sensível, o intestino parou e parece que não tomo banho e não faço a barba a vários dias.

Entretanto, ao pesar, notei que o peso não se alterou nada e, um pouco mais de intensidade no final da seman (sobretudo sexta e sábado) mudou meu humor e tudo voltou ao normal...quer dizer, só minha impaciência continua alta.

Ai o Coach diz o seguinte....

O que acontece é que você ficou focado nos treinos por muito tempo, teve pouco descanso mental e físico, competiu Pirassununga, então tiramos Dezembro para recarregar as energias. E acredite, você está recarregando. Tenho certeza que já está subindo nas paredes com vontade de começar a treinar forte denovo, certo? Esse é exatamente o ponto. Você precisa dar um passo pra trás, para dar dois pra frente, com isso quando entrarmos na fase mais importante dos treinos pro IMB (Abril e Maio) ainda vai estar ZERADO e MOTIVADO. 

Além de tudo, ainda tem mudança hormonal, pois nos treinos você está em um processo de "quebrança", já na OFF-SEASON, muda pra "construir", isso tira muita energia.
 




domingo, 7 de dezembro de 2008

A transição perfeita...;-)))))))))

Semana de Treino

Na primeira semana de treino pós Pirassununga, mas a última com a minha antiga série de treinos, houve apenas um esforço leve, para reativar o sistema aeróbico e muscular. 

Talvez o mais puxado tenha sido na segunda, na aula de spinning. Sempre um treinamento difícil e senti um pouco o esforço.

Na terça, uma natação fácil, mas suficientemente para me deixar feliz com a técnica.

Quarta, descanso. Mas o último day-off nesse dia até o Iron. 

Quinta-feira, estava planejado uma corrida com subidas e descidas na rua, mas preferi realizar um treino de esteira porque estava ameçando chover. Alterei períodos de cinco a dez minutos com inclinações entre 5% e 8%.

Na sexta, sábado e domingo, descanso. 

Mas, confesso, está difícil segurar a vontade de treinar como na etapa Pré-Pirassununga.

Como o Vinícius, entretanto, vê ai a necessidade de descanso antes de pegar pesado para o Iron em maio, aproveito para dormir, dormir e dormir...





quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Você não fez um Ironmaaaaannnnn?

- E aí, foi para Pirassununga?
- Fui.
- Pô cara, dureza, hein! Aquele sol...
- Nem me fale...
- Mas quanto é? (sic!)
- 1,9 km de natação, 90 km de bike e 21 km de corrida...
- Pô, tudo isso?
- Pois é...
- É Ironman?
- Não, Ironman é o dobro.
- Então não é o IRONMAN? Você não fez o IRONMAAAAAAAN...
- Nã..não....
- Ahhhhh, então tá! Não é UM I-RON-MAN meeesmoooo?
- Não, mas...
- Um IRONMAN de verdade....
- Não...de certa forma...
- Então tá...tchau...

Meio-Iron é que nem vice-campeonato Se você fez dez, mas nenhum Iron, você
nunca foi nada...

domingo, 30 de novembro de 2008

Carú na Colombia


E você se acha corajoso!

Semana Pós-Pirassunga

Essa semana o coach me deu de presente para fazer o que quiser - até não treinar.

Ele me pediu para "desligar a tomada" e descansar mentalmente. De fato, as semanas que antecederam o Long Distance foram bem pesadas e na semana de lapidação não tivemos períodos de intensidade - poucos, é verdade. 

Mas é um pouco difícil de você se desligar de uma prova. Isso por pelo menos dois motivos:

Primeiro, porque você tem manter toda sua rede de relacionamentos atualizada via e-mails, blogos, orkut. Como os sítios vão soltando as coisas aos poucos (resultados e fotos), nós que fizemos a prova ficamos ligando um para o ouro para ficar "fofocando" sobre quem dançou, quem mandou bem, fulado que ganhava todas e ficou para trás...

O segundo, são as marcas que ficam no corpo depois de uma prova desse tipo. No meu caso, isso se resumiu a uma bolha no pé e as queimaduras nas costas, que não me deixaram dormir bem essa semana. Conversei com o Vinícius e ele me indicou pesquisar sobre a roupa utilizada pelo Sindballe e me deu indicações a partir do material usado pelo Luis Topan, atleta do Ironguides.
Para quem estiver interessado, vale a pena investir no material da Craft e o de compressão da 2xu. Além disso, os sites da http://www.stingray.com.au/ e http://www.uvline.com.br/ dispõe de roupas com proteção conta os rais solares.

Mas é importante dizer que não houve nenhum tipo de dor muscular e só não fui na academia na segunda-terça-quarta-quinta por uma questão de cuidado e pelas queimaduras. Na quinta-feira, fiquei com vontade de correr uma hora na rua, mas fiz isso apenas na sexta-feira. Tentei aproveitar as noites em casa para não fazer nada, apenas abusar da comida a noite. Mas controlei melhor o que comia durante o dia para não ganhar peso gratuitamente. E acho que deu certo, pois me pesei na sexta-feira e estava com menos de 87 quilos.

E sobre a prova, bem, a ficha mesmo caiu depois, pois os resultado foi muito bom para um primeiro longa e, principalmente, pelo fato de ter feito tudo com muita tranquilidade para terminar inteiro. Outra coisa que conta é experiência, pois a dinâmica desse tipo de prova é a superação - fazer a provas desse tipo visando a construção de resultado de forma agressiva é uma coisa apenas para os mais preparados, como diz o Vinícius. 

Nesse sentido, acho que vale uma observação que vi o Gary Gordon fazer sobre o Ironman e que também pode ser apropriado em provas de meio Iron, "O ritmo da prova de endurance como o Ironman é o seu próprio treinamento básico para a resistência de seu ritmo". 

Entretanto, para pessoas que fazem triathlon olimpicos, sprint ou  corridas de rua de 10 km, essa filosofia é difícil de assimilar, pois tendemos a achar que a intensidade é sempre sinônimo de um melhor resultado, quando não é. 

É compreensível que você entre na prova e ache que, ao desenvolver a prova em seu ritmo de treino, vai ficar aquém de um bom resultado, afinal, "treino, é treino" e "prova, é prova". Mas essa percepção é um equívoco e é, sim, possível ter bons resultados sem romper o equilíbrio entre ser competitivo e terminar bem uma competição de endurance. Entretanto, o segundo preceito antecede o primeiro, pois vale lembrar que só é competitivo quem termina a prova.

Talvez hoje eu compreenda melhor que a obtenção de resultados para provas multiesporte e de longa duração seja um processo de muito longo prazo, construída com milhares de pequenos tijolos, como quer o Vinícius. 

Você não luta para ser o mais rápido, mas para ter o ritmo mais rápido durante a maior parte do tempo....